A Apologética e o Coração

terça-feira, 1 de junho de 2010


Por Douglas WilsonTalvez eu deva começar por explicar que eu entendo um (ofensivo) argumento ad hominem como um erro lógico. Não há nenhuma razão para pensar que nós temos refutado alguém nas discussões simplesmente porque temos energicamente as atacado pessoalmente. Há também outro erro, de perto relacionado com o ad hominem, denominado "Bulverismo" por C.S. Lewis. [1] Ele indicou a tendência moderna de dispensar uma discussão em terrenos não mais férteis do que o fato de que você explicar como teu adversário veio a crer [nesse argumento]. Mas disto não se depreende que há conexão entre o estilo de vida e a verdade. É insuficiente sustentar que o ateísmo de Jones pode não ser verdadeiro porque ele chuta seu cachorro. Se ele propõe os argumentos, então os argumentos devem ser endereçados. Um método apologético completo endereçará os argumentos, enquanto que ao mesmo tempo entendida e levada em conta sua fonte.



Como cristãos, nosso objeto intelectual é pensar os pensamentos de Deus. Nosso objetivo não deve ser uma falsa "originalidade" humanística, mas talvez num sentido de submissão às coisas do modo que elas são. Isso ocorre porque cremos que o mundo é como é por causa do Criador e Sustentador de todas as coisas. Mas se a verdade é para ser encontrada por submissão à verdade de Deus, então ela não se torna uma questão de opinião se alguém se arroga ter encontrado a verdade, mas está vivendo em aberta afronta à lei de Deus?



Por exemplo, Karl Marx se dedica a uma discussão prolongada, aguda e amarga com a realidade.[2] O poeta Shelley era um existencialista [3]. O filósofo Jean-Paul Sartre era um notório explorador de mulheres. A mais notável foi sua amante, Simone de Beauvoir. "Em todos os elementos essenciais, Sartre a tratou não melhor do que Rousseau fez à sua Therese; o pior, porque ele foi notoriamente infiel. Nos anais de literatura, há poucos casos piores de um homem explorado uma mulher. Isso tudo é o mais extraordinário porque de Beauvoir foi uma feminista por toda a vida."[4] Não seria de todo difícil encher um volume com nomes de homens e mulheres que sacudiram seus punhos ao céu com menos do que motivos altruístas.[5]



Agora, é bem verdade que os padrões éticos de um homem não têm um suporte direto na sua concepção de que 2 + 2 = 4, ou de que o sol nasce no leste. Mas suponha que o assunto em debate é a existência de um Juiz. O debate está em que há Um que pesará e avalia o pensamento e feito dos filhos de homens, e lançará o que o Odeia à escuridão exterior. É o estilo de vida dos participantes realmente irrelevante? Em outras palavras, o acusado é qualificado para dar juízos acerca do existência do Juiz?



O coração do problema é o coração. "Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos..." (Rom. 1:18-22).[6]



Um problema moral (recusa para glorificar a Deus como Deus, e recusa para graças a Deus) é a causa de um problema intelectual. Não há outro caminho ao redor. Nossa condição ética não pode ser preservada e protegida pelo intelecto. Os dois estão conectados, mas não no caminho que os cristãos freqüentemente supuseram. Nós somos para proteger nosso intelecto através de nossa posição ética diante de Deus.[7] A razão pela qual o incrédulo não crê não tem nada a ver com falta de argumentos. Sua falta de desejo para ouvir os argumentos sobre a verdade do cristianismo, um tanto, é o resultado da incredulidade.



Às vezes levamos a apologética evangelística como se os homens não regenerados não amassem seu pecado. Nós falamos e agimos numa defesa intelectual da fé, no entanto, que de alguma maneira dêao rebelde um desejo para a santidade. Não é assim. Nós discutimos com eles, supondo que eles quererão se submeter a esta verdade, se somente eles souberem que isto seja a verdade. Mas eles sabem que isto é verdadeiro, e eles não querem se submeter à verdade (Rom. 1:28). Neste ponto, muitos evangelistas e talvez os apologetas são tentados a recorrer ao desespero. Tal como Ezequiel, eles são incertos acerca da eficácia de profetizar aos ossos. Mas veremos isso em breve.



