Desassossego da segunda-feira

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tenho tudo para viver uma vida minimamente despreocupada. Vivo como um legítimo burguês, migrante nordestino relativamente bem sucedido na cidade grande. Adquiri hábitos de classe média. Sou bi-língue. Escrevi e publiquei alguns livros, comunico-me em uma rádio para milhares de pessoas. Estou na internet. Gosto de vinho tinto seco, de Bach, de poesia latino-americana, de colóquios filosóficos. Eu não deveria ter desassossego algum; não se permite a uma personagem admitir inquietações existenciais. Espera-se que um homem semi-público mantenha-se otimista, transbordante de esperança; principalmente, líder de uma igreja.

 

Dúvidas doutrinárias? Em hipótese alguma. Os crentes são inamovíveis e, bem alicerçados em textos bíblicos, não entristecem jamais! Por que eu, então, pastor de uma comunidade de probos cristãos, começo a segunda-feira com esse enfarto emocional? Que colesterol entupiu as veias da minha alma para me deixar assim, sem fôlego?

À semelhança de Fernando Pessoa noto que “meu passado foi só a vida mentida/de um futuro Imaginado!”. A eterna competição, que me empurrava para frente, transformou-me no guerreiro que nunca desejei. As guaritas, as rondas noturnas, a constante prontidão militar, deram-me desprezo pela guerra. Odeio arenas, ringues, dos peões ao rei do xadrez, carteados, ping-pong. Trato o imperativo de vencer como um vampiro, que suga meu sangue venoso. Jogo a toalha, simplesmente. Desisto de dar certo ou estar certo. Já não me importo em ser desmentido, não faço questão que chancelaria alguma me aprove e aponte o polegar para cima.

 

Abatido, perco o medo de despencar. Disforme como um poliedro mal arquitetado desço a ladeira dos anos, aos solavancos. Palcos bem iluminados não me seduzem. Indiferente aos reclames tradicionais, desprezo os paradigmas canônicos. Quero ficar só.

 
Em minha tristeza, lacro os cadeados do espírito. Amanheço da madrugada escura sem rasgos onipotentes. Não tenho raiva da insônia. Transformo minha prece em solilóquio. Recuso a visita do sol. Desligo todas as tomadas do quarto; não quero conselho. Penduro a placa de “não perturbe” no trinco da porta. Parto para correr sozinho, enquanto duplico os quilômetros. E se alguém vier com platitude, peço deseducado: Por favor, me deixe em paz.



Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim
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Frases (evangelicas) que não aguento mais.

segunda-feira, 28 de junho de 2010



Ricardo Gondim.





1. Amém? Está fraco. AMÉM? Amém ou não amém?

2. Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão.

3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é...

4. Isso é roubo, meu irmão; você nasceu pra ser cabeça, não cauda!

5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.

6. O Diabo quer lhe destruir.

7. Estou ve ndo uma obra de bruxaria em sua vida.

8. Vamos quebrar as setas inimigas.

9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.

10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.

11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.

12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.

13. Nós somos um povo que não conhece derrota.

14. Venha para Jesus e pare de sofrer.

15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.

16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.

17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.

18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.

19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.

20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.

21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de...

22. Estamos num mo ver apostólico e o avivamento brasileiro é semelhante ao do livro de Atos.

23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.

24. Vamos ficar em pé para receber o Grande Homem de Deus, fulano de tal, com uma salva de palmas.

25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, só tenho vontade de dizer que amo cada um de vocês.

26. O Reino de Deus precisa de um candidato na Câmara; vamos eleger nosso irmão que vai fazer a diferença.

27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.

28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.

29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.

30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.

31. Tudo é miçanga, só Deus é jóia.

32. Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.

33. Este carro ficará desgovern ado em caso de arrebatamento.

34. Crianças, cantemos: "Cuidado olhinho no que vê, cuidado mãozinha no que pega... nosso Pai está olhando pra você"!

35. Olhe para o seu irmão do lado e diga: Eu amo você!

36. O Espírito Santo está me revelendo que existem ladrões nesta igreja que não entregaram seus dízimos.

37. Ah, seu problema é maldição hereditária.

38. Quando você não entrega o dízimo na casa de Deus, Ele não tem compromisso financeiro com você.

39. Quero que vocês dêem uma oferta especial para manutenção do nosso programa de rádio e TV, pois foi Deus quem mandou pregar na mídia.

40. Ora em línguas aí, irmão.

41. Restitui, eu quero de volta o que é meu.

42. A visão da nossa igreja é evangelizar. Obra social é com o governo.

43. Abram suas Bíblias no livro "X". Quem encontrou diga amém, quem não encontrou diga misericórdia.

44. Eu gostaria de cumprimentar a igreja com a paz do Senhor (se gostaria, en tão cumprimente, ou vai ficar na vontade?).

45. Abra o seu coração (como?).

46. Deus está aqui (que algo mais óbvio que isso).

47 - Deus está curando voê, minha irmã, deste nódulo no seio que você nem sabia que tinha (depois dessa, dizer mais o que).

48. Deus está operando poderosamente (alguém já viu Deus operar "meia-boca"?).

49. Deus vai enxugar suas lágrimas (O que dizer? Como é fácil falar).

50. Tá amarrado! (alguém sabe quanto tempo o Diabo leva para se desamarrar?).

51. Deus vai dar à nossa igreja um programa na Globo (tô com uma pulga atrás da orelha. Acho que esse pastor quer figurar na novela das 8).

52. Irmãos, Deus me deu revelação. Esse será o ano de Elias, de Josué, de Gideão, de João Batista... (Não parece calendário chinês?).

53. Abra a boca e profetize; as palavras têm poder.

54. Hoje eu deixo de ser crente se Deus não operar um milagre. (Por favor, d eixe mesmo!)

55. Meus irmãos, estas igrejas que usam rosas ungidas, sal grosso para descarrego, etc., não são de Deus!....Ao final do culto tragam seus documetos, carteira de trabalho, chave de casa e do carro para ungirmos, pois aqui a coisa é diferente, Deus opera!

56. Não diga isso. As palavras têm poder!!

57. Incendeia tua noiva, Senhor.

58. Seja um adorador extravagante!

59. Fui chamado para ser um levita na casa do Senhor. Posso cantar na sua igreja e vender meus CDs?

60. Não podemos fazer da igreja um clube.

61. Sendo dizimista, você pode colocar Deus contra a parede.

62. Meus irmãos, é hora de mudar o Brasil.

63. Quem tem um caroço em qualquer lugar do corpo, levante a mão que Jesus vai curar agora.

64. A Rede Globo conspira contra a igreja.

65. Quanto mais glória você manda pra cima, mais glória Deus manda pra baixo.

65. Não dá o dízimo na casa de Deus, mas acaba "dando" na farmácia (Hum, não sei não !)

66. Você que não dá o dízimo não tem moral pra exigir nada de Deus.

67. Vamos pisar na cabeça do diabo; o Diabo só conhece o número do meu sapato.

68. Quando o crente ora, deve esperar retaliação do Diabo.

69. Sabe qual o nosso problema? O mundo está entrando na igreja.

70.Eu soube que o Anticristo já nasceu e está se preparando para aparecer.

71. Eu soube de um pastor que encontrou uns feiticeiros que estavam jejuando para fazer os pastores caírem.

72. O Rei Leão da Disney é gay!

73. Minha irmã, você precisa da nossa cobertura! (essa é quase pornográfica).

74. Não esqueça de enviar os boletos bancários que eu prometo subir o monte nesta madrugada e interceder por sua vida.

75. Não fique triste com a morte do seu filho (ou com seu divórcio, ou com sei lá o que). Tudo tem um propósito e Deus sabe o que faz.

76. Irmãos, hoje o Senhor falou comigo pela manhã para trazer esta palavra.

77. Orei e a c huva parou.(então ora e manda chuva pro nordeste, não é?)

78. Estou sentindo uma opressão aqui.

79. Hoje vamos ouvir o testemunho do Irmão que era ex-gay, ex-traficante, ex-drogado, ex-macumbeiro, ex-cafetão, ex-morto, ex-satanista, ex-sei-lá-o-que e que agora é crente!!!

80. Todo inimigo, fora daqui!

81. Posso ouvir 3 aleluias e 8 améns?

82. Cuidado para não perder a benção, irmão.

83. Não adianta fugir de Deus, Ele vai ter pegar na curva.

84. Se não vier pelo amor, vem pela dor.

85. Sabe quanto custa uma consulta, uma internação? Dar o dízimo é mais barato.

86. Deus me revelou que 50 irmãos vão contribuir com mil reais cada um. Quem é o primeiro? Se não tem ninguém, então devem existir aqui 50 valentes que vão contribuir com quinhentos... Agora chegou a sua vez, meu irmãozinho querido. Todos vocês que sobraram tragam suas ofertas de um real. (Que leilãozinho ordinário, heim?)

87. Tomara que ao sair daqui um carro não passe por cima de você; vou orar para que Deus lhe dê mais uma chance.

88. Não troque sua salvação por um copo de cerveja.

89. Nesta noite Deus vai disribuir dar sapatos de fogo (Eu prefiro os de couro!)

90. Infelizmente ele preferiu morrer sem salvação do que voltar pra nossa igreja.

91. O diabo tentou impedir que você viesse aqui nesta noite, porque ele sabia que você seria revelado

92. Eu tinha preparado uma mensagem, porém o Espírito Santo quer que eu pregue sobre santidade (...E dê-lhe regrinhas!).

93. Deus confirmou a mensagem desta noite enquanto a irmã cantava aquele hino.

94. Dê o melhor que você tem , Deus não quer troco de ônibus.

95. Tire a melhor nota que você tem e ofereça o melhor sacrificio ao Senhor.

96. Tive uma visão que no estacionamento da igreja só tinha carro zero km.(Acho que ele confundiu a igreja com a concessionaria ao lado).

97. Minha teologia é joelho no chão!!!(Essa teologia é no mínimo esquisita).

98. Deus conhece a sinceridade do meu coração! Eu preciso da sua ajuda para manter este programa no ar e o número da conta é... (Sim, eu sei que Deus conhece tudo. Eu é que estou com alguma suspeita).

99. Se você sair de férias e não deixar o cheque do dízimo vai dar tudo errado na sua viagem. (E agora? Esqueci! Deve ser esse o motivo porque furou o pneu do carro)

100. Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos. (Há muitos pastores repetentes nessa escola de capacitação).

