Estratégias humanas??? - O Evagelho funciona!

sábado, 27 de agosto de 2011


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(O Evangelho) funciona — é «o poder de Deus para a salvação». Não causa surpresa que Paulo use a palavra «poder», escrevendo para Roma. Essa era a palavra importante para os romanos. Tendiam por julgar tudo em termos de poder. . . o poder era para Roma o que a sabedoria era para Atenas.

Os romanos não dariam atenção a coisa alguma que não funcionasse e que não tivesse poder. . . Paulo sabia disso, e, porque o sabia, lançou seu desafio. Queriam provar o Evangelho por seus resultados? Muito bem, ele estava pronto a satisfazê-los.

Não só isso; estava pronto a desafiá-los. Que é que todo o saber, toda a cultura e todas as religiões de Roma tinham produzido realmente? Se estavam querendo resultados, bem, que os produzissem. . . Qual o objetivo e qual o valor de todas as filosofias, se não podem solucionar os problemas da vida?

Ele mesmo, Paulo, outrora se gabara da lei judaica e do seu bom êxito em cumpri-la. Mas ele chegou a perceber que tudo aquilo de que se orgulhara não passava de coisas externas; quando chegou a vislumbrar o real e interior significado da lei, descobriu que ele era um fracasso completo.

Desenvolve ele esse tema no capítulo 7 de (Romanos). Todos os esforços humanos para resolver os problemas da vida falham, seja que se restrinjam a seguir linhas puramente intelectuais, ou que consistam em esforços e lutas morais, ou em penoso jornadear pelas veredas do misticismo. Mas o Evangelho que Paulo agora pregava, funciona! Tinha funcionado em sua própria vida. Tinha mudado e transformado tudo! Tinha trazido paz e repouso à sua alma e tinha tornado vitoriosa a sua vida.

E o mesmo resultado tinha sido obtido pelo Evangelho em inumeráveis milhares de pessoas. Como aconteceu isso? . . . É somente o Evangelho que enfrenta e desmascara o problema fundamental do homem e suas necessidades, e o trata como deve ser tratado. . . Somente o Evangelho faz o diagnóstico exato; somente o Evangelho tem o remédio.

The Plight of Man and the Power of God, p. 84,5.
 Por Martyn Lloyd-Jones

Fonte: [ Josemar Bessa
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O novo retrato da fé no Brasil

terça-feira, 23 de agosto de 2011


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Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã

Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.
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ALÁ
Nogueira, muçulmano há um ano: no Rio, os convertidos
saltaram de 15% da comunidade para 85% em 12 anos
“Os indivíduos estão numa fase de experimentação do religioso, seja ele institucionalizado ou não, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas é maior porque a pessoa pode escolher uma religião hoje e outra amanhã”, afirma Sílvia, da UFRRJ. “Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência.” Transitar por diferentes crenças é algo que já ocorre há algum tempo. A intensificação dessa prática, porém, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circulação da fé pregam que católicos se tornam evangélicos ou espíritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fiéis de religiões afro-brasileiras e do protestantismo histórico. Estudos recentes revelam também que o caminho contrário a essas peregrinações já é uma realidade.
Em sua dissertação de mestrado sobre as motivações de gênero para o trânsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psicóloga Patrícia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes históricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa proporção era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo “Trânsito religioso no Brasil”, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para Patrícia, o momento econômico do Brasil, que registra baixos índices de desemprego e ascensão socioeconômica da população, reduz a necessidade da bênção material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. “Por outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a ética e a moral cristã, bastante difundidas entre os protestantes históricos”, afirma.
Em busca desses valores, o serralheiro paraibano Marcos Aurélio Barbosa, 37 anos, passou a frequentar a Igreja Metodista há um ano e meio. Segundo ele, nela o culto é ofertado a Deus e não aos fiéis, como acontecia na pentecostal Assembleia de Deus, a instituição da qual Barbosa foi devoto por 16 anos, sendo sete como presbítero. O serralheiro cumpria à risca os rígidos usos e costumes impostos pela denominação. “Eu não vestia bermuda nem dormia sem camisa, não tinha tevê em casa, não bebia vinho, não ia ao cinema nem à praia porque era pecado”, conta. Com o tempo, o paraibano passou a questionar essas proibições e acabou migrando. “Na Metodista encontrei um Deus que perdoa, não um justiceiro.”
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AMÉM
É cada vez mais comum ex-pentecostais, como o atual metodista Barbosa,
que foi pastor da Assembleia de Deus (acima), aderirem às protestantes históricas
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A teóloga Lídia Maria de Lima irá defender até o final do ano uma dissertação de mestrado sobre o trânsito de evangélicos para religiões afro-brasileiras. A pesquisadora já entrevistou 60 umbandistas e candomblecistas e verificou que 35% deles eram evangélicos antes de entrar para os cultos afros. Preterir as denominações cristãs por religiões de origem africana é outro tipo de migração até então pouco comum. Não é, porém, uma movimentação tão traumática, uma vez que o currículo religioso dos ex-evangélicos convertidos à umbanda ou ao candomblé revela, quase sempre, passagens por grupos de matriz africana em algum momento de suas vidas. Pai de santo há dois anos, o contador Silvio Garcia, 52 anos, tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz.
A teóloga Lídia sugere que os sistemas simbólicos das religiões evangélica e afro-brasileira têm favorecido a circulação de fiéis da primeira para a segunda. “Há uma singularidade de ritos, como o fenômeno do transe. Um dos entrevistados me disse que muito do que presenciava na Igreja Universal (do Reino de Deus) ele encontrou na umbanda”, diz. Em suas pesquisas, fiéis do sexo feminino foram as que mais cometeram infidelidade religiosa (67%). Os motivos que levam homens e mulheres a migrar de religião (leia quadro à pág. 60) foram investigados pela professora Sandra, da Umesp. Em outubro, suas conclusões serão publicadas em “Filosofia do Gênero em Face da Teologia: Espelho do Passado e do Presente em Perspectiva do Amanhã” (Editora Champanhat).
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SALVAÇÃO
Homens pensam em si quando buscam uma nova crença:
Higuti, pastor da Bola de Neve, queria se livrar das drogas
Uma diferença básica entre os sexos é que as mulheres mudam de religião em busca de graça para quem está a sua volta (a cura para filhos e maridos doentes ou a recuperação do casamento, por exemplo). Já os homens são motivados por problemas de fundo individual. Assim ocorreu com o empresário paulista Roberto Higuti, 45 anos, que se tornou evangélico para afastar o consumo e o tráfico de drogas de sua vida. Católico na infância, budista e adepto da Igreja Messiânica e da Seicho-No-Ie na adolescência, Higuti saiu de casa aos 15 anos e se tornou um fiel seguidor do mundo do crime. Sua relação com as drogas foi pontuada por internação em hospital psiquiátrico, prisão e duas tentativas de suicídio. Certo dia, cansado da falta de perspectivas, viu uma marca de cruz na parede, ajoelhou-se e disse: “Jesus, se tu existes mesmo, me tira dessa vida maldita.” Há cinco anos, o empresário é pastor da neopentecostal Igreja Bola de Neve, onde ministra dois cultos por semana. “Quero, agora, ganhar almas para o Senhor”, diz.
Antes de se fixar na Bola de Neve, Higuti experimentou outras quatro denominações evangélicas. Mobilidades intraevangélicas como as dele ocorrem com aproximadamente 40% dos adeptos de igrejas pentecostais e neopentecostais, segundo a especialista em sociologia da religião Sílvia, da UFRRJ. Os neopentecostais, porém, possuem uma particularidade. Seus fiéis trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais. São a homogeneização da oferta religiosa e a maior visibilidade de algumas denominações que produzem esse efeito. “Esse grupo, antigamente, era o tal receptor universal de fiéis, para onde iam todas as religiões. Hoje, a singularidade dele é o fato de receber membros de outras neopentecostais”, diz Sandra, da Umesp. “Quanto mais acirrada a concorrência, maior a migração.” A exposição na mídia, fundamentalmente na tevê, é a principal estratégia dos neopentecostais para roubar adeptos da concorrente direta. E cada vez mais as pessoas estabelecem uma relação utilitária com a religião. De acordo com a pesquisadora Sandra, se não há o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de serviço religioso. Estima-se, por exemplo, que 70% dos atuais adeptos da Igreja Mundial – uma dissidente da Universal – tenham migrado para lá vindos da denominação de Edir Macedo. “Entre os neopentecostais não se busca mais um líder religioso, mas um mago que resolva tudo num estalar de dedos”, diz Sandra. “Essa magia faz sucesso, mas tem vida curta, uma vez que o fiel se afasta, caso não encontre logo o que quer.”
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SEM LAÇOS
Lucina não segue nenhum credo, mas quando quer alcançar uma graça
procura algum serviço religioso: 30% fazem o mesmo anualmente
Cansada de pular de uma crença para outra, a artesã paulista Lucina Alves, 57 anos, não sente mais necessidade de pertencer a uma igreja. Há oito anos, ela diz ser do grupo dos sem-religião. No entanto, recorre a ritos de fé, principalmente católicos, espíritas e da Seicho-No-Ie, sempre que sente vontade de zelar pelo bem-estar de alguém. “Há um mês, fui até uma benzedeira ligada ao espiritismo para ajudar meu filho que passava por problemas conjugais”, diz. Dados do artigo “Trânsito religioso no Brasil” revelaram que 30,7% das pessoas que se encontram na categoria dos sem-religião frequentam algum serviço religioso anualmente e 20,3% fazem o mesmo mais de uma vez por mês. “Já participei de reuniões evangélicas de orações em casa de familiares”, conta Lucina.
A artesã não cultua santos, crê em Deus, Jesus Cristo e acende vela para anjos. No campo das ciências da religião, manifestações espirituais como as dela são recentes e vêm sendo tema de novos estudos. A migração de brasileiros para o islã é outro fenômeno que cresce no País. O número de convertidos na comunidade muçulmana do Rio de Janeiro, por exemplo, saltou de 15% em 1997 para 85% em 2009. Ex-umbandista que hoje atende por Ahmad Abdul-Haqq, o policial militar paulista Mario Alves da Silva Filho tem um inventário religioso de dar inveja. Batizado no catolicismo, aos 9 anos estreou na umbanda em uma gira de caboclo e baianos. Um ano depois, juntando moedas que ganhava dos pais, comprou seu primeiro livro, sobre bruxaria. Aos 14, passou a frequentar a Federação Espírita paulista, onde fez cursos para trabalhar com incorporações e psicografia. Aos 17 anos, trabalhou em ordens esotéricas ao mesmo tempo que dava expediente na umbanda. O policial, mestrando em sociologia da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), decidiu se converter ao islã quando fazia um retiro de padres jesuítas. Em uma noite, sonhou com um árabe que o indicava o islã como resposta para suas dúvidas. Aos 29 anos, ele entrou em uma mesquita e disse que queria ser muçulmano. Saiu dela batizado e, desde então, faz cinco orações e repete frases do “Alcorão” diariamente. “Descobri que sou uma criatura de Deus e voltarei ao seio do Criador.”
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MECA
Migração atípica: o policial Filho, de currículo
religioso extenso, trocou  a umbanda pelo islã
Faz dez anos que o número de convertidos ao islã no País aumentou. E não são os atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, que marcam esse novo fluxo, mas a novela “O Clone”, da Globo. Foi ela que “introduziu no imaginário cultural brasileiro imagens bastante positivas dos muçulmanos como pessoas alegres e devotadas à família”, como defende Paulo Hilu da Rocha Pinto em “Islã: Religião e Civilização – Uma Abordagem Antropológica” (Editora Santuário), de 2010. “De lá para cá, a conversão de brasileiros cresceu 25%. Em Salvador, 70% da comunidade é de convertidos”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira, pesquisadora de comunidades muçulmanas da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.
Assistente financeiro, o paulista Luan Nogueira, 23 anos, tornou-se muçulmano há um ano. Por indicação de um amigo, passou a pesquisar o islã e descobriu que o discurso estigmatizado criado após o 11 de setembro, que relacionava a religião à intolerância e à violência, não era verdadeiro. “Encontrei na mesquita e no “Alcorão” a ética da boa conduta”, diz. “Me sinto mais próximo de Deus no islã.” Para o professor Frank Usarski, do Centro de Estudo de Religiões Alternativas de Origem Oriental, da PUC-SP, o atrativo do islã é o fato de não ter perdido, diferentemente de outras religiões, a competência da interpretação completa da vida. “Ele oferece um guarda-chuva de referências para esferas como economia e ciência”, diz Usarski.
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ORIXÁS
Ex-liderança evangélica, Garcia largou os cultos cristãos (abaixo) para se tornar pai de santo
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Segundo o escritor Pinto, que também é professor de antropologia da religião na Universidade Federal Fluminense, o islã permite aos adeptos uma inserção e compreensão sobre questões atuais, como, por exemplo, a Palestina, a Guerra do Iraque e segurança internacional, para as quais outros sistemas religiosos talvez não deem respostas. “Se a adoção do cristianismo em contextos não europeus do século XIX pôde ser definida com uma conversão à modernidade, a entrada de brasileiros no islã pode ser vista como uma conversão à globalização”, escreve ele, em seu livro.
É cada vez mais comum, no País, fiéis rezando com a cartilha da autonomia religiosa. Esse chega para lá na fé institucionalizada tem conferido características mutantes na relação do brasileiro com o sagrado, defende a professora Sandra, de ciências sociais e religião da Umesp. “Deus é constituído de multiplicidade simbólica, é híbrido, pouco ortodoxo, redesenhado a lápis, cujos contornos podem ser apagados e refeitos de acordo com a novidade da próxima experiência.” Agora é o fiel quem quer empunhar a escrita de sua própria fé.
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Fonte:Isto É
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Por que os enganadores prosperam?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

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Pronto! Resolvi botar a boca no trombone! Chega de tentar tapar o sol com a peneira. A verdade tem que ser dita, doa a quem doer.

