Por que os enganadores prosperam?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

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Pronto! Resolvi botar a boca no trombone! Chega de tentar tapar o sol com a peneira. A verdade tem que ser dita, doa a quem doer.

Por que os falsos prosperam? Por que os mentirosos se gabam de suas conquistas? Onde está Deus que não faz cair um raio na cabeça desses miseráveis?

Haveria algum propósito nisso? E quanto às milhares de vítimas desses charlatões?

Que unção seria esta que atrai tanta gente? Por que Deus os permite crescer tanto? Por que temos que suportá-los enquanto se esnobam em suas aquisições?

Convido-os à uma breve incursão nas Escrituras em busca de respostas para tais questões.

Paulo diz que havia tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina, mas "tendo coceira nos ouvidos", se cercariam de mestres "segundo as suas cobiças" (2 Tm.4:3).

Eis o pulo do gato desses obreiros da iniquidade! Eles dizem o que o povão quer ouvir. Por isso atraem tanta gente.

O que as pessoas querem ouvir hoje em dia? Garanto que não estão interessadas em assuntos como arrependimento, santificação, renúncia, cruz, dar a outra face, caminhar a segunda milha. Não! Elas querem é restituição, arrepio, emocionalismo barato, conquista, prosperidade.

Quem quer que diga o que elas almejam ouvir, certamente obterá sucesso em seu ministério.

E mais: querem sair dos cultos com seu ego massageado. Buscam pastores que os acaricie com bajulações, amor hipócrita, elogios.

Ninguém quer compromisso com a verdade, mas com o último modismo. Quer encher a igreja em tempo record? Fácil! Ou entra numa de fazer essas campanhas loucas, sem pé nem cabeça, ou dana a convidar cantores e bandas gospel famosos, empurrando um monte de CD para que os irmãos ajudem a pagar os altos cachês que eles cobram. E assim a famigerada indústria gospel vai sendo alimentada. Louvor e adoração são confundidos com oba-oba. E adivinha quem paga a conta?

Definitivamente, não querem a Verdade! Preferem ser enganadas (desde que seu ego sai intacto!).

Então, Deus lhes dá o que pedem! Isso mesmo que você leu.

Paulo denuncia o ministério da iniquidade, e diz que sua operação e êxito são "segundo a eficácia de Satanás". Alguém ainda duvida que Satanás seja eficaz? Tal eficácia se revela "com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem". Agora, redobre sua atenção: "Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade" (2 Ts. 2:9-12).

À luz deste texto, podemos dizer que as inúmeras pessoas enganadas por tais ministérios não são apenas vítimas, mas sobretudo, cúmplices. E os falsos mestres nada mais são do que juízo de Deus sobre eles.

Acham que podem barganhar com Deus... então, tomem sacrifício, fogueira santa, encontro tremendo, monte Sinai, amuletos, e por aí vai...

Alguns são até certinhos em se tratando de doutrina, mas suas motivações são excusas, nojentas, interesseiras. Judas os denuncia, dizendo: "Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências, cuja boca diz coisas muito arrogantes, bajulando as pessoas por motivos interesseiros" (Jd.16).

Estes se queixam de seus líderes, passando a idéia de que estão sendo perseguidos e injustiçados na denominação, para ganhar o coração dos incautos, fazendo-os sentir pena deles, e ódio de seus líderes. Esta estratégia visa preparar o caminho para uma eventual divisão. Queixam-se de uns, enquanto bajulam outros.

São inescrupulosos! Fazem negócio em cima do rebanho que lhes fora confiado. Miseráveis! Deus os destruirá!

Confesso que eu preferia que eles se vissem pregando só para os bancos. Mas a Bíblia é clara: "E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2 Pe.2:2-3).

Quantos estragos estes lobos cruéis têm feito em famílias inteiras! Querem se meter até onde não são chamados. Estes são "os que se introduzem pelas casas" (2 Tm.3:6). Casamentos têm sido destruídos por causa de seus ensinos. Filhos preferem obedecer e honrar a eles do que a seus pais.

Apelo aos apologetas de plantão que não dêem trégua a esta raça maldita. Atentem para a admoestação de Paulo: "É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância" (Tt.1:11).

Tudo quanto fazem envolve dinheiro. Querem mais, mais e mais. Seu deus é o ventre! Não se contentam com o que têm, e acham que o sucesso ministerial se mede pela ostentação.

Ufa! Eu tinha que dizer tudo isso. Estava entalado.

O que me consola é saber que o tempo do juízo de Deus sobre eles se avizinha.

Paulo nos garante: "Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez" (2 Tm.3:9). E mais: Os enganadores "irão de mal a pior, enganando e sendo enganados"(v.13).

Até os sinais que acontecem em seus ministérios são juízo de Deus, para que sejam mantidos em seu engano. Tudo quanto estão plantando, hão de colher. Toda dor que provocaram, hão de sentir na própria pele.

E sabe por quê?

"De Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl.6:7).


Autor: hermes C. Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]
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Calvino rima com assasino!

quarta-feira, 27 de julho de 2011


Irrita-me profundamente esta nova onda calvinista que nestes dias anda achocalhando as igrejas protestantes. Alguns representantes no Brasil têm de certa forma incentivado esta nova onda de radicalismo predestinatório, que vem oprimindo de forma desonesta e “bibliojenta” as pessoas. De forma irresponsável eles têm ressuscitado as antigas baboseiras doutrinarias do “Juanito” em um ímpeto sagrado saem por blogs, sites, meios de discussão teológica com intuito de moralizar estes ambientes. Quanto à sociedade, reafirmam a velha dicotomia de sagrado e profano, e a modelo de Calvino querem higienizar o mundo dos nojentos pecadores. Então como forma de mostrar a eficiência da doutrina calvinista, resolvi cumular alguns fatos que podem elucidar a eficiência da reforma promovida por João Calvino.

Em uma entrevista para uma revista, Isabelle Graesllé diretora do museu da reforma descreve Calvino como um homem de gênio muito forte, metódico, temperamental e calculista. Levantava cedo pela manhã já oprimindo os seus serviçais, sendo que fazia a sua secretária estar às cinco horas da manhã pronta para servi-lo em suas necessidades. Ele era um homem constantemente atormentado por dores de cabeça e enfermidades estomacais, sendo que aos trinta anos percebeu que precisaria de uma enfermeira, e encomenda uma esposa ao seu amigo Guillaume Farel descrevendo as seguintes características de perfil:

“Ela deve ser recatada, sensível e econômica, paciente e disposta a cuidar de minha saúde.” T.H.L Parker John Calvin Byografy

Calvino era “workaholic”, muito religioso, e possuía verdadeira ojeriza aos pecadores. Não admitia ser amigo de pessoas que não compartissem de suas convicções religiosas, ofendia-se de forma profunda se alguém discordasse ou o criticasse . Com freqüência perdia a cabeça discutindo teologia com seus adversários, o seu jeito irado se contrapunha com sua saúde fragilizada. Sua intolerância era tão generalizada que para demonstrar, podemos citar o relato do seu impasse sobre a trindade com o seu opositor o médico Miguel Servet. Só para citar, inspirado por um texto bíblico Miguel Servet foi precursor na descoberta da circulação sangüínea. Foi o primeiro a descrever a circulação pulmonar com exatidão. Servet era um Espírito inquieto, aguerrido, devotado em questões transcendentais de natureza religiosa e filosófica. Seguramente ele era uma peça importante em meio às disputas religiosas resultantes da Reforma. 