101. Não toque contra o ungido do Senhor. (Chavãozinho para proteger os líderes inseguros).

102. Não diga a Deus que seu problema é grande; diga ao seu problema que o seu Deus é grande. (Poesia de quinta categoria]

103. Você é a menina dos olhos de Deus [com remela?]

104. Aqui é uma igreja diferente (Sério? Então tá].

105. Se vocês confiam em nós, pastores, para trazer a palavra de Deus, devem confiar na nossa ad ministração das ofertas. Não precisamos prestar contas a ninguém, só a Deus [Hummm. Acontece que a palavra foi fraquinha).

106. Chega de esperar; hoje o seu milagre vai chegar (Posso reclamar no Procon?).

107. Plante sua semente que você vai colher a cento por um (Pequenas igrejas, grandes negócios).

108. Deus sabe de todas as coisas (Que clichê cruel, na hora que não tem respostas para uma questão).

109. "Mateus, Mateus, primeiro os teus" [Não entendi, hã?]

110. Comunico o falecimento do irmão Fulano. Infelizmente, perdemos um bom dizimista (A família enlutada agradece pelo gesto de solidariedade...).

111. Depois do culto, compre meus livros e CDs de mensagens. Vão abençoar o ministério infantil que cuido. Tenho quatro filhos (Se a piada é sem graça, imagine a mensagem dos Cds e livros.).

112. Olhe para o irmão do lado e diga "você está bonito hoje" (Por que tenho que fazer esse tipo de coisa? Logo eu que sou gaúcho?).

113.Tem gente que lê muito e só cresce em sabedoria humana. O importante é o conhecimento de Deus ["conhessimento" com dois "esses", provavelmente...]





Acho que chega, não? A lista do besteirol parece não ter fim.



Soli Deo Gloria.







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O último discurso de Martin Luther King

sexta-feira, 18 de junho de 2010



Freqüentemente imagino que todos nós pensamos no dia em que seremos vitimados por aquilo que é o denominador comum e derradeiro da vida, essa alguma coisa a que chamamos morte.


Freqüentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não num sentido angustiante.

Freqüentemente pergunto a mim mesmo o que é que eu gostaria que fosse dito então, e deixo aqui com vocês a resposta.

Se vocês estiverem ao meu lado quando eu encontrar o meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral.

Se vocês conseguirem alguém para fazer a oração fúnebre, digam-lhe:



* para não falar muito;

* para não mencionar que eu tenho trezentos prêmios, isto não é importante;

* para não dizer o lugar onde estudei.



Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que



* eu tentei dar minha vida a serviço dos outros;

* eu tentei amar alguém;

* eu tentei ser honesto e caminhar com o próximo;

* eu tentei visitar os que estavam na prisão;

* eu tentei vestir um mendigo;

* eu tentei amar e servir a humanidade.



Sim, se quiserem dizer algo, digam que

EU FUI ARAUTO:



* arauto da justiça;

* arauto da paz;

* arauto do direito.



Todas as outras coisas triviais não têm importância.

Não quero deixar atrás



* nenhum dinheiro;

* coisas finas e luxuosas.



Só quero deixar atrás



* uma vida de dedicação.



E isto é tudo o que eu tenho a dizer:

SE EU PUDER



* ajudar alguém a seguir adiante;

* animar a alguém com uma canção;

* mostra a alguém o caminho certo;

* cumprir meu dever de cristão;

* levar a solução para alguém;

* divulgar a mensagem que o Senhor deixou



então,

MINHA VIDA NÃO TERÁ SIDO EM VÃO.



Martin Luther King

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Relacionamentos descartáveis

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Gostaria de compartilhar com você algo que há algumas semanas vem queimando meu coração.
Vivemos atualmente num mundo onde pouco se valoriza a vida, onde pouco se valoriza o amor. Um mundo onde se fala muito sobre paz, mas pouco se respeita. Alguns têm tentado comprar e barganhar o amor. Outros praticam boas obras esperando receber algo em troca. Ainda há aqueles que são capazes de sorrir, quando dentro do coração, o que reina, é o ódio e a falta de perdão.
No entanto, neste artigo, não quero atuar numa linha geral de pensamento. Quero atuar na sua linha. Meu objetivo é fazer você pensar sobre como tem atuado nos seus relacionamentos. Seus relacionamentos são reais ou descartáveis?

Não sei quanto a você, mas até pouco tempo atrás eu tinha um sério problema quanto a me relacionar com pessoas que não pensassem como eu, que não escutassem as mesmas músicas que escuto, que não se relacionassem com Deus como eu me relaciono, que não agiam como eu gostaria que agissem, que não falassem como eu falo, e mais, que não se vestissem “corretamente” ao meu modo de ver, ou mesmo que possuíssem dificuldades (pecados, problemas, etc…) que eu não possuo.
Na verdade, o que existia em meu coração era uma “forma” (pizza ou bolo). Esta forma delineava meus relacionamentos e meus pensamentos. Ela me dava os parâmetros do que era certo ou errado, e saiba, eu “nunca” poderia estar errado, porque esta forma era tão linda e tão vistosa que eu “jamais” poderia ter errado ao construí-la. Acredite! – até Deus entrou na minha forma. Qualquer informação visual ou auditiva que recebesse, se não passasse pelos parâmetros da forma, logo seria descartado porque, certamente, estaria ERRADO!
Ledo engano, caros amigos. Com o passar do tempo, descobri que estava cometendo um grande erro. Descobri que pessoas são diferentes umas das outras e que estas pessoas necessitam de coisas diferentes para poderem se desenvolver. Descobri que todas as pessoas têm virtudes e também erros, porém, os erros delas não são “muito” diferentes dos meus, – o que muda, é somente o nome. Descobri que pessoas têm escolhas, e devo, necessariamente, respeitar suas escolhas. Descobri que uma palavra de ânimo pode tirar uma pessoa do “fundo do poço”. Descobri que mais vale um abraço do que muitas palavras. Descobri que o ser é mais importante do que fazer. Descobri que o estilo de vestir, não revela o coração. Descobri que o modo de falar, não muda o que a pessoa é. Descobri que o amor pode ser refletido através do respeito. Descobri que Deus, que é o princípio e o fim, o alfa e o ômega, não pode ser colocado dentro da minha forma, simplesmente, porque é Deus. – Ele age como quiser, com quem Ele quiser, da forma que Ele quiser e quando Ele quiser.
Com a forma, só é possível construir relacionamentos artificiais e descartáveis, isto é: você só serve para ser meu amigo ou andar comigo até que respeite os parâmetros da minha forma. Qualquer tipo de experiência ou informação que você tenha, que eu nunca tenha tido, é porque: você está errado! ou é mentira!
Para algumas pessoas, apenas reformar a forma já será o bastante para que possam viver melhor. Para outras, talvez seja necessário abandonar a de “ouro” inerrante e recomeçar utilizando uma de barro. Penso que o barro proporcionará uma maior flexibilidade em receber um toque especial do Oleiro.
Então você me pergunta: Como descobriu isso? – Em resposta digo: olhando para vida terrena de Jesus. Jesus amou ardentemente as pessoas. Mais do que apenas ter o sentimento de amor, ele se importou com elas. Jesus mudou a vida de uma mulher adúltera. Transformou a vida de uma mulher samaritana. Restaurou a vida de um cobrador de impostos e por onde passava, pessoas eram impactadas pelo seu carinho, pelo seu amor e pela sua compaixão. Os relacionamentos que Jesus criava eram todos reais.
Que nós possamos aprender a criar relacionamentos reais. Que possamos respeitar as pessoas pelo seu próprio estilo pessoal. Que nossa forma possa estar em constante atualização. Que Deus nos capacite a observarmos mais as virtudes do que os defeitos do próximo e, principalmente, que possamos, por meio do nosso testemunho, impactar outras vidas.

Pense nisso e tenha relacionamentos reais e saudáveis.



Junior Della Mea
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A Apologética e o Coração

terça-feira, 1 de junho de 2010


Por Douglas WilsonTalvez eu deva começar por explicar que eu entendo um (ofensivo) argumento ad hominem como um erro lógico. Não há nenhuma razão para pensar que nós temos refutado alguém nas discussões simplesmente porque temos energicamente as atacado pessoalmente. Há também outro erro, de perto relacionado com o ad hominem, denominado "Bulverismo" por C.S. Lewis. [1] Ele indicou a tendência moderna de dispensar uma discussão em terrenos não mais férteis do que o fato de que você explicar como teu adversário veio a crer [nesse argumento]. Mas disto não se depreende que há conexão entre o estilo de vida e a verdade. É insuficiente sustentar que o ateísmo de Jones pode não ser verdadeiro porque ele chuta seu cachorro. Se ele propõe os argumentos, então os argumentos devem ser endereçados. Um método apologético completo endereçará os argumentos, enquanto que ao mesmo tempo entendida e levada em conta sua fonte.



Como cristãos, nosso objeto intelectual é pensar os pensamentos de Deus. Nosso objetivo não deve ser uma falsa "originalidade" humanística, mas talvez num sentido de submissão às coisas do modo que elas são. Isso ocorre porque cremos que o mundo é como é por causa do Criador e Sustentador de todas as coisas. Mas se a verdade é para ser encontrada por submissão à verdade de Deus, então ela não se torna uma questão de opinião se alguém se arroga ter encontrado a verdade, mas está vivendo em aberta afronta à lei de Deus?



Por exemplo, Karl Marx se dedica a uma discussão prolongada, aguda e amarga com a realidade.[2] O poeta Shelley era um existencialista [3]. O filósofo Jean-Paul Sartre era um notório explorador de mulheres. A mais notável foi sua amante, Simone de Beauvoir. "Em todos os elementos essenciais, Sartre a tratou não melhor do que Rousseau fez à sua Therese; o pior, porque ele foi notoriamente infiel. Nos anais de literatura, há poucos casos piores de um homem explorado uma mulher. Isso tudo é o mais extraordinário porque de Beauvoir foi uma feminista por toda a vida."[4] Não seria de todo difícil encher um volume com nomes de homens e mulheres que sacudiram seus punhos ao céu com menos do que motivos altruístas.[5]



Agora, é bem verdade que os padrões éticos de um homem não têm um suporte direto na sua concepção de que 2 + 2 = 4, ou de que o sol nasce no leste. Mas suponha que o assunto em debate é a existência de um Juiz. O debate está em que há Um que pesará e avalia o pensamento e feito dos filhos de homens, e lançará o que o Odeia à escuridão exterior. É o estilo de vida dos participantes realmente irrelevante? Em outras palavras, o acusado é qualificado para dar juízos acerca do existência do Juiz?