Por que os falsos prosperam? Por que os mentirosos se gabam de suas conquistas? Onde está Deus que não faz cair um raio na cabeça desses miseráveis?

Haveria algum propósito nisso? E quanto às milhares de vítimas desses charlatões?

Que unção seria esta que atrai tanta gente? Por que Deus os permite crescer tanto? Por que temos que suportá-los enquanto se esnobam em suas aquisições?

Convido-os à uma breve incursão nas Escrituras em busca de respostas para tais questões.

Paulo diz que havia tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina, mas "tendo coceira nos ouvidos", se cercariam de mestres "segundo as suas cobiças" (2 Tm.4:3).

Eis o pulo do gato desses obreiros da iniquidade! Eles dizem o que o povão quer ouvir. Por isso atraem tanta gente.

O que as pessoas querem ouvir hoje em dia? Garanto que não estão interessadas em assuntos como arrependimento, santificação, renúncia, cruz, dar a outra face, caminhar a segunda milha. Não! Elas querem é restituição, arrepio, emocionalismo barato, conquista, prosperidade.

Quem quer que diga o que elas almejam ouvir, certamente obterá sucesso em seu ministério.

E mais: querem sair dos cultos com seu ego massageado. Buscam pastores que os acaricie com bajulações, amor hipócrita, elogios.

Ninguém quer compromisso com a verdade, mas com o último modismo. Quer encher a igreja em tempo record? Fácil! Ou entra numa de fazer essas campanhas loucas, sem pé nem cabeça, ou dana a convidar cantores e bandas gospel famosos, empurrando um monte de CD para que os irmãos ajudem a pagar os altos cachês que eles cobram. E assim a famigerada indústria gospel vai sendo alimentada. Louvor e adoração são confundidos com oba-oba. E adivinha quem paga a conta?

Definitivamente, não querem a Verdade! Preferem ser enganadas (desde que seu ego sai intacto!).

Então, Deus lhes dá o que pedem! Isso mesmo que você leu.

Paulo denuncia o ministério da iniquidade, e diz que sua operação e êxito são "segundo a eficácia de Satanás". Alguém ainda duvida que Satanás seja eficaz? Tal eficácia se revela "com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem". Agora, redobre sua atenção: "Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade" (2 Ts. 2:9-12).

À luz deste texto, podemos dizer que as inúmeras pessoas enganadas por tais ministérios não são apenas vítimas, mas sobretudo, cúmplices. E os falsos mestres nada mais são do que juízo de Deus sobre eles.

Acham que podem barganhar com Deus... então, tomem sacrifício, fogueira santa, encontro tremendo, monte Sinai, amuletos, e por aí vai...

Alguns são até certinhos em se tratando de doutrina, mas suas motivações são excusas, nojentas, interesseiras. Judas os denuncia, dizendo: "Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências, cuja boca diz coisas muito arrogantes, bajulando as pessoas por motivos interesseiros" (Jd.16).

Estes se queixam de seus líderes, passando a idéia de que estão sendo perseguidos e injustiçados na denominação, para ganhar o coração dos incautos, fazendo-os sentir pena deles, e ódio de seus líderes. Esta estratégia visa preparar o caminho para uma eventual divisão. Queixam-se de uns, enquanto bajulam outros.

São inescrupulosos! Fazem negócio em cima do rebanho que lhes fora confiado. Miseráveis! Deus os destruirá!

Confesso que eu preferia que eles se vissem pregando só para os bancos. Mas a Bíblia é clara: "E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2 Pe.2:2-3).

Quantos estragos estes lobos cruéis têm feito em famílias inteiras! Querem se meter até onde não são chamados. Estes são "os que se introduzem pelas casas" (2 Tm.3:6). Casamentos têm sido destruídos por causa de seus ensinos. Filhos preferem obedecer e honrar a eles do que a seus pais.

Apelo aos apologetas de plantão que não dêem trégua a esta raça maldita. Atentem para a admoestação de Paulo: "É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância" (Tt.1:11).

Tudo quanto fazem envolve dinheiro. Querem mais, mais e mais. Seu deus é o ventre! Não se contentam com o que têm, e acham que o sucesso ministerial se mede pela ostentação.

Ufa! Eu tinha que dizer tudo isso. Estava entalado.

O que me consola é saber que o tempo do juízo de Deus sobre eles se avizinha.

Paulo nos garante: "Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez" (2 Tm.3:9). E mais: Os enganadores "irão de mal a pior, enganando e sendo enganados"(v.13).

Até os sinais que acontecem em seus ministérios são juízo de Deus, para que sejam mantidos em seu engano. Tudo quanto estão plantando, hão de colher. Toda dor que provocaram, hão de sentir na própria pele.

E sabe por quê?

"De Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl.6:7).


Autor: hermes C. Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]
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Calvino rima com assasino!

quarta-feira, 27 de julho de 2011


Irrita-me profundamente esta nova onda calvinista que nestes dias anda achocalhando as igrejas protestantes. Alguns representantes no Brasil têm de certa forma incentivado esta nova onda de radicalismo predestinatório, que vem oprimindo de forma desonesta e “bibliojenta” as pessoas. De forma irresponsável eles têm ressuscitado as antigas baboseiras doutrinarias do “Juanito” em um ímpeto sagrado saem por blogs, sites, meios de discussão teológica com intuito de moralizar estes ambientes. Quanto à sociedade, reafirmam a velha dicotomia de sagrado e profano, e a modelo de Calvino querem higienizar o mundo dos nojentos pecadores. Então como forma de mostrar a eficiência da doutrina calvinista, resolvi cumular alguns fatos que podem elucidar a eficiência da reforma promovida por João Calvino.

Em uma entrevista para uma revista, Isabelle Graesllé diretora do museu da reforma descreve Calvino como um homem de gênio muito forte, metódico, temperamental e calculista. Levantava cedo pela manhã já oprimindo os seus serviçais, sendo que fazia a sua secretária estar às cinco horas da manhã pronta para servi-lo em suas necessidades. Ele era um homem constantemente atormentado por dores de cabeça e enfermidades estomacais, sendo que aos trinta anos percebeu que precisaria de uma enfermeira, e encomenda uma esposa ao seu amigo Guillaume Farel descrevendo as seguintes características de perfil:

“Ela deve ser recatada, sensível e econômica, paciente e disposta a cuidar de minha saúde.” T.H.L Parker John Calvin Byografy

Calvino era “workaholic”, muito religioso, e possuía verdadeira ojeriza aos pecadores. Não admitia ser amigo de pessoas que não compartissem de suas convicções religiosas, ofendia-se de forma profunda se alguém discordasse ou o criticasse . Com freqüência perdia a cabeça discutindo teologia com seus adversários, o seu jeito irado se contrapunha com sua saúde fragilizada. Sua intolerância era tão generalizada que para demonstrar, podemos citar o relato do seu impasse sobre a trindade com o seu opositor o médico Miguel Servet. Só para citar, inspirado por um texto bíblico Miguel Servet foi precursor na descoberta da circulação sangüínea. Foi o primeiro a descrever a circulação pulmonar com exatidão. Servet era um Espírito inquieto, aguerrido, devotado em questões transcendentais de natureza religiosa e filosófica. Seguramente ele era uma peça importante em meio às disputas religiosas resultantes da Reforma. 