Durante toda a sua vida, Servet escreveu sobre questões religiosas e dedicou-se à exegese da Bíblia. Um dos temas prediletos de Servet era sobre retorno da igreja a um cristianismo "puro", tal como fora ensinado por Jesus. Um dos dogmas da Igreja que ele contestou, e que foi o motivo de sua desgraça foi o da Santíssima Trindade. Era notável que as suas idéias desagradaram tanto aos católicos como aos protestantes. Acusado de heresia, Servet foi preso e julgado em Lyon, na França. Conseguiu evadir-se da prisão e quando se dirigia para a Itália, através da Suíça, foi vitima de uma arapuca armada por Calvino e preso em Genebra. Antes de Servet ser capturado, Calvino escreveu a seu amigo Farel, em 13 de fevereiro de 1546 dizendo:

“Se Servet vier à Genebra, eu nunca o deixarei escapar vivo se a minha autoridade tiver peso”

Durante o julgamento de Servet, Calvino escreveu:

“Eu espero que o veredicto seja pena de morte.”

Como prometido, Servet foi julgado e condenado a morrer na fogueira por decisão de um tribunal eclesiástico sob direção do próprio Calvino. A sentença foi cumprida em Champel, nas proximidades de Genebra, no dia 27 de outubro de 1553. Puseram na cabeça de Servet uma coroa de juncos impregnada de enxofre, e o queimaram vivo em fogo lento com requintes de sadismo e crueldade. Reza a lenda que enquanto servet morria, João Calvino sorria de uma janela em um sobrado vendo o médico queimar vivo em lenhas verdes, fato este que durou por cerca de 30 minutos. Tudo isso por haver discordado do ensino da trindade. Segue o relato da morte de Servet:

“Farel caminhou ao lado do homem condenado e manteve uma constante enxurrada de palavras, em completa insensibilidade ao que Servet pudesse estar sentindo. Tudo que ele tinha em mente era extorquir do prisioneiro um reconhecimento de seu erro teológico – um chocante exemplo de uma desalmada cura de almas. Depois de alguns minutos disso, Servet cessou de responder e orou silenciosamente para si mesmo. Quando eles chegaram ao local de execução, Farel anunciou a multidão que assistia: ‘Aqui você vê o poder que Satanás possui quando ele tem um homem em seu poder. Este homem é um distinto estudioso e ele no entanto acreditava que estava agindo corretamente. Mas agora Satanás o possui completamente, como ele poderia possuir você, cairia então você em suas armadilhas.
Quando o executor começou o seu trabalho, Servet sussurrou com voz trêmula: ‘Oh Deus, Oh Deus!’ O opositor Farel vociferou para ele : ‘Você não tem nada mais a dizer?’ Neste momento Servet respondeu para ele: ‘O que mais eu posso fazer, mas falar com Deus!’ Logo após isso, ele foi suspenso até a fogueira e amarrado as estacas. Uma coroa com enxofre foi colocada em sua cabeça. Quando as fagulhas foram acesas, um lancinante grito de horror brotou dele. ‘Misericórdia, misericórdia!’ ele clamou. Por mais de meia hora a horrível agonia continuou, porque a fogueira havia sido feita com madeira semiverde, que queima lentamente. ‘Jesus, Filho do eterno Deus, tenha misericórdia de mim,’ o homem atormentado clamava do meio das chamas ...”  The Heretics (Os Hereges) p.327 

A morte de Servet não teve somente como motivo uma vingança pessoal de Calvino, mas também implicações políticas. A oposição ao governo de Calvino usava-se da imagem de Servet para afrontar a sua autoridade em genebra, esta que se encontrava em decadência. Em suma, matar Servet era mais do que necessário naquele momento, pois ele precisava da morte do médico para afirmar o seu poder em Genebra. Calvino era tão louco que quando foi dar uma explicação sobre o assassinato de pessoas inocentes que eram consideradas hereges, ele justificou: 

“Todo aquele que sustentar ser injustiça punir os hereges e blasfemadores torna-se cúmplice do crime deles... Não é questão de autoridade do homem; é Deus que fala”. 

Ainda podemos citar outro opositor de Calvino, Jerome Bolsec que foi um opositor direto. Ele publicamente desafiou os ensinamentos de Calvino sobre predestinação, juntamente com apoio de muitos outros, achavam ser moralmente repugnante. Como resultado ele foi banido da cidade em 1551, mas em 1577 publicou uma biografia de Calvino. Segue um trecho deste relato:

"... Ele foi irremediavelmente tedioso e mal-intencionado, sedento de sangue e frustrado. Tratou suas próprias palavras como se fossem a Palavra de Deus, e se permitiu ser adorado como Deus. Além de freqüentemente ser vítima de suas tendências homossexuais, ele tinha o hábito de ceder-se sexualmente com qualquer mulher a uma curta distância.” 

De acordo com Bolsec, Calvino teve de renunciar aos seus benefícios ministeriais em Noyon por conta da exposição pública de suas atividades homossexuais. Bolsec teve como base de seu trabalho biográfico uma série de entrevistas que realizou com "indivíduos de confiança" (personnes digne de foy).
Calvino como todo bom fanático endossava que Deus o ordenava a assassinar os hereges, ele se colocava na posição de mão divina para punir pecadores. Nos seus primeiros anos de governo em Genebra, João Calcino matou 58 pessoas por discordarem dele; 4000 padres; 1200 freiras foram estupradas e mortas, 200 Igrejas foram saqueadas e seus valiosos vasos roubados e os mesmos serviam para transportar o dinheiro que servia de pagamento para o exército mercenário de Calvino. Os Calvinistas em perseguição aos católicos franceses cometiam atos de barbárie como pegar as vísceras de pessoas que eles matavam e enchiam de capim e davam para os seus cavalos. 

Bem, diante de tantas evidências pode-se dizer ser um orgulho ser um seguidor de Calvino? Ou que um homem de tamanha maldade possa ter sido inspirado por Deus? É evidente que a história do calvinismo é permeada por corrupção, sangue, entre outras aberrações que foram citadas nas fontes acima. Antes de qualquer cristão se cognominar calvinista deveria analisar historicamente as fontes que permeiam esta construção teológica da predestinação. Sabendo que nela estão implícitos precedentes que abrem este vácuo para o fanatismo e o radicalismo evangélico. Na questão de aberração os adeptos do calvinismo estão seguindo as doutrinas com perfeição, usando-se de argumentos desprovidos consciência, fazendo juz ao o seu herói e mestre. É notável que em meio a esta ressurreição calvinista, velhos sonhos a molde de Calvino têm ressurgido. Sobre este assunto, creio que o apostolo Tiago faz uma perguntinha que vem muito a calhar e que será essencial para terminar nossa reflexão:

“Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?” (Tg 3.11).

Leandro Barbosa

Bibliografia:

REZENDE Joffre M. O trágico destino de miguel servet. Disponível em: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/Servet.htm

WALSH, William Thomas. A perseguição dos católicos franceses por calvinistas. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/article/2803

BAINTON, Roland H.  Hunted Heretic (The Beacon Press, 1953), p. 207.