O intelecto é proteção insuficiente para a moralidade. Mas a obediência protege o intelecto. Credo ut intelligam. Se eu recuso a fazer o que creio, então no final estou recusando a compreender. O testemunho da Escritura é que a rebelião ética produz escuridão intelectual. É falso dizer que nós podemos proteger nossas vidas com argumentos; nós protegemos, um tanto, a integridade e a confiabilidade do argumento pelo modo como vivemos nossas vidas. Em resumo, o desobediente eventualmente procurará por argumentos que lhe justificarão a sua desobediência. Porque nenhum argumento pode ser ao mesmo tempo verdadeiro e válido, em pouco tempo o rebelde começará a atacar o próprio argumento, i.e. "Falsas categorias aristotélicas etc." [8] cristianismo é rejeitado inicialmente em nome da razão mas, além do cristianismo, a razão cai para um desespero irracional.



Essa é a razão pela qual um reavivamento da santidade produzirá sempre um reavivamento da aprendizagem. Não flui na mão inversa; a aprendizagem não produz a santidade. O conhecimento infla, mas o amor fortalece, e dentre as coisas que se fortalecem está o conhecimento. Essa é a razão pela qual também um abandono da santidade ao final destruirá a aprendizagem. O processo começa com a loucura disfarçada como escolaridade e aprendizagem, i.e. a loucura, está enfeitada com notas de rodapé.[9] Finalmente, quando a falência se tornar evidente a todos, então a própria escolaridade será denunciada.



Modo



Dado este relacionamento entre a santidade e o intelecto, o modo com o qual nós expomos em nossa apresentação da verdade é importante. Em II Timóteo 2:23-26 somos instruídos para instruir "em humildade" a quem se opuser a nós, com a esperança de que Deus lhe conceda o arrependimento. O Deus soberano usa meios na salvação do rebelde, e um dos meios é a humilhante instrução do justo. Particularmente, o apologeta dever cultivar duas coisas em sua conduta ao mesmo tempo em que fala com aqueles que estão nos moldes de Romanos 1. Sua conduta deve se endereçar às duas áreas identificadas nessa passagem como sendo o coração do problema, i.e. a recusa para dar honra a Deus como Deus, e o recusa para lhe dar graças.



Primeiro, o apologeta deve se encher com uma compreensão da majestade de Deus. Se a rebelião daquele que está diante de você vem de uma teimoso cegueira dessa majestade, então como ele pode ser ajudado por um evangelista com o mesmo problema? A futilidade, a vulgaridade e a tolice que caracteriza muito do cristianismo evangélico não estará com o sucesso rebocado com a cal de uma discussão. Por que em nossas modernas declarações da verdade evangélica falta o tom triunfante e majestoso do profeta Isaías? "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento." (Is 40:28). Essa é a convicção do escritor de que sente que a grandeza de Deus está perdida na igreja em geral por causa da rejeição difundida da compreensão bíblica de quem Deus realmente é. Nada esvazia um homem de si mesmo o bastante como o fato de que Deus é Deus em tudo, e não pode ser substituído por qualquer criatura, incluindo-se a salvação da mesma.[10]



Segundo, o apologeta deve ser preenchido com ação de graças e gratidão. Novamente, porque a rebelião do homem está enraizada numa recusa em dar graças a Deus, quanto mais ele estiver evidente para cristãos gratos, melhor. O mistério da gratidão começa bem no princípio. Quem entre nós não tem visto alguns sujeitos emburrados, crianças rebeldes recusando-se a agradecer um adulto por alguma ou outra coisa? Há alguma coisa na natureza pecaminosa do homem que não quer a gratidão, e dizer "muito obrigado" para Deus seria uma indicação intolerável de gratidão.[11]



Se estas duas atitudes são evidentes, então elas seriam usadas por Deus para convencer o ouvinte de seu problema básico. Não é dizer que aquelas palavras não tenham importância. As palavras de verdade são o prego que deve ser dirigida ao coração. A submissão do evangelista para Deus como Deus, junto com seu agradecimento, é o martelo. Quem bate o martelo é o Espírito Santo; Ele é o Único que concede o arrependimento.



Conteúdo



É vital lembrar que o evangelismo, e por conseguinte a fiel apologética, pode ser dividido em dois aspectos: lei e evangelho (não confundir com a distinção dispensacionalista ou luterana). Muito do evangelismo moderno não dá fruto simplesmente porque estes elementos são negligenciados, ou torcidos.