Durante toda a sua vida, Servet escreveu sobre questões religiosas e dedicou-se à exegese da Bíblia. Um dos temas prediletos de Servet era sobre retorno da igreja a um cristianismo "puro", tal como fora ensinado por Jesus. Um dos dogmas da Igreja que ele contestou, e que foi o motivo de sua desgraça foi o da Santíssima Trindade. Era notável que as suas idéias desagradaram tanto aos católicos como aos protestantes. Acusado de heresia, Servet foi preso e julgado em Lyon, na França. Conseguiu evadir-se da prisão e quando se dirigia para a Itália, através da Suíça, foi vitima de uma arapuca armada por Calvino e preso em Genebra. Antes de Servet ser capturado, Calvino escreveu a seu amigo Farel, em 13 de fevereiro de 1546 dizendo:

“Se Servet vier à Genebra, eu nunca o deixarei escapar vivo se a minha autoridade tiver peso”

Durante o julgamento de Servet, Calvino escreveu:

“Eu espero que o veredicto seja pena de morte.”

Como prometido, Servet foi julgado e condenado a morrer na fogueira por decisão de um tribunal eclesiástico sob direção do próprio Calvino. A sentença foi cumprida em Champel, nas proximidades de Genebra, no dia 27 de outubro de 1553. Puseram na cabeça de Servet uma coroa de juncos impregnada de enxofre, e o queimaram vivo em fogo lento com requintes de sadismo e crueldade. Reza a lenda que enquanto servet morria, João Calvino sorria de uma janela em um sobrado vendo o médico queimar vivo em lenhas verdes, fato este que durou por cerca de 30 minutos. Tudo isso por haver discordado do ensino da trindade. Segue o relato da morte de Servet:

“Farel caminhou ao lado do homem condenado e manteve uma constante enxurrada de palavras, em completa insensibilidade ao que Servet pudesse estar sentindo. Tudo que ele tinha em mente era extorquir do prisioneiro um reconhecimento de seu erro teológico – um chocante exemplo de uma desalmada cura de almas. Depois de alguns minutos disso, Servet cessou de responder e orou silenciosamente para si mesmo. Quando eles chegaram ao local de execução, Farel anunciou a multidão que assistia: ‘Aqui você vê o poder que Satanás possui quando ele tem um homem em seu poder. Este homem é um distinto estudioso e ele no entanto acreditava que estava agindo corretamente. Mas agora Satanás o possui completamente, como ele poderia possuir você, cairia então você em suas armadilhas.
Quando o executor começou o seu trabalho, Servet sussurrou com voz trêmula: ‘Oh Deus, Oh Deus!’ O opositor Farel vociferou para ele : ‘Você não tem nada mais a dizer?’ Neste momento Servet respondeu para ele: ‘O que mais eu posso fazer, mas falar com Deus!’ Logo após isso, ele foi suspenso até a fogueira e amarrado as estacas. Uma coroa com enxofre foi colocada em sua cabeça. Quando as fagulhas foram acesas, um lancinante grito de horror brotou dele. ‘Misericórdia, misericórdia!’ ele clamou. Por mais de meia hora a horrível agonia continuou, porque a fogueira havia sido feita com madeira semiverde, que queima lentamente. ‘Jesus, Filho do eterno Deus, tenha misericórdia de mim,’ o homem atormentado clamava do meio das chamas ...”  The Heretics (Os Hereges) p.327 

A morte de Servet não teve somente como motivo uma vingança pessoal de Calvino, mas também implicações políticas. A oposição ao governo de Calvino usava-se da imagem de Servet para afrontar a sua autoridade em genebra, esta que se encontrava em decadência. Em suma, matar Servet era mais do que necessário naquele momento, pois ele precisava da morte do médico para afirmar o seu poder em Genebra. Calvino era tão louco que quando foi dar uma explicação sobre o assassinato de pessoas inocentes que eram consideradas hereges, ele justificou: 

“Todo aquele que sustentar ser injustiça punir os hereges e blasfemadores torna-se cúmplice do crime deles... Não é questão de autoridade do homem; é Deus que fala”. 

Ainda podemos citar outro opositor de Calvino, Jerome Bolsec que foi um opositor direto. Ele publicamente desafiou os ensinamentos de Calvino sobre predestinação, juntamente com apoio de muitos outros, achavam ser moralmente repugnante. Como resultado ele foi banido da cidade em 1551, mas em 1577 publicou uma biografia de Calvino. Segue um trecho deste relato:

"... Ele foi irremediavelmente tedioso e mal-intencionado, sedento de sangue e frustrado. Tratou suas próprias palavras como se fossem a Palavra de Deus, e se permitiu ser adorado como Deus. Além de freqüentemente ser vítima de suas tendências homossexuais, ele tinha o hábito de ceder-se sexualmente com qualquer mulher a uma curta distância.” 

De acordo com Bolsec, Calvino teve de renunciar aos seus benefícios ministeriais em Noyon por conta da exposição pública de suas atividades homossexuais. Bolsec teve como base de seu trabalho biográfico uma série de entrevistas que realizou com "indivíduos de confiança" (personnes digne de foy).
Calvino como todo bom fanático endossava que Deus o ordenava a assassinar os hereges, ele se colocava na posição de mão divina para punir pecadores. Nos seus primeiros anos de governo em Genebra, João Calcino matou 58 pessoas por discordarem dele; 4000 padres; 1200 freiras foram estupradas e mortas, 200 Igrejas foram saqueadas e seus valiosos vasos roubados e os mesmos serviam para transportar o dinheiro que servia de pagamento para o exército mercenário de Calvino. Os Calvinistas em perseguição aos católicos franceses cometiam atos de barbárie como pegar as vísceras de pessoas que eles matavam e enchiam de capim e davam para os seus cavalos. 