MCGRATH, Alister E. (1990), A Vida de João Calvino, Oxford: Basil Blackwell, pp 16-17

João Calvino, Actes du procès Intenté par Calvin et les autres Ministres de Genève à Jérome Bolsec de Paris (1551), Corpus Reformatorum ( Brunsvigae , 1870), vol. 36, Opera, vol. 8, 141-248

NIGG, Walter  The Heretics (Alfred A. Knopf, Inc., 1962), p. 328

FULTON, John F. Michael Servetus Humanist and Martyr (Herbert Reichner, 1953), p. 35

WALKER, John Calvin (New York, 1906), 116-119, 315-320
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VERDADE, por que incomoda tanta gente?

quarta-feira, 20 de julho de 2011


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Por: Rildo Lopes Feitosa

"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim." (At 17:11)

Quando leio esta passagem na Bíblia vejo o quanto era importante para estes irmãos saber a verdade, saber se aquilo que era ensinado a eles era realmente bíblico. Hoje o que se percebe é que o individuo prefere viver no engano a saber a verdade. Fico impressionado com irmãos que engolem tudo que lhe são enfiado nos púlpitos da vida, que concordam com tudo, parecendo ate soar como pessoas espirituais, o pior e que esses irmãos só querem o melhor do corpo, se esquecem de que o corpo de cristo tem pé, tem ouvido para ser limpado, tem partes sujas a ser limpas, mas para esses o corpo é só coração.

O que percebemos é que esses irmãos tem medo de descobrir que muitas coisas que se ensina na igreja não é verdade, é engano, é engodo, é filosofia de homens, ou que seu mundo pode desabar se souberem a verdade. É inconcebível a idéia de uma pessoa que se diz de Jesus se abalar ou até mesmo desviar por saber a verdade. Se tal fato acontecer é porque esses não são firmes em Jesus, sua casa é construída na areia, menos na rocha. Pessoas que caem da fé quando o pastor cai, é porque não são espirituais e sim carnais, e sua firmeza esta no homem e não em Deus!

Dias atrás um irmão me disse que estava conversando com uma irmã sobre alguns fatos ocorridos dentro de sua igreja, essa irmã lhe pediu que não contasse se não ela cairia da fé. É um absurdo como alguns preferem viver de engano e aparência a viver da Palavra. Esses irmãos preferem acreditar que seu líder é o super herói do que ter a decepção de descobrir que ele é tão humano como qualquer outro mortal, que pode errar, e que precisa ter a humildade de dizer a igreja que são homens e precisamos depender de Deus

Quando alguém me diz algo contra a igreja que estou, minha primeira atitude é saber se tal fato é verdadeiro, se não for eu deleto e pronto, agora quando percebo que os líderes não são sérios, são picaretas, e não seguem Deus, e nem se arrependem, meu amigo já fui!!! Hoje os maiores escândalos vêm da parte da liderança, prá que maiores escândalos desses homens que se dizem de Deus e não são , com seu maus testemunhos, que viram milionários da noite pro dia. Pra alguns irmãos isso não é escândalo, é tudo normal, escândalo é você contar os podres, é falar a verdade, foi por esse motivo que João Batista foi calado, por não se vender e preferir pregar contra as injustiças, contra os podres de sua época, por denunciar os pecados como os de Herodes, contra os farizeus de sua época. Hoje quando esses falsos irmãos são denunciados, o errado e quem denuncia,e quem denuncia tais atos é rebelde, não é espiritual, e por ai vai....

A Bíblia diz: "Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1:18). Não consigo entender irmãos que acham que omitindo a verdade, ou escondendo as sugeiras tornará o evangelho melhor. Jesus nunca omitiu a verdade e a pregou a qualquer custo doendo a quem doer, por isso os fariseus o odiavam com ódio mortal, pois Cristo os confrontava Paulo disse: "Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade" (2 Co 13:8).

O evangelho deve ser pregado em cima de verdades, não de mentiras, tolo é aquele que acha que as canalhices de alguns tem poder para manchar o evangelho e apagar a luz da Palavra, se enganam, pelo contrário Jesus revolucionou o mundo porque não tolerava o que era errado, sua Palavra é a verdade.

Paulo diz em Efésios 4:25: "falai a verdade cada um com seu próximo." Para alguns irmãos o melhor é deixar a ferida aberta, a curuba cheia de pus do que tratar, ao contrário do que Paulo nos manda fazer em 1 Co. 5:9-13.

Anos atrás quando era menino, ser evangélico era sinônimo de honestidade, de coisa séria, porque os nossos pais não toleravam essas poucas vergonhas, essas picaretagem, essas malandragens que vemos hoje, não vou dizer que não tinha, pois estaria mentindo, mas era algo difícil de se ver, pois as pessoas tinham vergonha, mas hoje, se perdeu a vergonha e ainda tem os que defendem, muitos sabem mas poucos estão se lixando, hoje ser evangélico é sinônimo de status social, de dinheiro, menos de gente séria, compromissada com Deus.

Quem é de Deus se alegra quando a justiça prevalece, e se entristece quando alguns tentam subverte La a qualquer preço! Deus não deixará de ser Deus porque alguns mancham o evangelho, mas eu me torno o mais desumano quando prefiro a injustiça a fim de ser aprovado por homens.


Maranata, ora vem SENHOR JESUS!!!

Autor: Rildo Lopes Feitosa
Contatos: rildo_feitosa@hotmail.com
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quinta-feira, 14 de julho de 2011



Diante de minhas críticas muitas pessoas sempre me perguntam qual seria a minha proposta de cristianismo, já que tanto condeno e critico as formas de culto estabelecidas na atualidade. Há dias venho refletindo sobre esta pergunta, e em minha mente só conseguia meditar em um texto da bíblia que penso refletir perfeitamente a minha sensação:

1 Samuel 8: 4 -10 

Então todos os líderes de Israel se reuniram e foram falar com Samuel, em Ramá. Eles disseram: - Olhe! Você já está ficando velho, e os seus filhos não seguem o seu exemplo. Por isso, queremos que nos arranje um rei para nos governar, como acontece nos outros países. Samuel não gostou do pedido deles. Então orou a Deus, o SENHOR, e ele respondeu assim:
-Atenda ao pedido do povo. Não é só você que eles rejeitaram; eles rejeitaram a mim como Rei. Desde que eu os trouxe do Egito, eles sempre me têm abandonado e têm adorado outros deuses. Agora estão fazendo com você o que sempre fizeram comigo. Portanto, atenda ao pedido deles. Mas avise essa gente, explicando com toda a clareza como o rei vai tratá-los. Então Samuel explicou ao povo tudo o que o SENHOR lhe tinha dito. 

Sempre que me deparo com perguntas como estas, eu me indago por que é tão difícil para as pessoas aceitarem que a espiritualidade sadia não é regida por dogmas e liturgias? Porque não conseguimos aceitar que Deus quer ser o verdadeiro Rei em nossas vidas, algo pessoal e íntimo, participativo e sem intermediários ou facilitadores para representá-lo.
Lamentavelmente eu vejo uma triste realidade que se revela em perguntas como estas. Elas demonstram que as pessoas foram condicionadas, podendo-se dizer até, “viciadas’ pelos traficantes da fé. Pessoas estas que reduziram a maravilhosa mensagem de amor e reconciliação, tornando-a em uma terrível droga, a religião. Por mais que eles percebam que a forma como concebem os ensinamentos de Cristo estejam equivocadas, precisam desta droga, enfim, não conseguem sobreviver sem uma dose de penitências dominicais. 

A religiosidade é permeada de culpa, acusação, pecado, criando um ciclo tão voraz que prende as pessoas em rotinas constantes de pecado e penitências. O perdão se torna algo exclusivo do templo, ou seja, por freqüentá-lo, manifesto pelo intermédio da oração de um Pastor, Padre ou xamã. Estes percebendo o vício de tais flagelados os alimentam com novas doses de religião, fato tal que permite aos traficantes possuir um poder sobre a vida destes viciados, conduzindo-os a um desespero tão grande por perdão, que se tornam pessoas capazes de dar tudo por apenas mais uma dose. Não digo que a consciência de todos estes traficantes seja sofismada e cruel, pois grande parte deles também é vitima e viciada, então é fato que só administram os meios pelo qual também foram vitimados. 