Quando a lei vem para um homem não regenerado, ela sempre faz duas coisas: ele o reconhece como verdadeiro, e ele o odeia como verdadeiro. Não é nossa posição procurar persuadi-lo de que ele tem uma obrigação de honrar a Deus como Deus, e para Lhe agradecer. Ele já sabe. É uma verdade a qual ele está suprimindo na impiedade. Por conseguinte, o indivíduo ouve a lei em todo lugar: na Criação, em seu próprio coração mau, e do evangelista.[12]



Em outras palavras, não procuramos ganhar a pessoa a quem estamos testemunhando para concordar verbalmente com a visão bíblica do homem. Ele é o caminho que Deus fez, concorde ele com isto ou não. Assim nós devemos assumir a visão bíblica do homem. Nós falamos nessa base. Como nós falamos, nós sabemos que quem ouve sabe, em algum nível, que falamos a verdade. Isso é verdadeiro, no entanto, muito disso ele suprimiu. Está na base disso que Deus julga os homens que rejeitam o evangelho. Eles o rejeitaram, sabendo isto ser verdadeiro.



O conteúdo de nossa comunicação deve girar em torno de duas coisas: outra vez, há dois pontos aos quais os homens se rebelam. Primeiro, não devemos ser hesitantes ao falar de Deus como Deus. Ele é o Criador soberano e Suporte de todas coisas. Não devemos falar de um Poder Superior, embora ele ou ela possam conceber assim. Nós somos cristãos que servem o Pai do Senhor Jesus Cristo, não adeptos de uma Benevolência Indistinta no Céu. Mas como falamos de Deus, deve estar claro que estas palavras contêm definições muito claras, e essas definições não lisonjeiam o homem. Deus sabe de tudo: Ele supervisiona tudo; Ele trouxe tudo à existência; Ele é santo, justo e bom; Ele é um Juiz severo e um Salvador amoroso; Ele está presente em todo lugar; toda terra está cheia da Sua glória; por Ele, por Ele , e para Ele são todas as coisas. Os vinte e quatro anciãos precisam passar mais tempo contemplando (Ap 4:10-11).



Segundo, devemos enfatizar, explicitamente, as obrigações de todas as criaturas para dar os agradecimentos a Deus. Tudo que tem fôlego tem sido para elogiar o Senhor (Sl 150:6). Muitas vezes os cristãos afirmam que Deus é o Criador, sem se cuidar de aplicar a óbvia resposta ética - ação de graças. Suponha, por um momento, que déssemos a todos os engenheiros e cientistas do mundo um colossal orçamento e a tarefa seguinte: criar uma mão habilidosa, com todos os opcionais. Uma mão na qual cresceriam calos quando usada, que repara a si mesmo quando se corta, que se movimenta com a destreza de um ilustre pianista, e assim por diante. Eles não a poderiam fazer com todos os recursos do mundo. E ainda, aqui estou sentado em frente ao meu processador de texto, digitando com duas destas coisas. E elas foram dadas a mim. De graça.



Nós, como criaturas, tenha uma obrigação de dar graças a Deus. Aqueles em rebelião que não dão graças a Deus precisam ser lembrados da obrigação. Deus é Deus; Ele não é como nós. Deus é o bem; Ele diariamente dá para cada um de nós, cristãos e não-cristãos, muito mais presentes do que poderíamos manter a perder de vista (Mateus 5:45).



Tal como atestamos estas coisas, o testemunho tem a força de lei. Isso é o que a lei supostamente deveria fazer, para evidenciar e revelar a transgressão (Rm 3:20; 5:20). Ela condena. Não está imaginando que estas verdades são suprimidas. Para não-cristãos, ainda não há nenhuma boa notícia.



Depois da lei vem o evangelho. A mensagem da cruz e ressurreição reconcilia os pecadores para com Deus, e parte desta reconciliação é o dissipar da escuridão intelectual. A inutilidade de pensar vai embora porque a dureza do coração que a produzia se foi. Duros corações são feitos para cabeças moles. Porque o Espírito de Deus tira o coração de pedra, o caminho que o homem concebe é alterado para sempre. Tudo não é feito imediatamente, mas o processo começou. Porque a rebelião acabou, o processo de renovação da mente está estabelecido (Rm 12:1-2).



Intelectualismo Frio?