O coração do problema é o coração. "Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos..." (Rom. 1:18-22).[6]



Um problema moral (recusa para glorificar a Deus como Deus, e recusa para graças a Deus) é a causa de um problema intelectual. Não há outro caminho ao redor. Nossa condição ética não pode ser preservada e protegida pelo intelecto. Os dois estão conectados, mas não no caminho que os cristãos freqüentemente supuseram. Nós somos para proteger nosso intelecto através de nossa posição ética diante de Deus.[7] A razão pela qual o incrédulo não crê não tem nada a ver com falta de argumentos. Sua falta de desejo para ouvir os argumentos sobre a verdade do cristianismo, um tanto, é o resultado da incredulidade.



Às vezes levamos a apologética evangelística como se os homens não regenerados não amassem seu pecado. Nós falamos e agimos numa defesa intelectual da fé, no entanto, que de alguma maneira dêao rebelde um desejo para a santidade. Não é assim. Nós discutimos com eles, supondo que eles quererão se submeter a esta verdade, se somente eles souberem que isto seja a verdade. Mas eles sabem que isto é verdadeiro, e eles não querem se submeter à verdade (Rom. 1:28). Neste ponto, muitos evangelistas e talvez os apologetas são tentados a recorrer ao desespero. Tal como Ezequiel, eles são incertos acerca da eficácia de profetizar aos ossos. Mas veremos isso em breve.



O intelecto é proteção insuficiente para a moralidade. Mas a obediência protege o intelecto. Credo ut intelligam. Se eu recuso a fazer o que creio, então no final estou recusando a compreender. O testemunho da Escritura é que a rebelião ética produz escuridão intelectual. É falso dizer que nós podemos proteger nossas vidas com argumentos; nós protegemos, um tanto, a integridade e a confiabilidade do argumento pelo modo como vivemos nossas vidas. Em resumo, o desobediente eventualmente procurará por argumentos que lhe justificarão a sua desobediência. Porque nenhum argumento pode ser ao mesmo tempo verdadeiro e válido, em pouco tempo o rebelde começará a atacar o próprio argumento, i.e. "Falsas categorias aristotélicas etc." [8] cristianismo é rejeitado inicialmente em nome da razão mas, além do cristianismo, a razão cai para um desespero irracional.



Essa é a razão pela qual um reavivamento da santidade produzirá sempre um reavivamento da aprendizagem. Não flui na mão inversa; a aprendizagem não produz a santidade. O conhecimento infla, mas o amor fortalece, e dentre as coisas que se fortalecem está o conhecimento. Essa é a razão pela qual também um abandono da santidade ao final destruirá a aprendizagem. O processo começa com a loucura disfarçada como escolaridade e aprendizagem, i.e. a loucura, está enfeitada com notas de rodapé.[9] Finalmente, quando a falência se tornar evidente a todos, então a própria escolaridade será denunciada.



Modo



Dado este relacionamento entre a santidade e o intelecto, o modo com o qual nós expomos em nossa apresentação da verdade é importante. Em II Timóteo 2:23-26 somos instruídos para instruir "em humildade" a quem se opuser a nós, com a esperança de que Deus lhe conceda o arrependimento. O Deus soberano usa meios na salvação do rebelde, e um dos meios é a humilhante instrução do justo. Particularmente, o apologeta dever cultivar duas coisas em sua conduta ao mesmo tempo em que fala com aqueles que estão nos moldes de Romanos 1. Sua conduta deve se endereçar às duas áreas identificadas nessa passagem como sendo o coração do problema, i.e. a recusa para dar honra a Deus como Deus, e o recusa para lhe dar graças.



Primeiro, o apologeta deve se encher com uma compreensão da majestade de Deus. Se a rebelião daquele que está diante de você vem de uma teimoso cegueira dessa majestade, então como ele pode ser ajudado por um evangelista com o mesmo problema? A futilidade, a vulgaridade e a tolice que caracteriza muito do cristianismo evangélico não estará com o sucesso rebocado com a cal de uma discussão. Por que em nossas modernas declarações da verdade evangélica falta o tom triunfante e majestoso do profeta Isaías? "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento." (Is 40:28). Essa é a convicção do escritor de que sente que a grandeza de Deus está perdida na igreja em geral por causa da rejeição difundida da compreensão bíblica de quem Deus realmente é. Nada esvazia um homem de si mesmo o bastante como o fato de que Deus é Deus em tudo, e não pode ser substituído por qualquer criatura, incluindo-se a salvação da mesma.[10]



Segundo, o apologeta deve ser preenchido com ação de graças e gratidão. Novamente, porque a rebelião do homem está enraizada numa recusa em dar graças a Deus, quanto mais ele estiver evidente para cristãos gratos, melhor. O mistério da gratidão começa bem no princípio. Quem entre nós não tem visto alguns sujeitos emburrados, crianças rebeldes recusando-se a agradecer um adulto por alguma ou outra coisa? Há alguma coisa na natureza pecaminosa do homem que não quer a gratidão, e dizer "muito obrigado" para Deus seria uma indicação intolerável de gratidão.[11]



Se estas duas atitudes são evidentes, então elas seriam usadas por Deus para convencer o ouvinte de seu problema básico. Não é dizer que aquelas palavras não tenham importância. As palavras de verdade são o prego que deve ser dirigida ao coração. A submissão do evangelista para Deus como Deus, junto com seu agradecimento, é o martelo. Quem bate o martelo é o Espírito Santo; Ele é o Único que concede o arrependimento.



Conteúdo



É vital lembrar que o evangelismo, e por conseguinte a fiel apologética, pode ser dividido em dois aspectos: lei e evangelho (não confundir com a distinção dispensacionalista ou luterana). Muito do evangelismo moderno não dá fruto simplesmente porque estes elementos são negligenciados, ou torcidos.



Quando a lei vem para um homem não regenerado, ela sempre faz duas coisas: ele o reconhece como verdadeiro, e ele o odeia como verdadeiro. Não é nossa posição procurar persuadi-lo de que ele tem uma obrigação de honrar a Deus como Deus, e para Lhe agradecer. Ele já sabe. É uma verdade a qual ele está suprimindo na impiedade. Por conseguinte, o indivíduo ouve a lei em todo lugar: na Criação, em seu próprio coração mau, e do evangelista.[12]



Em outras palavras, não procuramos ganhar a pessoa a quem estamos testemunhando para concordar verbalmente com a visão bíblica do homem. Ele é o caminho que Deus fez, concorde ele com isto ou não. Assim nós devemos assumir a visão bíblica do homem. Nós falamos nessa base. Como nós falamos, nós sabemos que quem ouve sabe, em algum nível, que falamos a verdade. Isso é verdadeiro, no entanto, muito disso ele suprimiu. Está na base disso que Deus julga os homens que rejeitam o evangelho. Eles o rejeitaram, sabendo isto ser verdadeiro.



O conteúdo de nossa comunicação deve girar em torno de duas coisas: outra vez, há dois pontos aos quais os homens se rebelam. Primeiro, não devemos ser hesitantes ao falar de Deus como Deus. Ele é o Criador soberano e Suporte de todas coisas. Não devemos falar de um Poder Superior, embora ele ou ela possam conceber assim. Nós somos cristãos que servem o Pai do Senhor Jesus Cristo, não adeptos de uma Benevolência Indistinta no Céu. Mas como falamos de Deus, deve estar claro que estas palavras contêm definições muito claras, e essas definições não lisonjeiam o homem. Deus sabe de tudo: Ele supervisiona tudo; Ele trouxe tudo à existência; Ele é santo, justo e bom; Ele é um Juiz severo e um Salvador amoroso; Ele está presente em todo lugar; toda terra está cheia da Sua glória; por Ele, por Ele , e para Ele são todas as coisas. Os vinte e quatro anciãos precisam passar mais tempo contemplando (Ap 4:10-11).



Segundo, devemos enfatizar, explicitamente, as obrigações de todas as criaturas para dar os agradecimentos a Deus. Tudo que tem fôlego tem sido para elogiar o Senhor (Sl 150:6). Muitas vezes os cristãos afirmam que Deus é o Criador, sem se cuidar de aplicar a óbvia resposta ética - ação de graças. Suponha, por um momento, que déssemos a todos os engenheiros e cientistas do mundo um colossal orçamento e a tarefa seguinte: criar uma mão habilidosa, com todos os opcionais. Uma mão na qual cresceriam calos quando usada, que repara a si mesmo quando se corta, que se movimenta com a destreza de um ilustre pianista, e assim por diante. Eles não a poderiam fazer com todos os recursos do mundo. E ainda, aqui estou sentado em frente ao meu processador de texto, digitando com duas destas coisas. E elas foram dadas a mim. De graça.



Nós, como criaturas, tenha uma obrigação de dar graças a Deus. Aqueles em rebelião que não dão graças a Deus precisam ser lembrados da obrigação. Deus é Deus; Ele não é como nós. Deus é o bem; Ele diariamente dá para cada um de nós, cristãos e não-cristãos, muito mais presentes do que poderíamos manter a perder de vista (Mateus 5:45).



Tal como atestamos estas coisas, o testemunho tem a força de lei. Isso é o que a lei supostamente deveria fazer, para evidenciar e revelar a transgressão (Rm 3:20; 5:20). Ela condena. Não está imaginando que estas verdades são suprimidas. Para não-cristãos, ainda não há nenhuma boa notícia.



Depois da lei vem o evangelho. A mensagem da cruz e ressurreição reconcilia os pecadores para com Deus, e parte desta reconciliação é o dissipar da escuridão intelectual. A inutilidade de pensar vai embora porque a dureza do coração que a produzia se foi. Duros corações são feitos para cabeças moles. Porque o Espírito de Deus tira o coração de pedra, o caminho que o homem concebe é alterado para sempre. Tudo não é feito imediatamente, mas o processo começou. Porque a rebelião acabou, o processo de renovação da mente está estabelecido (Rm 12:1-2).



Intelectualismo Frio?



I Pedro 3:15 ensina: "antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Boas razões e boas defesas vêm de bons corações. Se eu estou somente preparado intelectualmente, eu não estou preparo intelectualmente. [13] O representante do cristianismo deve ter "santificado" o Senhor em seu coração, uma boa consciência, e então ele deve dar sua defesa, e sua razão para a esperança. Se aquele que fala não tem santificado o Senhor em ele coração, não tem uma boa consciência. É por isso que ele está em escuridão intelectual.