Realmente são tempos ruins estes em que vivemos, pois quando se fala em um evangelho que torna livre a consciência humana é tido por heresia, e quando pregamos uma mensagem degradativa e aprisionadora chamamos de doutrina. Lamentavelmente chegamos há um tempo que as distorções são tão explicitas que chamamos este novo evangelho da religião de velho e apostólico e ao velho e simples evangelho atribuem o caráter de “novo” e libertino. Libertino por falar de amor, aceitação, igualdade. Libertino por criticar o dogmatismo, e pregar o perdão e a reconciliação, libertino por dizer que a graça esta acima do pecado, e que o inferno não compete a nós. 

Eu me considero um viciado em recuperação, pois de tudo o que a religião e seus dogmas proporcionam experimentei a fundo. Vi-me por anos preso em rotinas de pecado e perdão em um cativeiro dominical, nunca percebendo realmente Deus sem intermediários. Isso até o dia que influenciado pelos traficantes da Fé, tentei eu também traficar esta droga de evangelho. Mas pela graça de Deus, dei espaço em minha consciência à voz dos céus que me conquistou, e com um tapa de amor eu fui resgatado deste meio, para um caminho de liberdade. A modelo do texto de Samuel, os homens sempre vão querer os intermediários, aqueles que reinem e usufruam de seus bens e inocência. Isso porque são viciados, medrosos, fugitivos da vida, verdadeiros covardes que temem enfrentar as problemáticas da existência sem o conselho de um guru. Não querem um Deus reinando sobre eles, eles querem um rei, Um rei pastor, um rei padre, alguém que de a eles um governo humano organizado, a modelo das estruturas humanas.

Por coisas assim, falar em espiritualidade que nos rege por consciência para estes parece utopia e heresia, pois não conseguem encarar que Deus não precisa de homens para ser Deus. Um Deus que pisa em suas regras, um Deus que não age e nem vê como os homens, um Deus que julga pelo coração. Este Deus para eles é pouco dogmático, muito simples e descomplicado. Este Deus eles não querem.

Chamam-nos de libertinos por defendermos o direito ao amor divino para todo homem, mas se fazem de deuses condenando o mundo. Realizam verdadeiros jihads contra os que julgam infiéis, mas não temem se apropriar dos bens daqueles a que chamam de fiéis. Uma fidelidade mentirosa que rouba a vida, a família, atribuindo pecado ao sagrado e santidade ao profano. Estaria eu errado por criticar e negar-me a usar desta droga? 

Leandro Barbosa
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Porque eu não quero uma Teocracia Cristã!

quinta-feira, 30 de junho de 2011




A uniformidade de pensamento é um desejo buscado, consciente ou inconscientemente, por todos nós. Por mais "tolerantes" que sejamos, sempre há um segmento ideológico que é visto como "inimigo" e pelo qual não nutrimos simpatia. Como não é possível forçar todos a pensarem de modo agradável a nós, o pluralismo acaba se impondo não como o ideal de todos, mas antes como a melhor alternativa possível, superior à guerra e à violência. Melhor conviver com o diferente do que tentar exterminá-lo.

Contudo, a tentativa de impor um pensamento único sempre seduz parcelas significativas da sociedade. A História está cheia de exemplos, desde o nazismo alemão até o comunismo soviético, incluindo-se aí o fundamentalismo islâmico e até mesmo experiências puritanas de criar colônias nos Estados Unidos onde haveria uma única religião. O totalitarismo é uma tentação que não respeita nenhum tipo de fronteira.

Ao meu ver, é esse tipo de tentação que leva cristãos de vários matizes a defenderem uma teocracia cristã. Na verdade, já há proposta para criar o Partido Republicano Teocrata Cristão (PRTC). O objetivo expresso é o de promover a "adequação de todas as leis da nação às leis bíblicas", inclusive com apoio de muitos blogs calvinistas. Esse tipo de movimento é uma reação à aprovação e discussão de leis que ferem os princípios da Bíblia.

Contudo, esse fato exige uma discussão. Afinal, a teocracia cristã é o caminho que a própria Bíblia ensina para fazer valer o reino de Deus?

A necessidade da liberdade religiosa
Creio que a primeira coisa que deve ser analisada é a questão da liberdade religiosa. O sonho oculto de muitos segmentos, desde o mais tradicional dos reformados até o mais esotérico neopentecostal, é o de ver todos seguirem uma mesma fé, tendo a Bíblia formalmente reconhecida como estando acima de qualquer outra lei. Na verdade, muitos evangélicos não querem esperar pelo dia em que Jesus Cristo virá implantar seu Reino...querem vê-lo aqui, de modo visível, já! A separação entre Igreja e Estado não é mais vista como uma conquista que foi essencial para garantir a sobrevivência dos evangélicos em sociedades católicas. Agora, o sonho de muitos é ver as igrejas evangélicas comandando o Estado e impondo a sua agenda e pensamento a todos.

Contudo, Jesus Cristo nunca exigiu a conversão de todos os seus ouvintes aos seus ensinamentos. É interessante notar que Jesus não protesta porque ninguém proíbe os fariseus de ensinar ou porque o ensino pagão era tolerado pelo Estado romano. A arma usada por Jesus em seu ministério era a pregação da Palavra. Era por meio da persuasão, da oratória e dos debates que o Senhor esperava ganhar o coração dos ouvintes. Cristo nunca questionou porque o Estado romano não dava apoio ao seu sistema de fé.

O mesmo pode ser dito dos apóstolos. Eles são sempre retratados como sendo perseguidos por judeus ou pagãos, mas nunca como perseguidores daqueles que anunciam outra fé. Isso é evidenciado em Atos 19, quando os pagãos de Éfeso se revoltam contra a pregação de Paulo:
Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram. Ouvindo isto, encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. (Atos 19:24-29)
O tumulto é encerrado pelo escrivão de Éfeso, que apazigua a multidão afirmando o seguinte:
porque estes homens que aqui trouxestes não são sacrílegos, nem blasfemam contra a nossa deusa. (Atos 19:37)
É muito interessante notar isso no Novo Testamento. O desejo dos cristãos é o de terem liberdade para pregar a Palavra sem correrem o risco de serem presos. São os outros...os judeus e os pagãos quem buscam usar o Estado para prender os cristãos e impedir a disseminação da fé cristã. Os discípulos não cometiam sacrilégios nem blasfemavam contra Diana, embora deixassem claro que ela não era uma deusa de fato. Isso mostra uma busca pela liberdade religiosa, e não pela uniformidade religiosa.



Igreja e Estado são esferas distintas
Por que nem Jesus e nem os apóstolos reivindicam o apoio do Estado para a pregação evangélica? Uma das razões é dada pelo próprio Cristo: dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Convém aqui reler essa história:
Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos, pois perceberam que, em referência a eles, dissera esta parábola; mas temiam o povo. Observando-o, subornaram emissários que se fingiam de justos para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador. Então, o consultaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; é lícito pagar tributo a César ou não? Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu: Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se. (Lucas 20:19-26)

O ardil era esse: se Jesus dissesse que o imposto deveria ser pago, então Ele se colocava ao lado dos romanos e desagradava aos judeus. Se dissesse que não deveria ser pago, então os judeus se agradariam, mas Jesus poderia ser acusado diante dos romanos. O Mestre evita a resposta, ensinando que o povo deve dar a César o que é de César (respeito às leis, pagamento de impostos) e a Deus o que é de Deus (fé, adoração, devoção, o controle da vida).