I Pedro 3:15 ensina: "antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Boas razões e boas defesas vêm de bons corações. Se eu estou somente preparado intelectualmente, eu não estou preparo intelectualmente. [13] O representante do cristianismo deve ter "santificado" o Senhor em seu coração, uma boa consciência, e então ele deve dar sua defesa, e sua razão para a esperança. Se aquele que fala não tem santificado o Senhor em ele coração, não tem uma boa consciência. É por isso que ele está em escuridão intelectual.



Como acima mencionado, a dicotomia popular entre mente e coração é falsa. Mas para usar os termos por ela sugeridos por um momento, se alguém que concebe a religião do coração rejeita a importância da "doutrina", o problema não está em sua mente. O problema está em seu coração; não está dando fruto. Isso ocorre porque se um homem santifica o Senhor em seu coração, o resultado será a defesa e as razões [de defesa].



E se um apologeta cristão, que está "em sintonia com a doutrina", vive uma vida de distorção ética, então o problema em seu coração provavelmente se desenvolverá em seu pensamento.[14] Nós não podemos dissociar uma parte de nós da outra. Quando as pessoas saem de um equilíbrio bíblico, eles perdem muito do que julgam ser a parte mais importante. Os fariseus adoravam a lei, mas na realidade, a destruíram. Os piedosos dizem que nós devemos nos concentrar no coração, mas o resultado é um coração que não produz os frutos que deveria produzir. Em nome de limpar os corações, eles produzem corações podres. Nossos irmãos mais intelectuais negligenciam o coração, e por conseqüência negligenciam, na verdade, a mente. Em nome de mentes ajustadas, eles destroem as bases e fundação de tudo pensamento limpo, o qual é a obediência na prática. [15]



Conclusão



A Bíblia ensina que a escuridão intelectual é o resultado da rebelião, não a sua causa. Aqueles que foram tirados da escuridão tem uma responsabilidade de falar àqueles que ainda nela estão. Como eles falam é vital para perceber a fonte da escuridão intelectual, e para dirigi-la através da conduta do orador, e o conteúdo do que é dito.



Se o apologeta expõe o caráter de Deus e demonstra gratidão ao mesmo, então é de longe mais provável que a misericórdia de Deus será demonstrada. Estas duas verdades devem transbordar dentro do conteúdo do que é dito. Até isso acontecer, nós não veremos o que tem estado ausente do cristianismo evangélico por centenas de anos: apologetas em chamas.


NOTAS

[1] Lewis, C.S., Deus no Banco dos Réus (Grand Rapids: Eerdmans, 1970), pp. 271-277.


[2] Eu creio que Marx é um bom exemplo vivo dos dois princípios fundamentais dos ateus: (1) Não há nenhum Deus, e (2) Eu O odeio.


[3] Johnson, P., Intelectuais (Nova Iorque: Harper and Row, 1988) p. 46.


[4] Ibid., p. 235.


[5] Não seria difícil encher outro volume com nomes de cristãos professos cuja vida foi menos do que admirável. Mas o problema da hipocrisia é totalmente diferente. O ateu imoral é relutante para viver com a tensão lógica no meio de suas premissas e de seu estilo de vida; ele quer que ambos sejam compatíveis. O "cristão" imoral é inclinado a ser inconsistente.


[6] Gordon Clark vê este mesmo processo em II Timóteo 3:8. Os falsos mestres eram "deteriorados intelectualmente". Clark, G., Epístolas Pastorais (Jefferson: Fundação Trinitariana, 1983), p. 173.


[7] Alguns têm procurado se proteger do pecado por vislumbrar as suas conseqüências finais. Isso é bem bíblico (Pv 5:1-23), mas há outros lugares para enxergar além dos tribunais de divórcio e das escorregadas. Eu tenho encorajado a mim mesmo para ter um comportamento mais santo e moral tendo em vista a loucura intelectual que tenho visto numa universidade estadual das redondezas. Lá, o expurgo da intelectualidade.


[8] Evidentemente, o ataque de um argumento é si mesmo um argumento.


[9] Os dois melhores exemplos de loucura defendidos por alunos são o marxismo e evolucionismo. Aqui temos duas teologias claramente ridículas, e os sacerdotes destas religiões estão lecionando em nossas melhoras universidades. Como muitas vezes observado, o último baluarte do marxismo no mundo parece ser as universidades estadunidenses.