Como acima mencionado, a dicotomia popular entre mente e coração é falsa. Mas para usar os termos por ela sugeridos por um momento, se alguém que concebe a religião do coração rejeita a importância da "doutrina", o problema não está em sua mente. O problema está em seu coração; não está dando fruto. Isso ocorre porque se um homem santifica o Senhor em seu coração, o resultado será a defesa e as razões [de defesa].



E se um apologeta cristão, que está "em sintonia com a doutrina", vive uma vida de distorção ética, então o problema em seu coração provavelmente se desenvolverá em seu pensamento.[14] Nós não podemos dissociar uma parte de nós da outra. Quando as pessoas saem de um equilíbrio bíblico, eles perdem muito do que julgam ser a parte mais importante. Os fariseus adoravam a lei, mas na realidade, a destruíram. Os piedosos dizem que nós devemos nos concentrar no coração, mas o resultado é um coração que não produz os frutos que deveria produzir. Em nome de limpar os corações, eles produzem corações podres. Nossos irmãos mais intelectuais negligenciam o coração, e por conseqüência negligenciam, na verdade, a mente. Em nome de mentes ajustadas, eles destroem as bases e fundação de tudo pensamento limpo, o qual é a obediência na prática. [15]



Conclusão



A Bíblia ensina que a escuridão intelectual é o resultado da rebelião, não a sua causa. Aqueles que foram tirados da escuridão tem uma responsabilidade de falar àqueles que ainda nela estão. Como eles falam é vital para perceber a fonte da escuridão intelectual, e para dirigi-la através da conduta do orador, e o conteúdo do que é dito.



Se o apologeta expõe o caráter de Deus e demonstra gratidão ao mesmo, então é de longe mais provável que a misericórdia de Deus será demonstrada. Estas duas verdades devem transbordar dentro do conteúdo do que é dito. Até isso acontecer, nós não veremos o que tem estado ausente do cristianismo evangélico por centenas de anos: apologetas em chamas.


NOTAS

[1] Lewis, C.S., Deus no Banco dos Réus (Grand Rapids: Eerdmans, 1970), pp. 271-277.


[2] Eu creio que Marx é um bom exemplo vivo dos dois princípios fundamentais dos ateus: (1) Não há nenhum Deus, e (2) Eu O odeio.


[3] Johnson, P., Intelectuais (Nova Iorque: Harper and Row, 1988) p. 46.


[4] Ibid., p. 235.


[5] Não seria difícil encher outro volume com nomes de cristãos professos cuja vida foi menos do que admirável. Mas o problema da hipocrisia é totalmente diferente. O ateu imoral é relutante para viver com a tensão lógica no meio de suas premissas e de seu estilo de vida; ele quer que ambos sejam compatíveis. O "cristão" imoral é inclinado a ser inconsistente.


[6] Gordon Clark vê este mesmo processo em II Timóteo 3:8. Os falsos mestres eram "deteriorados intelectualmente". Clark, G., Epístolas Pastorais (Jefferson: Fundação Trinitariana, 1983), p. 173.


[7] Alguns têm procurado se proteger do pecado por vislumbrar as suas conseqüências finais. Isso é bem bíblico (Pv 5:1-23), mas há outros lugares para enxergar além dos tribunais de divórcio e das escorregadas. Eu tenho encorajado a mim mesmo para ter um comportamento mais santo e moral tendo em vista a loucura intelectual que tenho visto numa universidade estadual das redondezas. Lá, o expurgo da intelectualidade.


[8] Evidentemente, o ataque de um argumento é si mesmo um argumento.


[9] Os dois melhores exemplos de loucura defendidos por alunos são o marxismo e evolucionismo. Aqui temos duas teologias claramente ridículas, e os sacerdotes destas religiões estão lecionando em nossas melhoras universidades. Como muitas vezes observado, o último baluarte do marxismo no mundo parece ser as universidades estadunidenses.


[10] A teologia bíblica, devidamente compreendida, é uma fé alegre, vitoriosa, militante, conquistadora. Isto ocorre por causa da própria compreensão de quem Deus é, e do que Ele fez na cruz e na ressurreição de Cristo.


[11] Você reparou como nossa cultura mal-agradecida não saber o que fazer com [o dia de] Ação De Graças? Eles querem que seja o Dia do Peru.


[12] A doutrina da depravação total do homem não refere a sua incapacidade para reconhecer a lei de Deus. Isto se refere à incapacidade para reconhecê-la e amá-la ao mesmo tempo. Ela pode amar, provendo o que ela não entende (zelo sem conhecimento), ou pode entender ao mesmo tempo que a odeia (a mente pecaminosa é hostil para com Deus). Mas ela não pode, sem a intervenção do Espírito, entender a lei e o amor em conjunto.


[13] Este ponto é muitas vezes mal entendido pelos evangelistas "pietistas". Eles estabelecem uma falsa dicotomia entre o coração e a mente. Afirmam que somente o coração é importante, e então buscam se apoiar em Jesus. Mas bons corações produzirão fruto intelectual. Para contrariar, como eles fazem, o "intelectualismo" em nome da religião-coração, é como um fazendeiro não concordando com maçãs ligadas a macieiras. A piedade verdadeira sempre produzirá aprendizagem verdadeira.


[14] Uma vez escrevi uma carta para um pastor, fazendo uma consideração muito parecido com esta. Ele e sua igreja foram para o que eles chamaram sintonia doutrinária. Em vez de indicar a deficiência de amor, a qual seria um carga da qual eles não duvidam que exista, eu indiquei uma deficiência doutrinária - o ponto de vista de Escritura indicada através de sua desobediência. Eu recebi uma resposta da carta do com um termo de significado escatológico estampado por todos os lados.


[15] Se um homem não obedece a Deus da mesma maneira com a qual ele trata sua mulher, então por que iria obedecer a Deus do modo como ele pensa? A rebelião tolerada em qualquer lugar se espalhará por todo lugar.






Tradução por Cleber Olympio


Fonte: [ CRTA ]


Via: [ Militar Cristão ]

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A dificil vida de um apologista

terça-feira, 25 de maio de 2010

por Johnny T. Bernardo do INPR Brasil

Ser apologista hoje em nosso país não é uma tarefa das mais fáceis. Poderíamos citar inúmeros motivos, mas acredito que apenas um sintetiza a realidade que vivemos: falta de apoio. É esse o motivo pelo qual não só apologistas, mas também missionários e escritores nacionais desistem de suas chamadas e entram muitas vezes em caminhos tortuosos.

Infelizmente pouquíssimas igrejas e pastores incentivam o trabalho apologético, seja por falta de interesse ou por achar que dialogar com sectários é uma prática antibiblica e/ou desnecessária.
E o que dizer de algumas editoras? Inúmeras obras de cunho apologético são rejeitadas todos os meses por editoras evangélicas. Quando o autor procura saber o motivo da recusa, no máximo recebe como resposta: “seu livro não se enquadra em nosso cronograma editorial”. Mas será mesmo esse o motivo? É óbvio que não. Há interesses financeiros envolvidos. Motivo? Os evangélicos não se interessam por livros que falam sobre seitas.
Você já parou para pensar quantos livros de autores nacionais são publicados todos os anos? Não é preciso muito esforço para se certificar desse fato: veja o catálogo de qualquer editora evangélica e verá que não estamos mentindo. Mas não pense você que eles estão preocupados com “qualidade”. Não é o texto em si que chama a atenção de um editor: é o nome do autor que será colocado na capa. Se ele for de origem norteamericana a probabilidade de publicação é de 95%; se for nacional, 5% - e isso quando chega a essa porcentagem!
Recentemente tive o desprazer de ouvir da boca de um editor evangélico que o mais importante em uma obra é a capa, não importando o conteúdo. Disse ele: “se nós fizermos uma capa bonitinha, o povo ira comprar”. Perguntei então se o leitor não ficara decepcionado com o conteúdo do livro. Com a cara mais deslavada - com o perdão da expressão - ele simplesmente se limitou em responder: “não importa, o livro já estará vendido”. Soa lógico isso? Ou melhor: é ético?
Eu sou um dos que tiveram a “sorte” de ver meu livro jogado no lixo por uma editora “evangélica.” Não satisfeito com a resposta, enviei ao referido editor uma carta manifestando meu descontentamento. Vejamos um pequeno trecho:
“Caro editor...
Graça e paz
Venho por meio desta manifestar meu descontentamento com relação à reprovação do meu título. Sinceramente não entendo o que acontece com as editoras evangélicas brasileiras. Por que somente autores norteamericanos são prestigiados? E os nacionais? Não temos a mesma capacidade? Vendemos menos livros? Meu manifesto se caracteriza mais como um desabafo do que propriamente uma critica. É uma lástima saber que as editoras evangélicas seguem o mesmo procedimento nefasto das editoras seculares. O procedimento deveria ser outro, já que não existe ética nas seculares.
A obra em questão, enviada para análise, esta dentro de todos os pré-requisitos necessários para publicação, como coerência textual, atualidade, correção ortográfica e gramatical, prolixidade etc.”

O mais interessante é que além de rejeitar meu livro (que se propunha defender a fé cristã), eles tiveram o descuido de colocar à disposição de pastores e igrejas uma Bíblia recheada de comentários contraditórios – para não dizer “heréticos.”
Se você esta chocado diante de tudo o que foi exposto, permita-me colocar um pouco mais de pimenta. Nem mesmo entre os que fazem “apologética” há um sentimento que se possa chamar de “união”. Esse é, em nossa análise, um dos principais motivos por trás da fraca onda apologética no Brasil. Não iremos nos estender por questão de ética, mas fica aqui uma dica: consulte os portais apologéticos do Brasil e veja como eles se relacionam, se há um intercâmbio de apologistas.

Autor: Johnny T. Bernardo

Fonte: [ INPR Brasil ]

O Blog Bereianos - assim como o irmão Johnny do INPR - defende a união dos apologistas Cristãos, e o que depender dos esforços do nosso blog, esta união se consolidará cada vez mais. Parabéns Johnny pela iniciativa e perseverança neste ministério difícil, porém extremamente necessário. Que Deus nos dê forças para continuar a batalhar diligentemente pela Fé.