Embora a separação entre o Estado e a Igreja seja um conceito posterior, creio que ele pode ser reconhecido aqui. Jesus não ensina que o Estado não deve obediência alguma a Deus. Afinal, o reino dos céus engloba todas as coisas, inclusive sim os governos. Mas isso não significa que tudo deva ser misturado. Há sim distinções.

Por exemplo, não cabe a Igreja decidir qual o melhor sistema de arrecadação tributária ou se um país deve ou não ter relações diplomáticas com outro. Os cristãos podem opinar sobre isso, mas a decisão pertence ao Estado, o qual, por sua vez, não deve decidir se a doutrina da predestinação é ou não correta. César é César, Deus é Deus.


Sei que aqui eu perdi o apoio de quase todos os calvinistas...afinal, a Confissão de Fé de Westminster, documento ícone da fé reformada, foi feita em um concílio convocado pelo Estado inglês. Contudo, não há base no Novo Testamento para que o Estado se envolva neste tipo de decisão. Esta não é uma questão de Governo, e sim de fé.

A natureza do Reino de Deus
Talvez muitos pensem que as ideias acima expostas ferem o ensino bíblico sobre o reino de Deus. Ele não é o Senhor de todas as coisas? A recusa dos homens em obedecê-Lo não é um pecado? Sim e sim, digo eu. Mas daí a querermos forçar o Estado a adotar leis bíblicas vai uma grande diferença.

Por quê? Ora, por causa da natureza presente do reino de Deus? Observe o que diz Jesus no momento em que ele é preso, como narrado em Mateus 26:51-54.
E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?
Repare que a espada não foi usada de modo arbitrário pelo apóstolo Pedro. Jesus estava para ser preso, uma turba com espadas e porretes ameaçava os apóstolos. Pedro quis apenas defender o seu Mestre. Mas Jesus reprovou essa atitude. Quem lança mão da espada (violência) perecerá por causa dela. Se o Cristo quisesse, poderia rogar ao Pai para ter a defesa de anjos. Porém, a espada angelical não era o caminho de defesa do reino.

Essa mesma ideia é repetida por Jesus quando ele é confrontado por Pilatos em João 18:33-37.
Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito? Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
A violência e a coerção não irão promover o reino de Deus, que só se manifestará de modo plenamente visível neste mundo quando Cristo voltar. Por isso Jesus diz que seu reino não é terreno: não há exércitos ou ministros para defendê-lo. O objetivo de Jesus era o de dar testemunho da verdade. A testemunha busca convencer, mas quem pode impor a sentença é o Juiz. E a vinda de Cristo como Juiz está no futuro.
Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus. (1 Pedro 4:4-6)
Chegará sim o dia em que a verdade será manifesta e todos serão julgados, o dia em que todo aquele que rejeitou a Cristo sofrerá a pena por sua rebeldia. Mas, até lá...o dever da igreja não é o de antecipar a execução do juízo, mas sim o de testemunhar a favor da verdade. Testemunhar não é forçar ninguém a acreditar ou seguir, é tentar, da melhor forma possível, convencer os demais a crerem em nosso testemunho.

O mundo é incapaz de seguir a Deus
Mas, de todos os argumentos, o melhor para combater a ideia de uma teocracia cristã é o primeiro ponto do calvinismo: a depravação total. Por esta doutrina, o homem é simplesmente incapaz de, voluntariamente, seguir a Deus. Se o ser humano não for alcançado pela graça de Cristo, servir a Deus é algo impossível a ele, mesmo que o Estado tente obrigá-lo:
Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas o que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8:5-8)
Ora, se os que estão seguindo o pendor (inclinação) da carne não podem estar sujeitos à lei de Deus e não são capazes de agradar a Deus, no que adiantaria criar uma teocracia cristã? Ela seria inútil! Não é isso que tornará o Brasil um país melhor. E isso se torna óbvio quando lemos o que a Bíblia diz sobre a lei de Deus:
Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus. (Hebreus 7:18-19)

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. (Hebreus 10:1)
A lei de Deus não tem o poder de aperfeiçoar as pessoas e, por extensão, a sociedade. O Brasil só será transformado por meio da salvação dos brasileiros, da criação de novos homens que nascem segundo Cristo Jesus e, voluntariamente, seguem a lei de Deus. Só que isso não é uma obra do homem, mas sim de Deus. Um novo ser humano é algo que só Cristo pode fazer:
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. (2 Coríntios 5:17)
Qual a solução?
Então, os cristãos devem cruzar os braços e deixar o Estado aprovar leis que ferem a Bíblia? Não! De modo algum. Devemos lutar, nas ruas, no Congresso, na Internet, onde for preciso para influenciar o mundo a seguir o Evangelho.

Para influenciar, não para impor.

Creio que este é o modelo bíblico de conduta política para os cristãos. Homens como José, Daniel e Mordecai não tentaram convencer o Egito, a Babilônia e a Pérsia a adorarem ao Deus de Israel. Eles influenciaram impérios a se adequarem às leis de Deus por meio de seus comportamentos e atuações políticas. No caso de Daniel e seus amigos, além de Mordecai, vemos que foram decisivos para impedir que os judeus fossem forçados a idolatria ou que fossem massacrados pelos caprichos da nobreza. Foram instrumentos de Deus em impérios que, guardadas as proporções, eram sociedades plurais.

Ao meu ver, o caminho continua sendo esse. O chamado de Deus para a Igreja é viver em um mundo plural e tentar influenciá-lo de todos os modos, mas sem impor a sua vontade. O objetivo dos cristãos é convencer a sociedade a obedecer a Deus...e não o de obrigá-la a fazer isso.

Os cristãos precisam entender que este mundo não é perfeito. Nossas decisões políticas, econômicas e sociais devem levar em conta as imperfeições do estado atual da criação: por isso é que existem policiais, soldados, leis penais e democracia. Seria ótimo viver em um planeta onde todos seguem a Deus! Mas isso não vai acontecer até Jesus voltar. Então, não adianta forçar o caminho nessa direção.

Precisamos aceitar o mundo como Deus quis que Ele fosse. E, para isso, é necessário aprender a conviver com os diferentes. Não há caminho melhor do que um onde exista liberdade de religião, de pensamento e de expressão. Não há caminho melhor do que o enfrentamento democrático e pacífico. Se, pela democracia, o Brasil escolher servir a Deus, ótimo! Mas, mesmo assim...as liberdades precisariam ser garantidas.

Que possamos refletir no ensino bíblico de Romanos 14:12.
Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.
Que assim seja. Amém! Soli Deo Gloria!
 
Por Helder Nozima
Fonte: [ 5 Calvinistas ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]
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terça-feira, 14 de junho de 2011

" Estes dias em um debate sobre os meus textos, eu recebi algumas acusações ofensivas por parte de uma pessoa que vive falando mal de sua instituição, mas nunca a abandona, um ato que considero hipócrita. Ele alegava que eu fazia as minhas críticas a instituição religiosa, porque na verdade era alguém que nutria uma paixão enorme pelas mesmas. Vi por bem refutar tal afronta colocando no blog algumas questões, para ele, e todos saberem alguns dos “porquês” sou tão contra, e critico tanto este perfil de religiosidade."

10 motivos do porque eu odeio a igreja institucional.

1- Eu odeio a igreja instituição porque deixou de ser um lugar de pessoas, as pessoas são objeto secundário gerador de capital dentro de toda uma máquina que movimenta milhões em dinheiro sem pagar impostos.

2- Eu odeio a igreja instituição porque ela perverte a verdadeira mensagem contida nas palavras do Cristo. Ela transforma em dogmas e lei tudo que é natural na vida dos discípulos de Cristo, sistematizando a mensagem provocando um empacotamento, a fim de torná-la uma maquina de benesses e lucro.
3- Eu odeio a igreja instituição porque ela se tornou um ambiente propício para os profissionais da religião perpetuarem na vagabundagem. Ela incentiva a proliferação de pregadores, pastores, apóstolos, cantores, capelães, que mercantilizam e desvirtuam a mensagem em busca de seu próprio benefício.