[10] A teologia bíblica, devidamente compreendida, é uma fé alegre, vitoriosa, militante, conquistadora. Isto ocorre por causa da própria compreensão de quem Deus é, e do que Ele fez na cruz e na ressurreição de Cristo.


[11] Você reparou como nossa cultura mal-agradecida não saber o que fazer com [o dia de] Ação De Graças? Eles querem que seja o Dia do Peru.


[12] A doutrina da depravação total do homem não refere a sua incapacidade para reconhecer a lei de Deus. Isto se refere à incapacidade para reconhecê-la e amá-la ao mesmo tempo. Ela pode amar, provendo o que ela não entende (zelo sem conhecimento), ou pode entender ao mesmo tempo que a odeia (a mente pecaminosa é hostil para com Deus). Mas ela não pode, sem a intervenção do Espírito, entender a lei e o amor em conjunto.


[13] Este ponto é muitas vezes mal entendido pelos evangelistas "pietistas". Eles estabelecem uma falsa dicotomia entre o coração e a mente. Afirmam que somente o coração é importante, e então buscam se apoiar em Jesus. Mas bons corações produzirão fruto intelectual. Para contrariar, como eles fazem, o "intelectualismo" em nome da religião-coração, é como um fazendeiro não concordando com maçãs ligadas a macieiras. A piedade verdadeira sempre produzirá aprendizagem verdadeira.


[14] Uma vez escrevi uma carta para um pastor, fazendo uma consideração muito parecido com esta. Ele e sua igreja foram para o que eles chamaram sintonia doutrinária. Em vez de indicar a deficiência de amor, a qual seria um carga da qual eles não duvidam que exista, eu indiquei uma deficiência doutrinária - o ponto de vista de Escritura indicada através de sua desobediência. Eu recebi uma resposta da carta do com um termo de significado escatológico estampado por todos os lados.


[15] Se um homem não obedece a Deus da mesma maneira com a qual ele trata sua mulher, então por que iria obedecer a Deus do modo como ele pensa? A rebelião tolerada em qualquer lugar se espalhará por todo lugar.






Tradução por Cleber Olympio


Fonte: [ CRTA ]


Via: [ Militar Cristão ]

.
Leia mais...

A dificil vida de um apologista

terça-feira, 25 de maio de 2010

por Johnny T. Bernardo do INPR Brasil

Ser apologista hoje em nosso país não é uma tarefa das mais fáceis. Poderíamos citar inúmeros motivos, mas acredito que apenas um sintetiza a realidade que vivemos: falta de apoio. É esse o motivo pelo qual não só apologistas, mas também missionários e escritores nacionais desistem de suas chamadas e entram muitas vezes em caminhos tortuosos.

Infelizmente pouquíssimas igrejas e pastores incentivam o trabalho apologético, seja por falta de interesse ou por achar que dialogar com sectários é uma prática antibiblica e/ou desnecessária.
E o que dizer de algumas editoras? Inúmeras obras de cunho apologético são rejeitadas todos os meses por editoras evangélicas. Quando o autor procura saber o motivo da recusa, no máximo recebe como resposta: “seu livro não se enquadra em nosso cronograma editorial”. Mas será mesmo esse o motivo? É óbvio que não. Há interesses financeiros envolvidos. Motivo? Os evangélicos não se interessam por livros que falam sobre seitas.
Você já parou para pensar quantos livros de autores nacionais são publicados todos os anos? Não é preciso muito esforço para se certificar desse fato: veja o catálogo de qualquer editora evangélica e verá que não estamos mentindo. Mas não pense você que eles estão preocupados com “qualidade”. Não é o texto em si que chama a atenção de um editor: é o nome do autor que será colocado na capa. Se ele for de origem norteamericana a probabilidade de publicação é de 95%; se for nacional, 5% - e isso quando chega a essa porcentagem!
Recentemente tive o desprazer de ouvir da boca de um editor evangélico que o mais importante em uma obra é a capa, não importando o conteúdo. Disse ele: “se nós fizermos uma capa bonitinha, o povo ira comprar”. Perguntei então se o leitor não ficara decepcionado com o conteúdo do livro. Com a cara mais deslavada - com o perdão da expressão - ele simplesmente se limitou em responder: “não importa, o livro já estará vendido”. Soa lógico isso? Ou melhor: é ético?
Eu sou um dos que tiveram a “sorte” de ver meu livro jogado no lixo por uma editora “evangélica.” Não satisfeito com a resposta, enviei ao referido editor uma carta manifestando meu descontentamento. Vejamos um pequeno trecho:
“Caro editor...
Graça e paz
Venho por meio desta manifestar meu descontentamento com relação à reprovação do meu título. Sinceramente não entendo o que acontece com as editoras evangélicas brasileiras. Por que somente autores norteamericanos são prestigiados? E os nacionais? Não temos a mesma capacidade? Vendemos menos livros? Meu manifesto se caracteriza mais como um desabafo do que propriamente uma critica. É uma lástima saber que as editoras evangélicas seguem o mesmo procedimento nefasto das editoras seculares. O procedimento deveria ser outro, já que não existe ética nas seculares.
A obra em questão, enviada para análise, esta dentro de todos os pré-requisitos necessários para publicação, como coerência textual, atualidade, correção ortográfica e gramatical, prolixidade etc.”