Bem, diante de tantas evidências pode-se dizer ser um orgulho ser um seguidor de Calvino? Ou que um homem de tamanha maldade possa ter sido inspirado por Deus? É evidente que a história do calvinismo é permeada por corrupção, sangue, entre outras aberrações que foram citadas nas fontes acima. Antes de qualquer cristão se cognominar calvinista deveria analisar historicamente as fontes que permeiam esta construção teológica da predestinação. Sabendo que nela estão implícitos precedentes que abrem este vácuo para o fanatismo e o radicalismo evangélico. Na questão de aberração os adeptos do calvinismo estão seguindo as doutrinas com perfeição, usando-se de argumentos desprovidos consciência, fazendo juz ao o seu herói e mestre. É notável que em meio a esta ressurreição calvinista, velhos sonhos a molde de Calvino têm ressurgido. Sobre este assunto, creio que o apostolo Tiago faz uma perguntinha que vem muito a calhar e que será essencial para terminar nossa reflexão:

“Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?” (Tg 3.11).

Leandro Barbosa

Bibliografia:

REZENDE Joffre M. O trágico destino de miguel servet. Disponível em: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/Servet.htm

WALSH, William Thomas. A perseguição dos católicos franceses por calvinistas. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/article/2803

BAINTON, Roland H.  Hunted Heretic (The Beacon Press, 1953), p. 207.

MCGRATH, Alister E. (1990), A Vida de João Calvino, Oxford: Basil Blackwell, pp 16-17

João Calvino, Actes du procès Intenté par Calvin et les autres Ministres de Genève à Jérome Bolsec de Paris (1551), Corpus Reformatorum ( Brunsvigae , 1870), vol. 36, Opera, vol. 8, 141-248

NIGG, Walter  The Heretics (Alfred A. Knopf, Inc., 1962), p. 328

FULTON, John F. Michael Servetus Humanist and Martyr (Herbert Reichner, 1953), p. 35

WALKER, John Calvin (New York, 1906), 116-119, 315-320
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VERDADE, por que incomoda tanta gente?

quarta-feira, 20 de julho de 2011


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Por: Rildo Lopes Feitosa

"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim." (At 17:11)

Quando leio esta passagem na Bíblia vejo o quanto era importante para estes irmãos saber a verdade, saber se aquilo que era ensinado a eles era realmente bíblico. Hoje o que se percebe é que o individuo prefere viver no engano a saber a verdade. Fico impressionado com irmãos que engolem tudo que lhe são enfiado nos púlpitos da vida, que concordam com tudo, parecendo ate soar como pessoas espirituais, o pior e que esses irmãos só querem o melhor do corpo, se esquecem de que o corpo de cristo tem pé, tem ouvido para ser limpado, tem partes sujas a ser limpas, mas para esses o corpo é só coração.

O que percebemos é que esses irmãos tem medo de descobrir que muitas coisas que se ensina na igreja não é verdade, é engano, é engodo, é filosofia de homens, ou que seu mundo pode desabar se souberem a verdade. É inconcebível a idéia de uma pessoa que se diz de Jesus se abalar ou até mesmo desviar por saber a verdade. Se tal fato acontecer é porque esses não são firmes em Jesus, sua casa é construída na areia, menos na rocha. Pessoas que caem da fé quando o pastor cai, é porque não são espirituais e sim carnais, e sua firmeza esta no homem e não em Deus!

Dias atrás um irmão me disse que estava conversando com uma irmã sobre alguns fatos ocorridos dentro de sua igreja, essa irmã lhe pediu que não contasse se não ela cairia da fé. É um absurdo como alguns preferem viver de engano e aparência a viver da Palavra. Esses irmãos preferem acreditar que seu líder é o super herói do que ter a decepção de descobrir que ele é tão humano como qualquer outro mortal, que pode errar, e que precisa ter a humildade de dizer a igreja que são homens e precisamos depender de Deus

Quando alguém me diz algo contra a igreja que estou, minha primeira atitude é saber se tal fato é verdadeiro, se não for eu deleto e pronto, agora quando percebo que os líderes não são sérios, são picaretas, e não seguem Deus, e nem se arrependem, meu amigo já fui!!! Hoje os maiores escândalos vêm da parte da liderança, prá que maiores escândalos desses homens que se dizem de Deus e não são , com seu maus testemunhos, que viram milionários da noite pro dia. Pra alguns irmãos isso não é escândalo, é tudo normal, escândalo é você contar os podres, é falar a verdade, foi por esse motivo que João Batista foi calado, por não se vender e preferir pregar contra as injustiças, contra os podres de sua época, por denunciar os pecados como os de Herodes, contra os farizeus de sua época. Hoje quando esses falsos irmãos são denunciados, o errado e quem denuncia,e quem denuncia tais atos é rebelde, não é espiritual, e por ai vai....

A Bíblia diz: "Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1:18). Não consigo entender irmãos que acham que omitindo a verdade, ou escondendo as sugeiras tornará o evangelho melhor. Jesus nunca omitiu a verdade e a pregou a qualquer custo doendo a quem doer, por isso os fariseus o odiavam com ódio mortal, pois Cristo os confrontava Paulo disse: "Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade" (2 Co 13:8).

O evangelho deve ser pregado em cima de verdades, não de mentiras, tolo é aquele que acha que as canalhices de alguns tem poder para manchar o evangelho e apagar a luz da Palavra, se enganam, pelo contrário Jesus revolucionou o mundo porque não tolerava o que era errado, sua Palavra é a verdade.

Paulo diz em Efésios 4:25: "falai a verdade cada um com seu próximo." Para alguns irmãos o melhor é deixar a ferida aberta, a curuba cheia de pus do que tratar, ao contrário do que Paulo nos manda fazer em 1 Co. 5:9-13.

Anos atrás quando era menino, ser evangélico era sinônimo de honestidade, de coisa séria, porque os nossos pais não toleravam essas poucas vergonhas, essas picaretagem, essas malandragens que vemos hoje, não vou dizer que não tinha, pois estaria mentindo, mas era algo difícil de se ver, pois as pessoas tinham vergonha, mas hoje, se perdeu a vergonha e ainda tem os que defendem, muitos sabem mas poucos estão se lixando, hoje ser evangélico é sinônimo de status social, de dinheiro, menos de gente séria, compromissada com Deus.

Quem é de Deus se alegra quando a justiça prevalece, e se entristece quando alguns tentam subverte La a qualquer preço! Deus não deixará de ser Deus porque alguns mancham o evangelho, mas eu me torno o mais desumano quando prefiro a injustiça a fim de ser aprovado por homens.


Maranata, ora vem SENHOR JESUS!!!

Autor: Rildo Lopes Feitosa
Contatos: rildo_feitosa@hotmail.com
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quinta-feira, 14 de julho de 2011



Diante de minhas críticas muitas pessoas sempre me perguntam qual seria a minha proposta de cristianismo, já que tanto condeno e critico as formas de culto estabelecidas na atualidade. Há dias venho refletindo sobre esta pergunta, e em minha mente só conseguia meditar em um texto da bíblia que penso refletir perfeitamente a minha sensação:

1 Samuel 8: 4 -10 

Então todos os líderes de Israel se reuniram e foram falar com Samuel, em Ramá. Eles disseram: - Olhe! Você já está ficando velho, e os seus filhos não seguem o seu exemplo. Por isso, queremos que nos arranje um rei para nos governar, como acontece nos outros países. Samuel não gostou do pedido deles. Então orou a Deus, o SENHOR, e ele respondeu assim:
-Atenda ao pedido do povo. Não é só você que eles rejeitaram; eles rejeitaram a mim como Rei. Desde que eu os trouxe do Egito, eles sempre me têm abandonado e têm adorado outros deuses. Agora estão fazendo com você o que sempre fizeram comigo. Portanto, atenda ao pedido deles. Mas avise essa gente, explicando com toda a clareza como o rei vai tratá-los. Então Samuel explicou ao povo tudo o que o SENHOR lhe tinha dito. 