4- Eu odeio a igreja instituição porque ela incentiva a ignorância, tratando o academismo como pecado. Com esta atitude ela priva as pessoas muitas vezes de estudar, alegando questões banais como doutrinas, perda de fé ou dias de culto. Ela coloca os ministérios acima das profissões estabelecendo uma dicotomia nas profissões em sacras e profanas.

5- Eu odeio a igreja instituição porque ela tem problemas gravíssimos com sexo, criminalizando e segregando pessoas por questões de sexualidade. Por vezes ela marginaliza os indivíduos por suas leis internas chegando a interferir na sexualidade dos casais os enchendo com culpa. Fato este que ao invés de gerar pessoas saudáveis, acaba por acender uma geração de pervertidos que não respeitam os próprios corpos. Em contrapartida nunca se propõem a aceitar e ajudar estas pessoas com a sua sexualidade.

6- Eu odeio a igreja instituição porque ela não aceita a crítica. A igreja instituição não é um lugar aberto aos debates e discordâncias. Cada uma mantém o seu próprio sistema de regras e dogmas, nunca abrindo mão para discuti-los de forma direta e consistente.

7- Eu odeio a igreja instituição porque cada uma delas se identifica como portadora da verdade absoluta, não levando em conta que em séculos, varias doutrinas básicas do cristianismo foram derrubadas pelos próprios cristãos. Dentre elas cito: fora da igreja não há salvação.

8- Eu odeio a igreja instituição porque ela não admite e nem aceita os abusos cometidos em nome do cristianismo. A começar pelas estruturas políticas fomentadas pelo catolicismo, calvinismo e luteranismo, que no passado mataram e mandaram matar. “Vide a história se duvidam...”

9- Eu odeio a igreja instituição porque ela evoca para si o papel das causas sociais, mas nunca assumi que se usa destes meios de forma proselitista. A prova disso é que a cada pedaço de pão que é oferecido, é precedido de um “aceita Jesus?” Pura barganha, mascarada como boa ação, o verdadeiro amor se doa e não pede direitos.

10- Eu odeio a igreja instituição porque ela tenta se posicionar como detentora das portas do céu e do inferno. Arrogantemente se porta de forma indiscriminada, e sai por ai definindo as pessoas por religião, práticas, comidas, gostos, músicas, alegando saber o que Deus odeia ou ama, e com isso tenta definir os que têm direito ao céu e ao inferno. Sendo que a bíblia adverte para não definirmos quem vai ou não para o paraíso e inferno. (Romanos 10:6-7)


    Resumi 10 das que considero os piores, mas seguramente poderia seguir escrevendo. A consideração final que deixo é que vendo eu estas coisas poderia querer estar conivente e convivendo em harmonia com os que praticam tais coisas? O melhor cristianismo que poderemos encontrar com certeza terá que primeiramente partir de nós mesmos.
 
Por: Leandro Barbosa
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A onda... Evangélica!

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins. Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião." Steven Weinberg


Estes dias assisti a um filme que se chama "A Onda", é um filme de produção alemã, que trata da história de um professor de uma escola pública que bola uma estratégia mirabolante como forma de provar suas teorias não ortodoxas. Ele convoca os seus alunos há viver uma semana com algumas regras, a fim de formarem um grupo distinto, sem diferenças, onde todos vestiriam naquela semana a mesma cor, falariam dos mesmos assuntos, e andariam juntos a se ajudar. Logo como grupo se cognominou como "A onda", só que o interessante é que com o decorrer da semana o que era um exercício de sala de aula se tornou uma bola de neve descontrolada, ao ponto de no final da semana um grupo gigante de pessoas estarem formando um grupo paramilitar, que só veio a acabar com o suicídio de um aluno integrante do grupo, devido a tentativa do professor em parar aquele movimento.


Para mim pessoalmente foi chocante a experiência, pois pouco a pouco comecei a me identificar com as experiências vividas pelos adolescentes, e vou citá-las para vocês. A convivência daquele grupo como uma proposta de vida onde as diferenças sociais seriam extintas, onde não haveria mais classes sociais e desigualdades, tomou uma proporção na mente daqueles jovens que logo eles sentiram um sentimento de superioridade de propósito, e passaram a um segundo estagio de descriminação dos diferentes. Em sala de aula havia uma proposta de ordem, que era passada como uma idéia de harmonia, onde a partir de uma obediência cega entendia-se que estes, eram padrões eram significado de fidelidade a um propósito maior. Logo sob um pretexto de harmonia e singularidade, como que entorpecidos por uma droga o grupo começou a exercer atos de barbárie contra os diferentes, e estipular os limites de liberdade para os outros colegas da escola.

Por mais que pareça cômico e até meio trágico, as semelhanças não são mera coincidência, mas impressões do que uma filosofia de conquista que pretexte melhoras em base da exclusão é verdadeiramente destrutiva, não só para os meios onde são exercidas, mas acima de tudo para as pessoas que participam. Por minha experiência pessoal, posso dizer sem medo de que os evangélicos são campeões em vender estes perfis de ideologia. Conquistam adeptos sobre pretextos de uma vida melhor, afirmando que a partir da agregação ao grupo, passa-se a ser uma “raça superior”, ou na linguagem evangélica; “nação santa”, “sacerdotes”, “reis”, “Príncipes”, e sobre esta idéia constroem uma realidade que oprime o diferente. Nestes meios assim como nestes sistemas ditatoriais, não existe espaço para questionamentos e discordâncias, a fidelidade é exigida acima de tudo, fidelidade esta que também é sinônimo de comungar com atos de barbárie que são tidos como justiça, endossadas pelos líderes como vontade divina.

Dentro destes ambientes ilusórios, multidões que caíram no enredo deste mundo fictício criado por religiosos fanatizados, vivem uma inverdade que mais é uma cadeia, pois nele se negam a questionar a imperfeição e desconexão com a realidade do sistema ao qual estão inseridos. Os lideres por sua vez, não aceitam serem questionados, e impõem-se de forma massiva sobre seus opositores, e quando sofrem resistência perdem o rumo de suas convicções, partindo para atos de ignorância ou para perda de suas referencias. Este sistema “evangélico” é uma verdadeira ditadura religiosa, que a meu ver às vezes passa a ser pior que uma filosofia “talibã” ou aristocracia radical. Pois sobre uma mensagem de bondade e amor ao próximo, subjetivamente distorcem a mesma, tornando-se instrumentos de segregação e ganância.

Talvez para uma mente mais evangélica o meu texto vai soar como heresia ou blasfêmia, mas para quem foi vitima do mesmo, trará uma compreensão e capacidade maior de lidar com esta realidade. Sim por mais triste que seja grande parte de nós cai no “conto do vigário”, e sobre um falso pretexto de bondade, uma ânsia de encontro com Deus, acaba por cometer atrocidades até o dia em que somos vítimas das mesmas. Creio que nosso maior desafio “e falo por experiência pessoal”, é encontrar Deus em meio a toda esta bagagem e informações as quais fomos por anos condicionados. De todas as minhas experiências, em toda minha caminhada, posso afirmar com garantia que Deus não é propriedade exclusiva dos evangélicos.