O mais interessante é que além de rejeitar meu livro (que se propunha defender a fé cristã), eles tiveram o descuido de colocar à disposição de pastores e igrejas uma Bíblia recheada de comentários contraditórios – para não dizer “heréticos.”
Se você esta chocado diante de tudo o que foi exposto, permita-me colocar um pouco mais de pimenta. Nem mesmo entre os que fazem “apologética” há um sentimento que se possa chamar de “união”. Esse é, em nossa análise, um dos principais motivos por trás da fraca onda apologética no Brasil. Não iremos nos estender por questão de ética, mas fica aqui uma dica: consulte os portais apologéticos do Brasil e veja como eles se relacionam, se há um intercâmbio de apologistas.

Autor: Johnny T. Bernardo

Fonte: [ INPR Brasil ]

O Blog Bereianos - assim como o irmão Johnny do INPR - defende a união dos apologistas Cristãos, e o que depender dos esforços do nosso blog, esta união se consolidará cada vez mais. Parabéns Johnny pela iniciativa e perseverança neste ministério difícil, porém extremamente necessário. Que Deus nos dê forças para continuar a batalhar diligentemente pela Fé.

A Comundade Shalomrs defende a apologetica e sabe das dificuldades de todos os que não se conformam com as mentiras vividas pelo "povo de Deus", e nos esforçaremos em fazer a nossa parte, buscando a água pura que somente a Palavra de Deus, nos pode oferecer, sem atalhos, sem ilusões, sem acrécimos, mais cheia de amor, graça de poder!!






Ruy Marinho

Editor - Blog Bereianos
Leia mais...