A Comundade Shalomrs defende a apologetica e sabe das dificuldades de todos os que não se conformam com as mentiras vividas pelo "povo de Deus", e nos esforçaremos em fazer a nossa parte, buscando a água pura que somente a Palavra de Deus, nos pode oferecer, sem atalhos, sem ilusões, sem acrécimos, mais cheia de amor, graça de poder!!






Ruy Marinho

Editor - Blog Bereianos
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Nacionalidade Celestial

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mas a nossa cidade [cidadania] está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. (Filipenses 3:20)
Das diferentes nacionalidades existentes no mundo, um aspecto interessante que podemos observar é que cada uma delas possui peculiaridades. Por exemplo, o povo chinês é facilmente identificado por seu semblante e também, por sua cultura que envolve costumes, alimentação, hábitos, idioma, etc.
Assim também ocorre com as demais raças. Cada pessoa carrega consigo os hábitos, o idioma, as preferências e costumes característicos do país em que nasceu, viveu ou foi educado a maior parte do tempo de sua vida.
Nós brasileiros somos um outro exemplo desta verdade. Somos um povo distinto em relação aos demais. Portanto, a nacionalidade é capaz de identificar facilmente uma pessoa.
Em alguns casos, basta olharmos para a fisionomia que já identificamos a origem da pessoa; em outros, é preciso mais do que apenas o contato visual, é necessário também um contato verbal.
Esta fácil identificação também deveria ocorrer com os cristãos. Afinal, os crentes possuem uma nacionalidade singular: são cidadãos do céu . São, nos dizeres do apóstolo Pedro , “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”.(I Pedro 2:9)
Sendo assim, este povo, representado pelos eleitos de Deus, deveria evidenciar em seus semblantes, a marca desta nacionalidade celestial.
Sim, é possível sermos identificados como cristãos simplesmente pelo nosso semblante! Este povo de propriedade exclusiva de Deus deveria ser reconhecido como celestial pelo olhar puro, pelas mãos santas e pelo caminhar íntegro.
Esta nação santa deve ser vista como um povo alcançou tal progresso na vida cristã, a ponto de ser reconhecida eminentemente como nação celestial mesmo sem falar uma única palavra, simplesmente pelo seu proceder.
Deve ser conhecida como de propriedade exclusiva de Deus, pelo idioma cristão, pelos desejos das coisas santas, pelo amor cristão, pelo caráter de Cristo sendo formado em seu interior, pelo proceder, pela união uns com os outros, pelo amor fraternal, pelo perdão, pelas preferências celestiais, pelo agir cristão, pelo alimento que mais buscam, qual seja, o alimento espiritual, a Palavra de Deus e ainda, pelo que pensa, “nas coisas do alto” (Cl 3).
Não somos andarilhos, nem nômades. Temos um lar, temos um destino, já somos cidadãos do céu embora ainda, temporária e provisoriamente, estejamos morando na terra.
Que nunca nos esqueçamos que não somos deste mundo. Novos céus e nova terra nos aguardam e devemos aguardá-las também, pois é para lá que iremos definitivamente. Vivamos aqui, mas pensando nas coisas do Alto.
Se assim vivermos, iremos experimentar ainda que suavemente, uma prévia de como será a indizível realidade de vivermos eternamente no céu com o nosso Senhor.
De fato nós, cristãos, não somos um povo sem nacionalidade, muito menos, somos cidadãos deste mundo. Ao contrário, Deus nos considera, pois de fato somos, nação santa, raça eleita, povo de propriedade exclusiva de Deus.
Não é que seremos esta nação; nós já somos esta nação! Portanto, devemos viver dignamente como cidadãos do céu, homens com um objetivo só: o reino de Deus!
Que toda a nossa vida aqui seja um retrato falado desta magnífica e comprometedora descrição bíblica: “somos nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”!
Que possamos viver tão íntimos do Senhor, andando em seus caminhos diariamente, em tão profunda comunhão com Ele, a ponto de sermos facilmente identificados como uma nação santa e como o povo que pertence exclusivamente a Deus.
Justamente por termos nossa nacionalidade celestial assegurada pela Bíblia é que devemos viver aqui e agora evidenciando os costumes celestiais, falando o idioma celestial, alimentando-nos das coisas celestiais, tendo hábitos celestiais, afetos celestiais, amando as coisas celestiais e, principalmente, desejosos e esperançosos de morarmos definitivamente em nossa cidade celestial, com o nosso Pai celestial.
E você já possui o seu passaporte celestial?

Araripe Gurgel
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Jesus com vergonha de ser chamado Jesus

terça-feira, 4 de maio de 2010

Já faz algum tempo que o nome de Jesus já não é mais o mesmo. Pois é, aliás, infelizmente, desde Constantino que o nome "Jesus" vem perdendo significado e respeito. Antes de você me chamar de herege ou desrespeitoso, saiba que eu não falo do Nome que é sobre todo nome, o qual, um dia, toda língua confessará como Senhor, o Nome proclamado com poder e autoridade pelos apóstolos do Novo Testamento, diante do qual os poderes malignos tremem e se dissipam até hoje. Não falo do Nome anunciado como libertação por mudos e ouvido por surdos, não se trata do Nome Eterno do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que independe da conjunção correta das vogais e consoantes.
Que fique bem claro! Não estou falando do Nome que transcende o nome histórico ou cultural de "Jesus". O Nome do Verbo de Deus é irretocável, não há como ser mal interpretado, distorcido ou distanciado do Nome do Deus Conosco, Príncipe da Paz, Maravilhoso, Deus Forte e Conselheiro visto que este Nome faz efeito é no coração dos que crêem e não em suas cordas vocais.

Entretanto, é preciso entender que existe Jesus e "Jesuses"... o primeiro é Senhor de todas as coisas, até mesmo das nossas vontades, levou sobre si as nossas dores, enfermidades e pecados. O castigo que nos trás a Paz foi posto sobre Ele, apesar dele mesmo não ter cometido nenhum mal ou pecado... este orou por seus inimigos e os abençoou, ensinou o perdão e o amor incondicional. Se ofereceu como fiador e resgatador das nossas dívidas de sangue, mesmo sendo, nós, ainda pecadores e maus, sem merecimento algum. O Jesus, Senhor, ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. E por graça, misericórdia e bondade Dele nos salvou quando expôs os principados e as potestades ao vexame de serem subjugados e vencidos por Ele, em Sua morte inocente na cruz.

Mas existem os "Jesuses" proclamados e "evangelizados" mundo afora que, não obstante seus nomes serem escritos e pronunciados com as mesmas letras que compõem o nome histórico de Jesus, nada tem a ver com o Nome de Jesus, Senhor dos senhores.

O Jesus que pede oferta para abençoar, curar, prosperar ou livrar do "devorador" não é o mesmo Jesus anunciado pelo nosso irmão e apóstolo Pedro, na entrada do templo, ao paralítico que, de um salto, se pôs em pé pelo poder do Nome do Senhor.

Há quem insista em fazer de Jesus um deus pedinte, mesquinho e barganhador, um deus nada misericordioso, que ama somente na medida em que é amado e servido por aqueles "da fé" ou da "visão", que despreza os que não sabem pronunciar seu nome corretamente ou não se desgastam em sacrifícios intermináveis de campanhas, atos proféticos e propósitos puramente humanos.

Sim! O Jesus Senhor, tem vergonha de ser confundido com o Jesus das multidões, das massas de manobra, do mercado do Jesus Gospel, da moda e das fábricas de "levitas" e "ungidos" que proclamam com os pulmões cheios de emoção o nome do Jesus Show e o Jesus Curandeiro ou Exorcista, que fazem o que fazem não para anunciar a chegada do Reino de Deus, mas para lucrar e construir o seu reino particular de mansões nada celestiais.

O próprio Senhor nos preveniu dos "Jesuses" que viriam em seu nome: "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." (Mateus 7.22-23)

O Jesus simples do Evangelho, não pode ser confundido com o Jesus que ensina a obtenção egoísta dos bens de consumo, da ostentação e acúmulo de tesouros onde a traça e a ferrugem destroem, dos templos de mármore e ouro construídos na areia das vaidades de alguns dos modernos "apóstolos", "missionários", "sacerdotes" e "pastores".

O Jesus, Palavra da Vida, não é dobrado pelos decretos do homem, não é convencido pelo muito falar, não é "profetizável" de acordo com a vontade do homem, mesmo que este seja um "homem de Deus", mas o Jesus Senhor é galardoador de todos os que o buscam com gratidão e consciência da boa notícia de que já está tudo pago e que é tudo de graça agora, para qualquer um.

Não é difícil diferenciar o Jesus, Pão da Vida, do Jesus que vive do pão, do dinheiro depositado no altar não com gratidão, mas como bolsa de valores. O Jesus da Verdade ensina que a vontade soberana é sempre de Deus e não dos caprichos humanos. O Jesus Vivo não é o Jesus da religião, do templo ou do proselitismo institucional, político e eleitoral, mas sim o Jesus que tem as chaves da morte e do inferno, que tem as Palavras de Vida Eterna.

Não digo estas coisas afim de ofender ninguém, pelo contrário! Minha oração é para que aqueles que falam em nome deste Jesus poste-ídolo, arrependam-se e creiam no Evangelho genuinamente enquanto há tempo, pois "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme." (2 Pedro 2.1-3)

O Jesus, Verdadeiro Deus, não é o Jesus Mitra ou Maytreia, não é o Jesus restrito ao Cristianismo somente, não é o Jesus Acusador ou Exterminador dos infiéis. O Jesus, Consolador, é o caminho de volta para Deus sem preço, sem mistério, sem magia, sem véus, em qualquer tempo ou lugar, até mesmo onde não se conhece o nome Jesus, mas se confessa na vida o Nome sobre todo o nome do Jesus Senhor.


O Deus que tem o Nome sobre todo o nome te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Pablo Massolar
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Naturezas em conflito

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. (Rm. 7.19).