Quero desafiar a você a um requestionar de valores, a parar e perceber se você não é apenas mais um integrante da “Onda”, que esta tão cego ao ponto de não ter mais empatia e tato para sentir que existe um mundo a sua volta. Deus não criou você para ser um covarde que foge da vida, mas alguém que vive o seu “mundo” com caráter, sem precisar da proteção da “onda” ou da indicação de cegos guiando cegos, para ser apenas humano.


Leandro Barbosa

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Apolgética de Compaixão!

sexta-feira, 20 de maio de 2011


Ser apologista não é e nunca foi uma tarefa fácil. Defender a fé cristã requer muito estudo, uma boa dose de empenho, grande capacidade de argumentação e o gosto peculiar por questionar a tudo, até mesmo às próprias convicções e trazer respostas satisfatórias para nossa mente e espírito.

Este é um cenário propício para que se perca a essência do foco do ministério de Jesus, que também é nosso: as pessoas.

Não raro percebo um desvio do foco do trabalho apologético nas mais diversas formas: debates em listas de discussão, no Orkut, em programas de rádio ou de TV, em sites focados no tema ou não. Tristemente acompanho debates que são verdadeiras batalhas entre egos, onde o objetivo é ganhar a disputa, ainda que não sirva para mais nada além disto.
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A falência dos púlpitos brasileiros!

quarta-feira, 18 de maio de 2011



Os púlpitos brasileiros encontram-se em petição de miséria.
Lamentavelmente, do Oiaopoque ao Chuí o que mais vemos são pregadores despreparados assumindo os púlpitos de suas igrejas. Na verdade, ouso afirmar que encontrar um bom pregador cuja teologia seja saudável é quase uma missão hercúlea. Confesso que estou cansado de ouvir pregações vazias, superficiais, materialistas, humanistas e triunfalistas, de gente que contraria totalmente o ensino bíblico.

Infelizmente o que mais se ouve em nossos púlpitos é "Você vai obter vitória", "Você é um vencedor", "tome posse da bênção", "Use a palavra para trazer à existência as coisas que não existem" e muito mais. Pois é, toda essa parafernália é oriunda das leis de visualização e reprogramação mental que vêm das filosofias e religiões orientais, carregadas também de aspectos inerentes ao Gnosticismo, heresia grega que exalta o conhecimento para a libertação do Homem. Se não bastasse isso, nossos púlpitos estão impregnados de falsos profetas que ensinam os valores da teologia liberal, pregando de forma desavergonhada que o diabo não existe, que a criação é um mito, que Jesus não fez milagres, que o Mar Vermelho não se abriu diante a ordem de Moisés e muito mais. Para piorar a situação, eis que surge no cenário brasileiro, teólogos do teísmo aberto, cujo ensino descaradamente afrontam as verdades bíblicas. Para tais individuos, o Senhor é um deus que abriu mão da sua soberania em prol do amor. Para esta gente transloucada o Deus da história se transformou num tipo de divindade EMO, que chora pelo sofrimento do homem, sem contudo, poder intervir nos dramas e dilemas da humanidade.


Caro leitor, acredito que essa loucura toda se deva em parte a dois fatores. Primeiramente ao fato inequívoco de que os nossos seminários teológicos encontram-se falidos.


Há pouco passei em frente a uma igreja evangélica deparando-me com uma faixa que dizia: "Venha estudar gratuitamente em nosso seminário teológico."


Confesso que ao ler o conteúdo da faixa fiquei intrigado de como aquela igreja de aparência simples, poderia custear um seminário teológico, até porque, como todos sabemos os custos e despesas relacionados a manutenção de um seminário não são nada baratos.

Pois é, assim como o seminário em questão, existem inúmeros seminários esparramados pelo Brasil, oferecendo aos evangélicos um curso básico de teologia. A questão é que boa parte destes seminários não possuem a menor condição de capacitar, formar e qualificar líderes ao ministério pastoral, isto sem falar é claro, de que não possuem em sua equipe pedagógica professores capazes de ensinar aos seus alunos os conceitos mais básicos da fé cristã. Em contra partida, os grandes seminários das igrejas históricas experimentam a mais profunda crise ensinando em suas classes heresias sutis e destruidoras. Se não bastasse isso, tais seminários são tendenciosos ao extremo pregando aos seus alunos as aberrações do liberalismo teológico ou defendendo com unhas e dentes uma volta litúrgica ao século XVI, cujo fundamentalismo é a principal caracteristica.

Para piorar a situação, a maioria dos seminários abandonaram a confessionalidade, ensinando conceitos dúbios e confusos aos seus também confusos alunos. Em nome de uma fé interdenominacional, negocia-se a sã doutrina, o que por consequinte, contribui em muito para a idiotização da igreja de Cristo.

Quanto aos professores, o que se percebe é que ainda que possuam formação acadêmica, suas doutrinas não possuem uma linha teológica definida. Sinceramente confesso que não entendo como liberais dão aula em seminários confessionais, ou como neopentecostais ministram em seminários reformados e calvinistas. Para agravar mais a situação, boa parte destes professores ensinam um evangelho humanista, cuja ênfase principal é a psicanálise e auto-ajuda.

Em segundo lugar, acredito que o fato das Escrituras Sagradas terem deixado de ocupar o centro dos nossos cultos contribuiu em muito para a multiplicação de heresias e distorções teológicas. Infelizmente, a baqueta tomou o lugar da exposição da Palavra de Deus, a música ocupou o espaço que deveria ser destinado ao ensino bíblico, o que por consequinte, porporcionou o aparecimento de um novo tipo de evangelho, cujo foco principal é satisfação do homem.


Pois é, como já escrevi anteriormente creio que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado a margem da existência as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.



O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.


Prezado amigo, em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim consiguiremos corrigir as distorções evangélicas que tanto nos tem feito ruborizar.


Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Fonte: [ Blog do autor ]

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PESQUISA: VOCÊ É UM ARMINIANO E NÃO SABE?

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Ao longo dos séculos, os calvinistas têm tanto sucesso vilipendiando o Arminianismo que as pessoas que são arminianas têm medo de dizer isso.  Isto é verdadeiro, mesmo que o Arminianismo seja a posição teológica do protestantismo cristão, na verdade, muitas pessoas estão arminianas e não sabem mesmo, e até mesmo negam. A presença do Arminianismo é tão generalizada que mesmo as mais fortes igrejas calvinistas têm entre seus membros os arminianos.  É irônico, então, que as pessoas tenham medo de dizer que elas são arminianas, por exemplo, muitos independentes e batistas do sul são tipicamente arminianos, mas mesmo assim muitas vezes se dizem calvinistas!

O objetivo desta pesquisa é ajudar as pessoas que têm uma teologia arminiana perceberem que elas são arminianas e ajudá-las a compreender que é bom ser arminiano.  As perguntas abordaram as questões mais pertinentes que definem Arminianismo e distinguem Arminianismo do Calvinismo.

1. Você acredita que Jesus morreu por cada ser humano?
• Se você respondeu sim à pergunta, então, pelo menos, você concorda com um dos princípios centrais do Arminianismo, e você seria geralmente indesejável em círculos calvinistas.
• Este é talvez o problema mais gritante, que divide o Calvinismo e o Arminianismo.
• A maioria dos calvinistas crê que Jesus morreu apenas por algumas pessoas, embora exista algum debate sobre se o próprio Calvino tinha essa opinião.
• Se você acredita que Jesus morreu somente para aqueles que acabariam por acreditar, então você realmente é calvinista e não um arminiano.

2. Você acredita que os seres humanos são tão depravados que eles não podem fazer nada para ganhar a salvação e que não pode escolher crer em Jesus sem a intervenção da graça de Deus?
• Se você respondeu sim, então você concorda com Arminius e o Arminianismo.
• calvinistas afirmam a mesma doutrina, mas afirmam que muitas vezes os Arminianos não, apesar de que há completa unanimidade entre os teólogos arminianos em afirmar a doutrina.