Nacionalidade Celestial

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mas a nossa cidade [cidadania] está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. (Filipenses 3:20)
Das diferentes nacionalidades existentes no mundo, um aspecto interessante que podemos observar é que cada uma delas possui peculiaridades. Por exemplo, o povo chinês é facilmente identificado por seu semblante e também, por sua cultura que envolve costumes, alimentação, hábitos, idioma, etc.
Assim também ocorre com as demais raças. Cada pessoa carrega consigo os hábitos, o idioma, as preferências e costumes característicos do país em que nasceu, viveu ou foi educado a maior parte do tempo de sua vida.
Nós brasileiros somos um outro exemplo desta verdade. Somos um povo distinto em relação aos demais. Portanto, a nacionalidade é capaz de identificar facilmente uma pessoa.
Em alguns casos, basta olharmos para a fisionomia que já identificamos a origem da pessoa; em outros, é preciso mais do que apenas o contato visual, é necessário também um contato verbal.
Esta fácil identificação também deveria ocorrer com os cristãos. Afinal, os crentes possuem uma nacionalidade singular: são cidadãos do céu . São, nos dizeres do apóstolo Pedro , “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”.(I Pedro 2:9)
Sendo assim, este povo, representado pelos eleitos de Deus, deveria evidenciar em seus semblantes, a marca desta nacionalidade celestial.
Sim, é possível sermos identificados como cristãos simplesmente pelo nosso semblante! Este povo de propriedade exclusiva de Deus deveria ser reconhecido como celestial pelo olhar puro, pelas mãos santas e pelo caminhar íntegro.
Esta nação santa deve ser vista como um povo alcançou tal progresso na vida cristã, a ponto de ser reconhecida eminentemente como nação celestial mesmo sem falar uma única palavra, simplesmente pelo seu proceder.
Deve ser conhecida como de propriedade exclusiva de Deus, pelo idioma cristão, pelos desejos das coisas santas, pelo amor cristão, pelo caráter de Cristo sendo formado em seu interior, pelo proceder, pela união uns com os outros, pelo amor fraternal, pelo perdão, pelas preferências celestiais, pelo agir cristão, pelo alimento que mais buscam, qual seja, o alimento espiritual, a Palavra de Deus e ainda, pelo que pensa, “nas coisas do alto” (Cl 3).
Não somos andarilhos, nem nômades. Temos um lar, temos um destino, já somos cidadãos do céu embora ainda, temporária e provisoriamente, estejamos morando na terra.
Que nunca nos esqueçamos que não somos deste mundo. Novos céus e nova terra nos aguardam e devemos aguardá-las também, pois é para lá que iremos definitivamente. Vivamos aqui, mas pensando nas coisas do Alto.
Se assim vivermos, iremos experimentar ainda que suavemente, uma prévia de como será a indizível realidade de vivermos eternamente no céu com o nosso Senhor.
De fato nós, cristãos, não somos um povo sem nacionalidade, muito menos, somos cidadãos deste mundo. Ao contrário, Deus nos considera, pois de fato somos, nação santa, raça eleita, povo de propriedade exclusiva de Deus.
Não é que seremos esta nação; nós já somos esta nação! Portanto, devemos viver dignamente como cidadãos do céu, homens com um objetivo só: o reino de Deus!
Que toda a nossa vida aqui seja um retrato falado desta magnífica e comprometedora descrição bíblica: “somos nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”!
Que possamos viver tão íntimos do Senhor, andando em seus caminhos diariamente, em tão profunda comunhão com Ele, a ponto de sermos facilmente identificados como uma nação santa e como o povo que pertence exclusivamente a Deus.
Justamente por termos nossa nacionalidade celestial assegurada pela Bíblia é que devemos viver aqui e agora evidenciando os costumes celestiais, falando o idioma celestial, alimentando-nos das coisas celestiais, tendo hábitos celestiais, afetos celestiais, amando as coisas celestiais e, principalmente, desejosos e esperançosos de morarmos definitivamente em nossa cidade celestial, com o nosso Pai celestial.
E você já possui o seu passaporte celestial?

Araripe Gurgel
Leia mais...

Jesus com vergonha de ser chamado Jesus

terça-feira, 4 de maio de 2010

Já faz algum tempo que o nome de Jesus já não é mais o mesmo. Pois é, aliás, infelizmente, desde Constantino que o nome "Jesus" vem perdendo significado e respeito. Antes de você me chamar de herege ou desrespeitoso, saiba que eu não falo do Nome que é sobre todo nome, o qual, um dia, toda língua confessará como Senhor, o Nome proclamado com poder e autoridade pelos apóstolos do Novo Testamento, diante do qual os poderes malignos tremem e se dissipam até hoje. Não falo do Nome anunciado como libertação por mudos e ouvido por surdos, não se trata do Nome Eterno do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que independe da conjunção correta das vogais e consoantes.
Que fique bem claro! Não estou falando do Nome que transcende o nome histórico ou cultural de "Jesus". O Nome do Verbo de Deus é irretocável, não há como ser mal interpretado, distorcido ou distanciado do Nome do Deus Conosco, Príncipe da Paz, Maravilhoso, Deus Forte e Conselheiro visto que este Nome faz efeito é no coração dos que crêem e não em suas cordas vocais.

Entretanto, é preciso entender que existe Jesus e "Jesuses"... o primeiro é Senhor de todas as coisas, até mesmo das nossas vontades, levou sobre si as nossas dores, enfermidades e pecados. O castigo que nos trás a Paz foi posto sobre Ele, apesar dele mesmo não ter cometido nenhum mal ou pecado... este orou por seus inimigos e os abençoou, ensinou o perdão e o amor incondicional. Se ofereceu como fiador e resgatador das nossas dívidas de sangue, mesmo sendo, nós, ainda pecadores e maus, sem merecimento algum. O Jesus, Senhor, ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. E por graça, misericórdia e bondade Dele nos salvou quando expôs os principados e as potestades ao vexame de serem subjugados e vencidos por Ele, em Sua morte inocente na cruz.