Por que depois da conversão temos a impressão de que a luta espiritual aumenta? Por que pessoas convertidas sentem vontade de praticar o mal? É possível harmonizar o que sabemos que devemos fazer com aquilo que realmente desejamos praticar?
O próprio apóstolo Paulo não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia. Por vezes sentia como que se dentro dele, existissem duas pessoas que lutavam entre si para assumir o controle de sua vida.
Em varias ocasiões ele pensou que talvez não estivesse convertido. Ele descreve essa luta na carta que escreveu aos Romanos: Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço... Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? (Rm 7:15-24).
Muitas vezes ouvimos a pergunta: pastor, eu acho que não estou convertido. Constantemente sinto vontade de pecar. A minha vida é um permanente conflito. Quero servir a Jesus, mas ao mesmo tempo sinto vontade de fazer coisas erradas. Tem solução para mim?
Por alguma razão, temos a idéia de que no momento da conversão a nossa luta acaba e que a partir desse momento, não pecaremos mais; seremos perfeitos, no sentido de ser exemplo de vida para outros. Mas por que é que a partir do momento que nos entregamos a Cristo a nossa luta se torna maior e o conflito aumenta?
Precisamos entender o que acontece no momento da conversão. Muitos têm a idéia de que na hora da conversão Deus tira de nós a natureza pecaminosa e a joga fora para sempre, colocando em substituição a nova natureza que gosta de obedecer e amar.
Seria maravilhoso se fosse assim, já que nunca mais teríamos vontade de pecar. A fonte da "concupiscência e das paixões deste mundo" não existiria mais. Infelizmente não é assim que sucedem as coisas.
Ao converter-nos, Deus coloca dentro de nós uma nova natureza, a natureza de Cristo. Mas o que acontece com a velha natureza pecaminosa? Ela não sai como muitos imaginam, fica ali, agonizante. Aquela parte que existe dentro de nós que gosta de pecar, foi esmagada e mortalmente ferida.
Depois da conversão passamos a ser pessoas com duas naturezas: a natureza de Cristo, nova, recém-implantada e a velha natureza pecaminosa, "esmagada e mortalmente ferida" que continua dentro de nós.
O ideal seria que a velha natureza permanecesse sempre "mortalmente ferida". Mas essa situação não é definitiva; é circunstancial. Na primeira oportunidade que receber alimento, ela ressuscitará; e se continuar sendo alimentada, ela recuperará completamente as forças e lutará para expulsar de nossa vida a nova natureza.
É por isso que depois da conversão a luta aumenta. O homem sem Cristo tem uma só natureza, a natureza com que nasceu e essa natureza faz as coisas erradas na hora que deseja. Não existe ninguém para se opor. Não existe luta, não há conflito. Mas a partir do momento que você entregou sua vida a Cristo, você experimentou o milagre da conversão, tem agora uma nova natureza e ela se opõe à velha.
Por isso, a vida da pessoa não convertida, pode parecer mais leve. Ele só tem uma natureza e ela assume o controle da vida, não tem oposição. Mas logo depois da conversão, quando o homem pensa que a velha natureza foi embora, descobre que ela continua dentro e o conflito começa. São duas naturezas e as duas estão lutando.
Paulo conseguiu entender este conflito quando escreveu: Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito... Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Rm 8:5-9).
As duas naturezas estão em luta, uma delas vencerá, uma delas assumirá o controle completo de sua vida, uma delas sobreviverá e a outra morrerá. Qual delas será a vitoriosa? Isso vai depender de sua decisão. Só uma das naturezas poderá assumir por completo o domínio de sua vida, e sem dúvida será aquela que for melhor alimentada.
Ocorre que os indivíduos, geralmente, alimentam mais a natureza pecaminosa e esta é a causa de nosso fracasso constante, mesmo depois de nossa conversão. Deus realizou em nós o milagre da conversão, implantou em nosso coração a nova natureza, mas não cuidamos dela, não a alimentamos e em conseqüência a velha natureza está sempre tomando o controle de nossa vida.
A nossa vitória e em conseqüência, a nossa felicidade na vida cristã, depende de como alimentamos a natureza de Cristo e matamos de fome a outra. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências(Gl 5:24).
Temos que manter nossa velha natureza pregada na cruz. Enquanto estivermos neste mundo, não há modo de nos livrarmos da natureza velha completamente. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fl 4:8).
Ele está falando do alimento da nova natureza. Ele tinha descoberto finalmente o segredo da vida vitoriosa. Ele não alimentava mais a velha natureza. A natureza de Cristo tinha assumido agora o controle de sua vida. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus.(Gl 2:20).
Cristo garantiu a sua vitória na cruz. Nos momentos em que você acha que todo mundo o abandonou, que você nunca conseguirá, que você é um fracasso completo, lembre-se de que Ele está aí, amando-o, perdoando-o, sustentando-o.
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Voce conhece seu dono?

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Escutem as palavras de Isaías:
"O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.(Isaias 1:3)Por que vocês acham que Isaías escolheu o boi e o jumento? A resposta óbvia é: De todos os animais, eles são os mais estúpidos. De entre todas as criaturas do universo eles são os mais obstinados e difíceis de se tratar.
Por isso Isaías tomou o boi e o jumento para estabelecer este ponto. Até o boi e o jumento conhecem seu dono e a manjedoura de seu dono. Apesar de obtusos e estúpidos, como eles são, eles têm um instinto que faz com que reconheçam seu dono. E muito difícil conduzir um boi; um jumento por vezes parece ser irremovível. Vocês podem puxar, empurrar e bater num jumento e ele não se move, mas, quando está com fome e vê seu dono chegar com uma vasilha, ele se apressa imediatamente ao seu encontro! O boi e o jumento obedecem a seu instinto: eles querem a comida, e observam a pessoa que traz a mesma. Eles parecem ser tão obtusos, estúpidos e desatentos, incapazes de reagir a qualquer tipo de persuasão, porém quando se trata de comida e sustento, eles imediatamente obedecem à lei de seu ser e se apressam a consegui-lo. Mas homens e mulheres não fazem assim! Eles são mais tolos que um boi ou um jumento!
Prosseguindo, não é meramente loucura, é verdadeiramente uma questão de perversão; homens e mulheres são anormais. O boi e o jumento são perfeitamente normais. Pode ser que tenham uma natureza estúpida, mas o instinto de auto-preservação, o instinto de ter sua fome saciada, funciona e os põem assim no lugar certo. Eles se lembram, eles sabem, eles observam e agem. Todavia, os seres humanos não fazem isso. Eles, que foram feitos senhores da criação, se comportam de forma pervertida e antinatural, pervertida: eles negam a lei de seu próprio ser.
Como é isso? Bem, todos os homens e as mulheres que já viveram sempre tiveram dentro de si uma senso de Deus e da eternidade. Arqueologistas, que podem até mesmo não ser cristãos, foram capazes de mostrar de forma conclusiva que mesmo as raças mais primitivas têm uma crença num Deus supremo e completo. Achados arqueológicos sustentam esta verdade que a Bíblia sempre ensinou. Naturalmente, sei que muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas tentando provar que não existe Deus. Esse é o meio pelo qual tentam silenciar essa percepção, esse sentimento, esse instinto, de que há alguém, algo mais alto e maior do que eles. Os gregos antigos possuíam esse sentimento. Eles construíram seus templos para Zeus, Artemis e Apoio, e entre eles havia um altar "AO DEUS DESCONHECIDO" (Atos 17:23). Eles não podiam lhe dar um nome, mas sabiam que existia - um deus, um poder.
Todo ser humano sente instintivamente que não fomos feitos para este mundo. As palavras de Longfellow "Tu és pó, ao pó tomaras" não se referiam à alma. Deus colocou a eternidade em nossas almas e em nossos corações. Não podemos nos imaginar chegando a um fim.
Você pode dizer: "Ora, não acredito que continuamos após a morte".
Mas eu não estou perguntando o que você crê. Estou perguntando qual é o seu instinto, e seu instinto lhe diz que você irá prosseguir. E um instinto vindo do ser de Deus, e do fato de que esta não é a única vida. Você tem um instinto de eternidade.
Contudo, homens e mulheres, em vez de obedecer a este instinto, como o boi e o jumento obedecem ao seu instinto, deliberadamente lutam contra o mesmo. Eles tentam livrar-se dele, desmenti-lo, e se acham espertos ao fazê-lo. Eles argumentam e raciocinam contra o mesmo. No entanto, o instinto está lá e não conseguem sufocá-lo, e assim eles se encontram num conflito perpétuo. Esse é o motivo pelo qual eles são mais idiotas do que os animais, mais estúpidos do que o boi e o jumento.
Mais do que isso, e ainda mais vergonhoso, homens e mulheres se deliciam e se gloriam no que é oposto a este instinto. Todas as pessoas possuem a compreensão do certo e do errado, mas homens e mulheres modernos se aprazem em sufocar a percepção do certo, e se gloriam no erro e no mal. Não preciso lhes dar evidência disso pois, infelizmente, é dolorido e óbvio, e está constantemente diante de todos nós.
Parece-me, lendo a análise da maioria dos críticos de filme e drama do tempo presente, que se alguma coisa é limpa deve ser rejeitada como primitiva e infantil. Nada é de qualquer interesse exceto o que é corrompido, pervertido e repulsivo. Isso é realismo; isso é que é arte! E se gloriam nisto - "...O deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos" (Filipenses 3:19). Eles são piores que o boi e o jumento. Animais não fazem tais coisas, só os humanos fazem tais coisas. Eles mesmos se fazem de loucos.
Eles se pervertem a si mesmos e mostram esta perversão. Eles violentam a lei de seu próprio ser.
E, finalmente, homens e mulheres rejeitam todo ensino e toda luz que lhes são oferecidos para resgatá-los. O boi e o jumento, mesmo obtusos e estúpidos, vêem o dono chegando com a vasilha e o alimento e correm para ele. Mas, o que fazem os homens e as mulheres quando a luz lhes é oferecida na sua escuridão? O que fazem quando a salvação lhes é oferecida no seu estado de perdição? Eles reagem contra a oferta; eles a rejeitam; eles a contradizem. E se acham espertos ao fazer assim. Nosso Senhor disse: "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Tudo o que eles precisavam estava na frente deles, porém argumentaram, resistiram, lutaram, jogaram pedras e O crucificaram. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." O pecado perverte os seres humanos e os torna néscios.
Fonte: [ Martyn L. Jones ].
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PALAVRAS DE VIDA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