Sempre que me deparo com perguntas como estas, eu me indago por que é tão difícil para as pessoas aceitarem que a espiritualidade sadia não é regida por dogmas e liturgias? Porque não conseguimos aceitar que Deus quer ser o verdadeiro Rei em nossas vidas, algo pessoal e íntimo, participativo e sem intermediários ou facilitadores para representá-lo.
Lamentavelmente eu vejo uma triste realidade que se revela em perguntas como estas. Elas demonstram que as pessoas foram condicionadas, podendo-se dizer até, “viciadas’ pelos traficantes da fé. Pessoas estas que reduziram a maravilhosa mensagem de amor e reconciliação, tornando-a em uma terrível droga, a religião. Por mais que eles percebam que a forma como concebem os ensinamentos de Cristo estejam equivocadas, precisam desta droga, enfim, não conseguem sobreviver sem uma dose de penitências dominicais. 

A religiosidade é permeada de culpa, acusação, pecado, criando um ciclo tão voraz que prende as pessoas em rotinas constantes de pecado e penitências. O perdão se torna algo exclusivo do templo, ou seja, por freqüentá-lo, manifesto pelo intermédio da oração de um Pastor, Padre ou xamã. Estes percebendo o vício de tais flagelados os alimentam com novas doses de religião, fato tal que permite aos traficantes possuir um poder sobre a vida destes viciados, conduzindo-os a um desespero tão grande por perdão, que se tornam pessoas capazes de dar tudo por apenas mais uma dose. Não digo que a consciência de todos estes traficantes seja sofismada e cruel, pois grande parte deles também é vitima e viciada, então é fato que só administram os meios pelo qual também foram vitimados. 

Realmente são tempos ruins estes em que vivemos, pois quando se fala em um evangelho que torna livre a consciência humana é tido por heresia, e quando pregamos uma mensagem degradativa e aprisionadora chamamos de doutrina. Lamentavelmente chegamos há um tempo que as distorções são tão explicitas que chamamos este novo evangelho da religião de velho e apostólico e ao velho e simples evangelho atribuem o caráter de “novo” e libertino. Libertino por falar de amor, aceitação, igualdade. Libertino por criticar o dogmatismo, e pregar o perdão e a reconciliação, libertino por dizer que a graça esta acima do pecado, e que o inferno não compete a nós. 

Eu me considero um viciado em recuperação, pois de tudo o que a religião e seus dogmas proporcionam experimentei a fundo. Vi-me por anos preso em rotinas de pecado e perdão em um cativeiro dominical, nunca percebendo realmente Deus sem intermediários. Isso até o dia que influenciado pelos traficantes da Fé, tentei eu também traficar esta droga de evangelho. Mas pela graça de Deus, dei espaço em minha consciência à voz dos céus que me conquistou, e com um tapa de amor eu fui resgatado deste meio, para um caminho de liberdade. A modelo do texto de Samuel, os homens sempre vão querer os intermediários, aqueles que reinem e usufruam de seus bens e inocência. Isso porque são viciados, medrosos, fugitivos da vida, verdadeiros covardes que temem enfrentar as problemáticas da existência sem o conselho de um guru. Não querem um Deus reinando sobre eles, eles querem um rei, Um rei pastor, um rei padre, alguém que de a eles um governo humano organizado, a modelo das estruturas humanas.

Por coisas assim, falar em espiritualidade que nos rege por consciência para estes parece utopia e heresia, pois não conseguem encarar que Deus não precisa de homens para ser Deus. Um Deus que pisa em suas regras, um Deus que não age e nem vê como os homens, um Deus que julga pelo coração. Este Deus para eles é pouco dogmático, muito simples e descomplicado. Este Deus eles não querem.

Chamam-nos de libertinos por defendermos o direito ao amor divino para todo homem, mas se fazem de deuses condenando o mundo. Realizam verdadeiros jihads contra os que julgam infiéis, mas não temem se apropriar dos bens daqueles a que chamam de fiéis. Uma fidelidade mentirosa que rouba a vida, a família, atribuindo pecado ao sagrado e santidade ao profano. Estaria eu errado por criticar e negar-me a usar desta droga? 

Leandro Barbosa
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Porque eu não quero uma Teocracia Cristã!

quinta-feira, 30 de junho de 2011




A uniformidade de pensamento é um desejo buscado, consciente ou inconscientemente, por todos nós. Por mais "tolerantes" que sejamos, sempre há um segmento ideológico que é visto como "inimigo" e pelo qual não nutrimos simpatia. Como não é possível forçar todos a pensarem de modo agradável a nós, o pluralismo acaba se impondo não como o ideal de todos, mas antes como a melhor alternativa possível, superior à guerra e à violência. Melhor conviver com o diferente do que tentar exterminá-lo.

Contudo, a tentativa de impor um pensamento único sempre seduz parcelas significativas da sociedade. A História está cheia de exemplos, desde o nazismo alemão até o comunismo soviético, incluindo-se aí o fundamentalismo islâmico e até mesmo experiências puritanas de criar colônias nos Estados Unidos onde haveria uma única religião. O totalitarismo é uma tentação que não respeita nenhum tipo de fronteira.

Ao meu ver, é esse tipo de tentação que leva cristãos de vários matizes a defenderem uma teocracia cristã. Na verdade, já há proposta para criar o Partido Republicano Teocrata Cristão (PRTC). O objetivo expresso é o de promover a "adequação de todas as leis da nação às leis bíblicas", inclusive com apoio de muitos blogs calvinistas. Esse tipo de movimento é uma reação à aprovação e discussão de leis que ferem os princípios da Bíblia.

Contudo, esse fato exige uma discussão. Afinal, a teocracia cristã é o caminho que a própria Bíblia ensina para fazer valer o reino de Deus?

A necessidade da liberdade religiosa
Creio que a primeira coisa que deve ser analisada é a questão da liberdade religiosa. O sonho oculto de muitos segmentos, desde o mais tradicional dos reformados até o mais esotérico neopentecostal, é o de ver todos seguirem uma mesma fé, tendo a Bíblia formalmente reconhecida como estando acima de qualquer outra lei. Na verdade, muitos evangélicos não querem esperar pelo dia em que Jesus Cristo virá implantar seu Reino...querem vê-lo aqui, de modo visível, já! A separação entre Igreja e Estado não é mais vista como uma conquista que foi essencial para garantir a sobrevivência dos evangélicos em sociedades católicas. Agora, o sonho de muitos é ver as igrejas evangélicas comandando o Estado e impondo a sua agenda e pensamento a todos.