3. Você acredita que uma pessoa pode resistir ao poder de convencimento e a graça de Deus?
• Se você respondeu sim, então, novamente, você afirma outro dos princípios centrais do Arminianismo, como refletido nas palavras de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu reunir os teus filhos... mas vós não o quisestes” (Mt 23:37).
• calvinistas afirmam que Deus determinou que as pessoas vão acreditar, fazer a sua fé possível, ele os chama para a salvação de tal forma que suas próprias vontades são dominadas, para que eles não possam resistir ao chamamento à salvação
• arminianos acreditam que Deus realmente quer que cada um possa acreditar, mas quando Deus permite que uma pessoa  acredite, ele o faz de tal forma que o indivíduo ainda pode resistir ao poder de convencimento do Espírito - a fé não é um resultado necessário de Deus permitindo a graça.

4. Você acredita que você é nascido de novo quando você coloca sua fé em Jesus?
• Se você respondeu sim, então você se prende a um dos eixos principais do Arminianismo e você provavelmente não é um calvinista.
• calvinistas crêem que Deus deve primeiro dar a uma pessoa nova vida para permitir a fé, sem ter sido feito para compartilhar a nova vida, pensam que uma pessoa não pode acreditar.
• arminianos defendem que as pessoas não recebem o dom da vida nova, até que elas acreditem.
• arminianos defendem que, quando uma pessoa crê, ela é unida a Cristo e só então é que ela participa da vida nova e é nascida de novo, uma pessoa não partilha da nova vida, sem primeiro estar unida com Cristo pela fé, pois “quem que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
(João 3:16).

5. Você acredita na eleição?
• Se você respondeu sim, então você pode ser um arminiano.
• calvinistas acreditam em uma eleição independente da fé
• arminianos acreditam que a eleição é “em Cristo”, ou seja, alguém que está “em Cristo” é eleito, mas que a fé é essencial para tornar-se unido a Cristo. Portanto, a eleição é condicionada à fé.

6. Você acredita na predestinação?
• Se você respondeu sim, então você pode ser um arminiano.
• arminianos afirmam que os crentes são predestinados para a salvação final, não que as pessoas estão predestinadas a acreditar.

7. Você acredita na segurança eterna?
• A questão é se as pessoas que verdadeiramente acreditam em Jesus para a salvação podem possivelmente destruindo a sua fé perder a sua salvação, uma vez que as pessoas que verdadeiramente colocaram sua fé em Cristo creiam que a sua salvação final é incondicionalmente garantida, ou vice-versa.
• Se você respondeu sim e não crê na segurança eterna, você pode ser um arminiano.
• o próprio Arminius era não se pronunciou sobre o assunto e nunca realmente ensinou que os crentes podem naufragar da sua fé e assim perderem a sua salvação
• Os Remonstrantes seguidores posteriores de Armínio nos debates teológicos do século 17, originalmente na Holanda não tomaram qualquer posição sobre esta questão, embora finalmente chegassem à conclusão de que os crentes podem fazer naufrágio da sua fé e assim perecer.
• Se você respondeu que não crê na segurança eterna, então você afirmou algo que muitos arminianos afirmam fortemente, e você certamente não seria bem-vindo no campo Calvinista.
• A declaração de fé oficial da Sociedade de evangélicos arminianos apenas afirma que “perseverar na fé é necessário para a salvação final”, sem comentar sobre a possibilidade de naufrágio da fé.
• Todos os calvinistas crêem na segurança eterna incondicional (alguns sem qualificação e alguns porque acham que a fé e a sua manutenção é devida à eleição incondicional).
• A maioria dos independentes e batistas do sul baseiam sua reivindicação de serem calvinistas sobre este tema único, no entanto, à luz do acordo histórico entre arminianos para permitir a discordância sobre esta questão, a segurança eterna não é um fator determinante na questão em saber se é um arminiano ou um calvinista.

8. Você acredita na visão da satisfação penal da expiação?
• Se você respondeu sim ou se você respondeu não, você pode ser um arminiano.
• A visão da satisfação penal da expiação, afirma que a morte de Jesus implica um pagamento pelo pecado.  Ela assume que a justiça de Deus exige que o pecado seja punido e que a justa ira de Deus foi desviada dos pecadores merecedores e derramou-se sobre Jesus como seu substituto
• Esta opinião é defendida pela maioria dos calvinistas e por maioria dos arminianos embora alguns arminianos rejeitem a noção de que Deus castigou o seu Filho Jesus
• Armínio afirmou o ponto de vista da satisfação penal da expiação

9. Você acredita que Deus conhece exaustivamente o futuro?
• Se você respondeu sim, você pode ser um arminiano.
• calvinistas e arminianos acreditam que Deus sabe o futuro de forma exaustiva.
• Alguns arminianos pensam que a negação dessa doutrina é uma rejeição da base do teísmo cristão, e que aqueles que negam a doutrina não podem ser arminianos.
• A Sociedade dos evangélicos arminianos afirma a doutrina, e não se pode pertencer à sociedade se não se está de acordo com ela.

10.  Você acredita na soberania de Deus?
• Se você respondeu sim, então você pode ser um arminiano.
• Todos os calvinistas e arminianos afirmam a soberania de Deus, mas diferem na dotação de Deus para a liberdade de seres humanos.
• Alguns calvinistas definem a soberania como Deus ordenar e predeterminar todas as coisas e eventos, de modo que a escolha humana é apenas uma ilusão.
• Alguns calvinistas não negam explicitamente a liberdade humana, mas a tentativa de redefini-la para encaixar seu ponto de vista da soberania.
• arminianos afirmam o livre arbítrio e que os seres humanos realmente fazem escolhas genuínas, inegavelmente, afirmando a culpabilidade humana no pecado.
• A visão arminiana da Soberania é que Deus tem o poder e a autoridade para fazer tudo o que ele quer, e nada pode acontecer a menos que ele o faça, ou permita.
• arminianos acreditam que Deus é soberano o suficiente para dotar as suas criaturas com livre-arbítrio
• A visão arminiana da soberania e da liberdade humana é motivada por sua compreensão do caráter de Deus como sendo santo, para que: 1) Deus não é o autor do mal e 2) os seres humanos são culpados por seus pecados.

Em resumo, você pode ser um arminiano e acreditar...
• Na doutrina da expiação ilimitada (Jesus morreu por todos)
• na doutrina da depravação total (as pessoas são incapazes de crer em Jesus sem a intervenção da graça de Deus)
• na doutrina da graça irresistível (Deus dispensa a graça de tal maneira que as pessoas podem resistir sua graça)
• na doutrina da eleição (todos aqueles que estão “em Cristo” são eleitos)
• na doutrina da predestinação (crentes são predestinados)
• na doutrina da segurança eterna
• na doutrina da satisfação penal da expiação (Deus puniu os pecados do mundo em Jesus)
• na doutrina da onisciência (incluindo a de que Deus conhece o futuro perfeitamente)
• na soberania de Deus (Deus pode fazer o que quiser, incluindo dotar os seres humanos de uma vontade livre).

Como afirmei anteriormente, a posição padrão do evangelismo cristão é o Arminianismo.  E como pode ser visto neste breve resumo, é bom ser arminiano.
Para uma reflexão mais aprofundada sobre estas questões, leia o arminiano Roger Olson Teologia: Mitos e Realidades, que estabelece a teologia arminiana clássica e derruba 10 mitos sobre o Arminianismo.

James M. Leonard – Batista Arminiano
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