“Eipen afrôn en kardia autou ouk esti Theos”"Diz o néscio em seu coração: Não há Deus" - Sl. 53 (Septuaginta)
Entre as elucubrações filosóficas acerca da verdade, se absoluta ou relativa, coloca-se uma terceira que é a Verdade Indiscutível. Existe uma verdade indiscutível, porque espiritual. Não a verdade meramente racional, questionável, humana; mas a Verdade que transcende dada à sua origem, o seu berço, a sua dimensão. Na concepção teística a Trindade é onipotente, onipresente e onisciente. Sobre tal premissa repousa a doutrina do Deus cuja morada é altíssima, não entre os homens. Qualquer declaração que esta Trindade fizesse, seria – admitamos – verdadeira. Seria a Verdade Indiscutível, porque sobre-humana, sobrenatural, espiritual e divina. - Jesus é esta Verdade.Os raciocínios humanos são falhos, por melhor elaborados que sejam, porque sujeitos à imperfeição da criatura desfigurada pela transgressão pecaminosa. Filósofos tatearam em busca da definição do que seria a verdade. A sabedoria humana, entretanto - dizem-nos as Sagradas Escrituras – é loucura para Deus. Assim como, em correspondência, a sabedoria divina é loucura para o homem natural e psíquico.Apropriar-se da verdade não significa a aquisição de verdades. Aquela, a Verdade, é o tronco; as demais são apenas galhos. Pôncio Pilatos, procurador romano, não teve sabedoria suficiente para esperar a resposta de sua indagação a Jesus do que seria a verdade. “Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz – dissera o Mestre. - “Perguntou-lhe Pilatos: O que é a Verdade?”. No corredor dos séculos a pergunta ainda persiste: O que é a Verdade? Envolveria ela os segredos do universo, da criação do mundo? Da criação do homem?A sociedade moderna pouco cogita destas indagações. O correr de uma para outra parte, a inquietação com o aqui e o agora afasta o ser humano das principais finalidades de sua existência: conhecer a Deus e conhecer a si mesmo. O conhecimento de Deus - cantou o sábio Salomão - é o princípio da sabedoria. Pregar o Evangelho é pregar a sabedoria de Deus. É pregar a verdade do Deus que disse: “ Eu sou o caminho, a Verdade e a vida”. – Jo. 14.6.Há alguns que são da verdade. Alcançaram a graça da revelação. Ouviram o chamamento do Pai na voz do Seu amado Filho, Jesus, e estão sendo conduzidos na energia do Seu Espírito Santo. Dissera o Senhor: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a sua porta, entrarei em sua casa, com ele cearei e ele ceará comigo”.As pseudas verdades serão sempre atrativas aos homens. Entre o trigo haverá sempre o joio. Mas a Verdade de Deus ressuscitou dentre os mortos, vive e viverá para sempre, no céu e na vida de Seus aprendizes, proclamadores da Sua glória.Só Jesus.
***Serafim Isidoro.
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Fabrica de Loucos

quinta-feira, 8 de abril de 2010



Esta semana tomei conhecimento de um dado estatístico assustador: 70% dos pacientes internados em manicômios do Brasil são de origem evangélica. Sinceramente, perdi o chão. Que a religião pode ser um fator que contribui para o desequilíbrio psíquico, ao mesmo tempo que pode constituir um espaço confortável para desequilibrados mentais, eu já sabia, o que não sabia era que a contribuição evangélica para este desastre fosse tão acentuada.
A razão para esse trágico dado passa pela teologia, pela liturgia, e principalmente pelo compromisso do resgate de um Cristianismo mais bíblico, emoldurado pela Verdade escrita e não pela “verdade” sensitiva. Já não é de agora que denominações inteiras cultivam e estimulam um emocionalismo barato, sem o menor temor de rotular suas práticas ao “mover do Espírito Santo”. Com isso, transformam suas reuniões e grandes encontros num autêntico espetáculo do circo dos horrores, com gente caindo pra todo lado, tremendo, correndo, saltando e expressando sua insanidade em gargalhadas descontroladas, tudo isso sob a bandeira de um suposto “avivamento espiritual”. O mais preocupante em todo esse processo é a falta de alguém lúcido e psicologicamente são, que seja capaz de sugerir um exame criterioso das Escrituras.
A espiritualidade cristã jamais será moldada por qualquer geração doente. A chancela do que é saudável e do que é doentio é dada pelo próprio Cristo, por Seu ensino e exemplo. A tentativa de desenvolver uma espiritualidade vinculada à cultura ou às tendência de qualquer desequilibrado que aparece, contando uma visão ou uma revelação, só contribui para aumentar o número dos que dão entrada em clínicas psiquiátricas em meio a verdadeiros surtos psicóticos. O pior de tudo isto é que ninguém fala absolutamente nada.
É bem provável que a causa deste silêncio seja o despreparo teológico da maioria e a construção de certos paradigmas podres. Um deles é relacionar o estudo teológico à falta de unção. Com todo respeito, não há estupidez maior do que esta. Na verdade, é a resistência ao texto que colocou o movimento evangélico no Brasil e no mundo sob suspeita.
Uma rápida leitura dos Evangelhos, deixará em qualquer leitor minimamente atento, a real impressão de que o ministério de Jesus foi reflexivo. Ele nunca tencionou provocar transes e catarses. Suas mensagens e ensinamentos tinham o objetivo de fazer sua audiência pensar. Logo, embarcando na boléia de Jesus, Sua espiritualidade tinha um caráter mais cognitivo do que sensitivo, por isso Ele foi chamado de Mestre.
Já estou antevendo os comentários que chegarão: “O intelectualismo é morte”; “a letra mata”; “a teologia não presta pra nada”… Mas, vou correr o risco e fazer uma colocação final.
Todo cristão precisa estar comprometido com Cristo e o seu ensino. Nenhuma manifestação que escape ao escrutínio bíblico e não faça parte das práticas pessoais de Cristo e dos apóstolos, merece ser considerada, sequer analisada como possivelmente legítima, sob o risco de se abraçar a loucura ao invés da fé. Pense nisto!
Sola Escriptura!
Pr. WeberFonte
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Como passar o dia com Deus

terça-feira, 23 de março de 2010

“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
Os escritos, a pregação e a vida de Baxter produziram um inegável reavivamento espiritual na cidade de Kdderminster, onde realizou o seu ministério. Quando ele chegou na cidade, eram poucos os crentes e duvidosas as suas conversões. Algum tempo depois, entretanto, o templo de sua igreja teve que ser aumentado - ainda assim, não comportava mais as pessoas, que escalavam as janelas para ouvir suas pregações. A seguir, algumas instruções práticas deixadas pelo autor para vida diária, visando a santificação do crente.
Sono- Controle o tempo do seu sono apropriadamente, de modo que você não desperdice as preciosas horas da manhã preguiçosamente em sua cama. O tempo do seu sono deve ser determinado pela sua saúde e labor, e não pelo prazer da preguiça.
Primeiros Pensamentos- Dirijam a Deus os seus primeiros pensamentos ao acordar, elevem a Ele o coração com reverência e gratidão pelo descanso desfrutado durante a noite e confiem-se a Ele no dia que inicia. Familiarizem-se tão consistentemente com isto, até que a consciência de vocês venha a acusá-los quando pensamentos ordinários queiram se insurgir em primeiro lugar. Pensem na misericórdia de Deus mesmo naquelas noites que estiverem mal acomodados, padecendo dores e enfermidades, cansados do corpo e da vida. Pensem em quantas almas foram separadas dos seus corpos nesta noite, aterrorizadas por terem de se apresentar diante de Deus, e em quão rapidamente os dias e noites estão passando! Quão rapidamente a última noite e dia de vocês virão! Considerem no que está faltando no preparo da alma de vocês para tal momento e busquem isso sem demora.
Oração- Acostumem-se a orar sozinhos (ou com o cônjuge) antes da oração coletiva em família. Se possível, que isto seja feito antes de qualquer outra ocupação.
Culto Familiar- Realizem o culto familiar consistentemente e em uma hora em que é mais provável que a família não sofra interrupções.
Propósito Básico- Lembrem-se do propósito básico da vida de vocês, e quando estiverem se preparando para trabalhar ou realizar atividade neste mundo, que a inscrição santos para o Senhor esteja gravada no coração de vocês em tudo o que fizerem. Não realizem nenhuma atividade que não possam considerar agradável a Deus, e que não possam verdadeiramente afirmar que Deus a aprova. Não façam nada neste mundo com nenhum outro propósito que não agradar a Deus, glorificá-lo e gozá-lo. O que quer que fizerdes, fazei tudo para a glória de Deus (1 Co.10:31).
Diligência na Vocação- Realizem as tarefas concernentes à ocupação de vocês cuidadosa e diligentemente. Assim fazendo:
1. Vocês demonstrarão que não são preguiçosos e escravos da carne (como aqueles que não pode negar o comodismo); e estarão mortificando todas as paixões e desejos que são alimentados pelo comodismo e preguiça.
2. Vocês estarão mantendo fora da mente os pensamentos indignos que fervilham nas mentes de pessoas desocupadas.
3. Vocês não estarão desperdiçando tempo precioso, algo do qual pessoas desocupadas tornam-se diariamente culpadas.
4. Vocês estarão num caminho de obediência a Deus, enquanto que os preguiçosos estão em constante pecado de omissão.
5. Vocês poderão dispor de mais tempo para empregar em deveres santos se realizarem suas tarefas com diligência. Pessoas desocupadas não têm tempo para os deveres espirituais, porque desperdiçam tempo demorando-se em seus trabalhos.
6. Vocês poderão esperar bênçãos da parte de Deus e provisões confortáveis para vocês e para as suas famílias.
7- Isto também pode exercitar o corpo de vocês, o que poderá habilitá-los mais para o serviço da alma.
Tentações e coisas que Corrompem- Estejam perfeitamente familiarizados com as tentações e coisas que tendem a corromper vocês, e sejam vigilantes o dia todo contra isso. Vocês devem estar alerta especialmente para as tentações que têm se mostrado mais perigosas e cuja presença ou emprego sejam inevitáveis. Estejam alertas contra os pecados mestres da incredulidade: a hipocrisia, a auto-suficiência, o orgulho, o agradar a carne e o prazer excessivo nas coisas terrenas. Tenham cuidado para não se deixarem atrair para uma mente mundana, e para os cuidados excessivos, ou desejos cobiçosos pela abastança, sob a pretensão de serem diligentes no trabalho de vocês. Se tiverem que negociar com outras pessoas, tenham cuidado contra o egoísmo ou qualquer coisa que se assemelhe à injustiça ou falta de caridade. Ao lidar com as pessoas, estejam alertas para não usarem de palavras vãs e desocupadas. Sejam vigilantes também com relação às pessoas que tentam vocês à ira (ou a qualquer tipo de pecado). Mantenham a modéstia e a clareza no falar, que as leis da pureza requerem. Se tiverem de conviver com bajuladores, sejam vigilantes para não se deixarem inchar de orgulho. Se tiverem de conviver com pessoas que desprezam ou injuriem vocês, resistam contra a impaciência e o orgulho vingativo. No início estas coisas serão muito difíceis, enquanto o pecado for forte em vocês. Mas tão logo tiverem adquirido profunda compreensão do perigoso veneno de qualquer destes pecados, o coração de vocês irá pronta e facilmente evitá-los.
Meditação- Quando estiverem sozinhos nas ocupações de vocês, aprendam a remir o tempo em meditações práticas e benéficas. Meditem na infinita bondade e perfeição de Deus, em Cristo e na obra da redenção, nos céus e em quão indignos são de irem para lá e em como vocês merecem a miséria eterna do inferno.
Remindo o Tempo- Valorizem o tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em não desperdiçá-lo do que o são em não desperdiçar dinheiro. Não permitam que recreações inúteis, conversas vãs e companhias não proveitosas, ou o sono, roubem o preciosos tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em escapar das pessoas, ações ou situações da vida que tendem a roubar o tempo de vocês do que o seriam em escapar de ladrões ou salteadores. Certifiquem-se não apenas de não estarem sendo desocupados, mas de estarem usando o tempo de vocês da maneira mais proveitosa possível. Não prefiram um caminho menos proveitoso a um outro de maior proveito. Comer e Beber- Comam e bebam com moderação e gratidão, para serem saudáveis e não por prazer inútil. Jamais satisfaçam o apetite pela comida ou bebida quando isto tender a fazer mal à saúde de vocês. Lembrem-se do pecado de Sodoma: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade, teve ela e suas filhas...” (Ez.16:49). O Apóstolo Paulo chorou quando mencionou aqueles “cujo destino é a destruição, cujo deus é o ventre, e cuja glória está na infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp.3:19). Estes são chamados de inimigos da cruz de Cristo (v.18). “Porque se viverdes segundo a carne caminhais para a morte; mas se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm.8:13).
Pecados prevalecentes (queda em pecado)- Se qualquer tentação prevalecer, e vocês vierem a cair em qualquer pecado adicional às deficiências habituais de vocês, lamentem imediatamente e confessem isto a Deus. Arrependam-se rapidamente, custe o que custar. Certamente custará mais ainda continuar no pecado e sem arrependimento. Não façam pouco caso das falhas habituais de vocês, mas confessem-nas e esforcem-se diariamente contra elas, tendo cuidado para não agravá-las pela falta de arrependimento e pelo descaso. Relacionamentos- Atentem diariamente para os deveres especiais relativos aos vários relacionamentos de vocês, seja na condição de maridos, esposas, filhos, patrões, empregados, pastores cidadãos ou autoridades. Lembrem-se de que cada relação tem seus deveres especiais e seus proveitos da realização de algum bem. Deus requer de vocês fidelidade nestes relacionamentos, bem como em quaisquer outros deveres. Ao Final do Dia- Antes de dormir, é sábio e necessário relembrar as nossas atitudes e misericórdias recebidas durante o dia que termina, de maneira que sejamos agradecidos por todas as misericórdias recebidas e humilhados por todos os pecados cometidos. Isto é necessário a fim de que vocês possam renovar o arrependimento bem como ser mais resolutos na obediência, e a fim de que examinem a si mesmos, para ver se a alma de vocês progrediu ou piorou, para ver se o pecado foi diminuído e a graça aumentada; e para avaliar se vocês estão mais preparados para o sofrimento, para a morte e para a eternidade.
Conclusão- Que estas instruções sejam gravadas na mente de vocês e se tornem práticas diárias nas suas vidas. Se vocês observarem sinceramente estas instruções, elas vos conduzirão à santidade, à frutificação, à tranqüilidade na vida, e ainda acrescentarão a vocês uma morte confortável e em paz.
*Nota sobre o Autor: O Rev. Richard Baxter foi um conhecido pastor reformado.Viveu na Inglaterra durante o século XVII (1615 - 1691). Era um não-conformista, que tentou reformar a Igreja da Inglaterra, sendo muitas vezes preso por isso. Dentre os seus livros mais importantes estão: O Pastor Reformado (PES), O Descanso Eterno dos Santos, A Vida Divina, Um Tratado sobre a Conversão, Um Apelo ao não Convertido, Agora ou Nunca, Convite para Viver (PES) e muitos outros clássicos evangélicos.
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Raposinhas