Contudo, Jesus Cristo nunca exigiu a conversão de todos os seus ouvintes aos seus ensinamentos. É interessante notar que Jesus não protesta porque ninguém proíbe os fariseus de ensinar ou porque o ensino pagão era tolerado pelo Estado romano. A arma usada por Jesus em seu ministério era a pregação da Palavra. Era por meio da persuasão, da oratória e dos debates que o Senhor esperava ganhar o coração dos ouvintes. Cristo nunca questionou porque o Estado romano não dava apoio ao seu sistema de fé.

O mesmo pode ser dito dos apóstolos. Eles são sempre retratados como sendo perseguidos por judeus ou pagãos, mas nunca como perseguidores daqueles que anunciam outra fé. Isso é evidenciado em Atos 19, quando os pagãos de Éfeso se revoltam contra a pregação de Paulo:
Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram. Ouvindo isto, encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. (Atos 19:24-29)
O tumulto é encerrado pelo escrivão de Éfeso, que apazigua a multidão afirmando o seguinte:
porque estes homens que aqui trouxestes não são sacrílegos, nem blasfemam contra a nossa deusa. (Atos 19:37)
É muito interessante notar isso no Novo Testamento. O desejo dos cristãos é o de terem liberdade para pregar a Palavra sem correrem o risco de serem presos. São os outros...os judeus e os pagãos quem buscam usar o Estado para prender os cristãos e impedir a disseminação da fé cristã. Os discípulos não cometiam sacrilégios nem blasfemavam contra Diana, embora deixassem claro que ela não era uma deusa de fato. Isso mostra uma busca pela liberdade religiosa, e não pela uniformidade religiosa.



Igreja e Estado são esferas distintas
Por que nem Jesus e nem os apóstolos reivindicam o apoio do Estado para a pregação evangélica? Uma das razões é dada pelo próprio Cristo: dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Convém aqui reler essa história:
Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos, pois perceberam que, em referência a eles, dissera esta parábola; mas temiam o povo. Observando-o, subornaram emissários que se fingiam de justos para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador. Então, o consultaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; é lícito pagar tributo a César ou não? Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu: Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se. (Lucas 20:19-26)

O ardil era esse: se Jesus dissesse que o imposto deveria ser pago, então Ele se colocava ao lado dos romanos e desagradava aos judeus. Se dissesse que não deveria ser pago, então os judeus se agradariam, mas Jesus poderia ser acusado diante dos romanos. O Mestre evita a resposta, ensinando que o povo deve dar a César o que é de César (respeito às leis, pagamento de impostos) e a Deus o que é de Deus (fé, adoração, devoção, o controle da vida).


Embora a separação entre o Estado e a Igreja seja um conceito posterior, creio que ele pode ser reconhecido aqui. Jesus não ensina que o Estado não deve obediência alguma a Deus. Afinal, o reino dos céus engloba todas as coisas, inclusive sim os governos. Mas isso não significa que tudo deva ser misturado. Há sim distinções.

Por exemplo, não cabe a Igreja decidir qual o melhor sistema de arrecadação tributária ou se um país deve ou não ter relações diplomáticas com outro. Os cristãos podem opinar sobre isso, mas a decisão pertence ao Estado, o qual, por sua vez, não deve decidir se a doutrina da predestinação é ou não correta. César é César, Deus é Deus.


Sei que aqui eu perdi o apoio de quase todos os calvinistas...afinal, a Confissão de Fé de Westminster, documento ícone da fé reformada, foi feita em um concílio convocado pelo Estado inglês. Contudo, não há base no Novo Testamento para que o Estado se envolva neste tipo de decisão. Esta não é uma questão de Governo, e sim de fé.

A natureza do Reino de Deus
Talvez muitos pensem que as ideias acima expostas ferem o ensino bíblico sobre o reino de Deus. Ele não é o Senhor de todas as coisas? A recusa dos homens em obedecê-Lo não é um pecado? Sim e sim, digo eu. Mas daí a querermos forçar o Estado a adotar leis bíblicas vai uma grande diferença.

Por quê? Ora, por causa da natureza presente do reino de Deus? Observe o que diz Jesus no momento em que ele é preso, como narrado em Mateus 26:51-54.
E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?
Repare que a espada não foi usada de modo arbitrário pelo apóstolo Pedro. Jesus estava para ser preso, uma turba com espadas e porretes ameaçava os apóstolos. Pedro quis apenas defender o seu Mestre. Mas Jesus reprovou essa atitude. Quem lança mão da espada (violência) perecerá por causa dela. Se o Cristo quisesse, poderia rogar ao Pai para ter a defesa de anjos. Porém, a espada angelical não era o caminho de defesa do reino.

Essa mesma ideia é repetida por Jesus quando ele é confrontado por Pilatos em João 18:33-37.
Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito? Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
A violência e a coerção não irão promover o reino de Deus, que só se manifestará de modo plenamente visível neste mundo quando Cristo voltar. Por isso Jesus diz que seu reino não é terreno: não há exércitos ou ministros para defendê-lo. O objetivo de Jesus era o de dar testemunho da verdade. A testemunha busca convencer, mas quem pode impor a sentença é o Juiz. E a vinda de Cristo como Juiz está no futuro.
Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus. (1 Pedro 4:4-6)
Chegará sim o dia em que a verdade será manifesta e todos serão julgados, o dia em que todo aquele que rejeitou a Cristo sofrerá a pena por sua rebeldia. Mas, até lá...o dever da igreja não é o de antecipar a execução do juízo, mas sim o de testemunhar a favor da verdade. Testemunhar não é forçar ninguém a acreditar ou seguir, é tentar, da melhor forma possível, convencer os demais a crerem em nosso testemunho.

O mundo é incapaz de seguir a Deus
Mas, de todos os argumentos, o melhor para combater a ideia de uma teocracia cristã é o primeiro ponto do calvinismo: a depravação total. Por esta doutrina, o homem é simplesmente incapaz de, voluntariamente, seguir a Deus. Se o ser humano não for alcançado pela graça de Cristo, servir a Deus é algo impossível a ele, mesmo que o Estado tente obrigá-lo:
Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas o que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8:5-8)
Ora, se os que estão seguindo o pendor (inclinação) da carne não podem estar sujeitos à lei de Deus e não são capazes de agradar a Deus, no que adiantaria criar uma teocracia cristã? Ela seria inútil! Não é isso que tornará o Brasil um país melhor. E isso se torna óbvio quando lemos o que a Bíblia diz sobre a lei de Deus:
Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus. (Hebreus 7:18-19)

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. (Hebreus 10:1)
A lei de Deus não tem o poder de aperfeiçoar as pessoas e, por extensão, a sociedade. O Brasil só será transformado por meio da salvação dos brasileiros, da criação de novos homens que nascem segundo Cristo Jesus e, voluntariamente, seguem a lei de Deus. Só que isso não é uma obra do homem, mas sim de Deus. Um novo ser humano é algo que só Cristo pode fazer:
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. (2 Coríntios 5:17)
Qual a solução?
Então, os cristãos devem cruzar os braços e deixar o Estado aprovar leis que ferem a Bíblia? Não! De modo algum. Devemos lutar, nas ruas, no Congresso, na Internet, onde for preciso para influenciar o mundo a seguir o Evangelho.

Para influenciar, não para impor.

Creio que este é o modelo bíblico de conduta política para os cristãos. Homens como José, Daniel e Mordecai não tentaram convencer o Egito, a Babilônia e a Pérsia a adorarem ao Deus de Israel. Eles influenciaram impérios a se adequarem às leis de Deus por meio de seus comportamentos e atuações políticas. No caso de Daniel e seus amigos, além de Mordecai, vemos que foram decisivos para impedir que os judeus fossem forçados a idolatria ou que fossem massacrados pelos caprichos da nobreza. Foram instrumentos de Deus em impérios que, guardadas as proporções, eram sociedades plurais.

Ao meu ver, o caminho continua sendo esse. O chamado de Deus para a Igreja é viver em um mundo plural e tentar influenciá-lo de todos os modos, mas sem impor a sua vontade. O objetivo dos cristãos é convencer a sociedade a obedecer a Deus...e não o de obrigá-la a fazer isso.

Os cristãos precisam entender que este mundo não é perfeito. Nossas decisões políticas, econômicas e sociais devem levar em conta as imperfeições do estado atual da criação: por isso é que existem policiais, soldados, leis penais e democracia. Seria ótimo viver em um planeta onde todos seguem a Deus! Mas isso não vai acontecer até Jesus voltar. Então, não adianta forçar o caminho nessa direção.

Precisamos aceitar o mundo como Deus quis que Ele fosse. E, para isso, é necessário aprender a conviver com os diferentes. Não há caminho melhor do que um onde exista liberdade de religião, de pensamento e de expressão. Não há caminho melhor do que o enfrentamento democrático e pacífico. Se, pela democracia, o Brasil escolher servir a Deus, ótimo! Mas, mesmo assim...as liberdades precisariam ser garantidas.

Que possamos refletir no ensino bíblico de Romanos 14:12.
Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.
Que assim seja. Amém! Soli Deo Gloria!
 
Por Helder Nozima
Fonte: [ 5 Calvinistas ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]
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terça-feira, 14 de junho de 2011

" Estes dias em um debate sobre os meus textos, eu recebi algumas acusações ofensivas por parte de uma pessoa que vive falando mal de sua instituição, mas nunca a abandona, um ato que considero hipócrita. Ele alegava que eu fazia as minhas críticas a instituição religiosa, porque na verdade era alguém que nutria uma paixão enorme pelas mesmas. Vi por bem refutar tal afronta colocando no blog algumas questões, para ele, e todos saberem alguns dos “porquês” sou tão contra, e critico tanto este perfil de religiosidade."

10 motivos do porque eu odeio a igreja institucional.

1- Eu odeio a igreja instituição porque deixou de ser um lugar de pessoas, as pessoas são objeto secundário gerador de capital dentro de toda uma máquina que movimenta milhões em dinheiro sem pagar impostos.

2- Eu odeio a igreja instituição porque ela perverte a verdadeira mensagem contida nas palavras do Cristo. Ela transforma em dogmas e lei tudo que é natural na vida dos discípulos de Cristo, sistematizando a mensagem provocando um empacotamento, a fim de torná-la uma maquina de benesses e lucro.
3- Eu odeio a igreja instituição porque ela se tornou um ambiente propício para os profissionais da religião perpetuarem na vagabundagem. Ela incentiva a proliferação de pregadores, pastores, apóstolos, cantores, capelães, que mercantilizam e desvirtuam a mensagem em busca de seu próprio benefício.

4- Eu odeio a igreja instituição porque ela incentiva a ignorância, tratando o academismo como pecado. Com esta atitude ela priva as pessoas muitas vezes de estudar, alegando questões banais como doutrinas, perda de fé ou dias de culto. Ela coloca os ministérios acima das profissões estabelecendo uma dicotomia nas profissões em sacras e profanas.

5- Eu odeio a igreja instituição porque ela tem problemas gravíssimos com sexo, criminalizando e segregando pessoas por questões de sexualidade. Por vezes ela marginaliza os indivíduos por suas leis internas chegando a interferir na sexualidade dos casais os enchendo com culpa. Fato este que ao invés de gerar pessoas saudáveis, acaba por acender uma geração de pervertidos que não respeitam os próprios corpos. Em contrapartida nunca se propõem a aceitar e ajudar estas pessoas com a sua sexualidade.

6- Eu odeio a igreja instituição porque ela não aceita a crítica. A igreja instituição não é um lugar aberto aos debates e discordâncias. Cada uma mantém o seu próprio sistema de regras e dogmas, nunca abrindo mão para discuti-los de forma direta e consistente.

7- Eu odeio a igreja instituição porque cada uma delas se identifica como portadora da verdade absoluta, não levando em conta que em séculos, varias doutrinas básicas do cristianismo foram derrubadas pelos próprios cristãos. Dentre elas cito: fora da igreja não há salvação.

8- Eu odeio a igreja instituição porque ela não admite e nem aceita os abusos cometidos em nome do cristianismo. A começar pelas estruturas políticas fomentadas pelo catolicismo, calvinismo e luteranismo, que no passado mataram e mandaram matar. “Vide a história se duvidam...”

9- Eu odeio a igreja instituição porque ela evoca para si o papel das causas sociais, mas nunca assumi que se usa destes meios de forma proselitista. A prova disso é que a cada pedaço de pão que é oferecido, é precedido de um “aceita Jesus?” Pura barganha, mascarada como boa ação, o verdadeiro amor se doa e não pede direitos.

10- Eu odeio a igreja instituição porque ela tenta se posicionar como detentora das portas do céu e do inferno. Arrogantemente se porta de forma indiscriminada, e sai por ai definindo as pessoas por religião, práticas, comidas, gostos, músicas, alegando saber o que Deus odeia ou ama, e com isso tenta definir os que têm direito ao céu e ao inferno. Sendo que a bíblia adverte para não definirmos quem vai ou não para o paraíso e inferno. (Romanos 10:6-7)


    Resumi 10 das que considero os piores, mas seguramente poderia seguir escrevendo. A consideração final que deixo é que vendo eu estas coisas poderia querer estar conivente e convivendo em harmonia com os que praticam tais coisas? O melhor cristianismo que poderemos encontrar com certeza terá que primeiramente partir de nós mesmos.
 
Por: Leandro Barbosa
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