terça-feira, 9 de março de 2010

“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos”... (Ct. 2.15).
Não tropeçamos em montanhas, mas em pequenas pedras. As montanhas conseguimos enxergar, elas são grandes e ao longe podemos avistá-las. Porém, o mesmo não acontece com as pedrinhas. Muitas delas estão à beira do caminho prontas para nos fazer tropeçar.
A característica de muitas pessoas é a fraqueza de caráter, o que resulta fatalmente na prática de pecados considerados sem importância. Pequenas mentiras, maledicências, ligeiras fraudes, expressões de mau humor e muitas outras reações que, ao se repetirem, tiram de nós a sensibilidade da consciência.São essas centenas de coisinhas corriqueiras que, acabam impedindo nossa comunhão com Deus.
O que o poeta bíblico quis dizer com "raposinhas"? Parece que elas gostavam de cavar ao redor das videiras cobertas de flores. Elas são as pequenas coisas a que não damos muita importância, mas que, infelizmente, teimam em estar presentes em nossa vida - é aquela palavra a mais, ao final da discussão, que não precisava ser dita, e você insiste sempre em dizer, é o gesto desprovido de mansidão, é a dureza de julgamento, são os ciúmes que a esposa não consegue esconder ou o perfeccionismo do marido que insiste em que tudo seja feito do jeito que ele gosta.
Engana-se quem imagina que são os grandes problemas que destroem um casamento, uma família ou uma grande amizade. Pelo contrário, quando uma grave tormenta se abate sobre o lar, tal como um acidente de um dos familiares ou uma doença grave e repentina, a tendência dos membros da família é se unirem e estreitarem seu relacionamento para lutar com todas as forças contra aquele "inimigo" indesejável.
Agora, difícil mesmo é lutar contra as "pequenas raposinhas" que aparecem sob o vinhedo, e pouco a pouco vão destruindo sua formosura, até que ele seque completamente. Muitos erros que cometemos, consideramo-os pequenos, sem importância, mas por sua freqüência e sua quantidade, devastam nossas vidas: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (1 Co 5:6).
Não nos desculpemos alegando que todos cometem tais erros. É exatamente no cotidiano das nossas vidas que nós, ao nos intitularmos "cristãos", portanto seguidores de Cristo, temos a oportunidade de agir diferente de "todo o mundo". Na realidade, essas pequenas negligências a que nos permitimos farão com que "o ramo" não tenha fruto. (Jo 15:12).
A vinha estava em flor, prometia muito, e agora estava devastada. Não há fruto! Nossa comunhão com Deus está prejudicada. A leitura da Bíblia não tem mais o mesmo sabor, ou nunca fez parte de nossas vidas. Não achamos mais prazer na oração, e também não paramos mais para conversar com Deus. As reuniões de oração, os cultos de domingo, eram para nós um verdadeiro "oásis" refrescante, mas hoje não nos atraem mais ou nelas não mais encontramos o conforto.Na vida da igreja, as "raposinhas" são aqueles pequenos acontecimentos desagradáveis, à princípio sem maior importância, mas se não damos cabo deles, logo começam a perturbar o relacionamento dos irmãos e pequenas intrigas surgem aqui e acolá, e quando menos se espera, todo o vinhedo construído com tanto amor foi destruído - não pela ação maléfica do mundo nem tão pouco por uma investida insidiosa de Satanás.
Tudo isso são como imperceptíveis "raposinhas", que às vezes nem nos damos conta de sua existência em nossas vidas. Mas uma coisa é certa: o resultado é sempre devastador! Não há jejum e oração que mantenha o vinhedo bonito se, por outro lado, ele estiver sendo devastado pelas pequenas raposas.
Sansão derrotou inimigos fortíssimos, mas depois foi vencido porque permitiu a ação destruidora de uma delas em sua vida. Gideão, grande herói da Bíblia que venceu batalhas com poucos homens, mas, ao final de sua vida permitiu que uma pequena vaidade levasse Israel de volta à idolatria. Crentes amarram Satanás todos os dias nas grandes concentrações, mas não apanham as raposinhas que estão destruindo sua vida familiar.
E o que é mais grave, há cristãos hoje, preocupados com a besta do Apocalipse, com maldição hereditária, com demônios territoriais, com a temperatura do inferno, com cura interior e não fazem a menor idéia que aquilo que eles devem temer e se preocupar de verdade é com aquele olhar furtivo que lançam sutilmente ao sexo oposto.
Tem de se preocupar é com aquele sentimento de auto-suficiência que, devagarzinho, devagarzinho, os tem afastado do Deus vivo. Só há uma maneira de manter a videira bonita, a família saudável e a igreja abençoada: "apanhando" tudo aquilo que destrói uma relação de amor. Sim, apanhe tudo isso e dê um fim em nome de Jesus. Talvez o que o cristão mais precise hoje é reconhecer a existência dessas "raposinhas" em sua vida. Não é bom sinal se não estamos conseguindo dar cabo delas. É sinal de que alguma coisa vai mal lá dentro de nós, é sinal que há um "sabotador" em nosso interior que está destruindo aquilo que levou anos para crescer. É sinal de que não estamos bem conosco nem com Deus. Se tais sinais estão aparecendo em sua vida, preste bem atenção: já é hora de você afugentar essas raposinhas!
Que a partir de hoje, você comece a enxergar aqueles detalhes que estão prejudicando o seu relacionamento com Deus. Aquelas “pedrinhas” que, muitas vezes, são deixadas de lado, mas que com o tempo se tornam grandes obstáculos. As vinhas estão em flor; não deixe que elas sejam destruídas por pequenas coisas.
*Pastor
* Araripe Gurgel
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Deus não erra!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS. Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas.
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.
Ele nunca erra! Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Toda a manhã ofereça seu dia a Deus.
Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos. E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!
Sabe por que você recebeu essa mensagem? Eu não sei, mas Deus sabe, pois Ele nunca erra.......
O caminho de Deus é perfeito e a sua palavra sem impureza. Ele é o caminho de todos que nele confiam, como diz em 2º Samuel - 22 - 31.
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