Mas existem os "Jesuses" proclamados e "evangelizados" mundo afora que, não obstante seus nomes serem escritos e pronunciados com as mesmas letras que compõem o nome histórico de Jesus, nada tem a ver com o Nome de Jesus, Senhor dos senhores.

O Jesus que pede oferta para abençoar, curar, prosperar ou livrar do "devorador" não é o mesmo Jesus anunciado pelo nosso irmão e apóstolo Pedro, na entrada do templo, ao paralítico que, de um salto, se pôs em pé pelo poder do Nome do Senhor.

Há quem insista em fazer de Jesus um deus pedinte, mesquinho e barganhador, um deus nada misericordioso, que ama somente na medida em que é amado e servido por aqueles "da fé" ou da "visão", que despreza os que não sabem pronunciar seu nome corretamente ou não se desgastam em sacrifícios intermináveis de campanhas, atos proféticos e propósitos puramente humanos.

Sim! O Jesus Senhor, tem vergonha de ser confundido com o Jesus das multidões, das massas de manobra, do mercado do Jesus Gospel, da moda e das fábricas de "levitas" e "ungidos" que proclamam com os pulmões cheios de emoção o nome do Jesus Show e o Jesus Curandeiro ou Exorcista, que fazem o que fazem não para anunciar a chegada do Reino de Deus, mas para lucrar e construir o seu reino particular de mansões nada celestiais.

O próprio Senhor nos preveniu dos "Jesuses" que viriam em seu nome: "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." (Mateus 7.22-23)

O Jesus simples do Evangelho, não pode ser confundido com o Jesus que ensina a obtenção egoísta dos bens de consumo, da ostentação e acúmulo de tesouros onde a traça e a ferrugem destroem, dos templos de mármore e ouro construídos na areia das vaidades de alguns dos modernos "apóstolos", "missionários", "sacerdotes" e "pastores".

O Jesus, Palavra da Vida, não é dobrado pelos decretos do homem, não é convencido pelo muito falar, não é "profetizável" de acordo com a vontade do homem, mesmo que este seja um "homem de Deus", mas o Jesus Senhor é galardoador de todos os que o buscam com gratidão e consciência da boa notícia de que já está tudo pago e que é tudo de graça agora, para qualquer um.

Não é difícil diferenciar o Jesus, Pão da Vida, do Jesus que vive do pão, do dinheiro depositado no altar não com gratidão, mas como bolsa de valores. O Jesus da Verdade ensina que a vontade soberana é sempre de Deus e não dos caprichos humanos. O Jesus Vivo não é o Jesus da religião, do templo ou do proselitismo institucional, político e eleitoral, mas sim o Jesus que tem as chaves da morte e do inferno, que tem as Palavras de Vida Eterna.

Não digo estas coisas afim de ofender ninguém, pelo contrário! Minha oração é para que aqueles que falam em nome deste Jesus poste-ídolo, arrependam-se e creiam no Evangelho genuinamente enquanto há tempo, pois "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme." (2 Pedro 2.1-3)

O Jesus, Verdadeiro Deus, não é o Jesus Mitra ou Maytreia, não é o Jesus restrito ao Cristianismo somente, não é o Jesus Acusador ou Exterminador dos infiéis. O Jesus, Consolador, é o caminho de volta para Deus sem preço, sem mistério, sem magia, sem véus, em qualquer tempo ou lugar, até mesmo onde não se conhece o nome Jesus, mas se confessa na vida o Nome sobre todo o nome do Jesus Senhor.


O Deus que tem o Nome sobre todo o nome te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Pablo Massolar
Leia mais...

Naturezas em conflito

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. (Rm. 7.19).

Por que depois da conversão temos a impressão de que a luta espiritual aumenta? Por que pessoas convertidas sentem vontade de praticar o mal? É possível harmonizar o que sabemos que devemos fazer com aquilo que realmente desejamos praticar?
O próprio apóstolo Paulo não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia. Por vezes sentia como que se dentro dele, existissem duas pessoas que lutavam entre si para assumir o controle de sua vida.
Em varias ocasiões ele pensou que talvez não estivesse convertido. Ele descreve essa luta na carta que escreveu aos Romanos: Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço... Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? (Rm 7:15-24).
Muitas vezes ouvimos a pergunta: pastor, eu acho que não estou convertido. Constantemente sinto vontade de pecar. A minha vida é um permanente conflito. Quero servir a Jesus, mas ao mesmo tempo sinto vontade de fazer coisas erradas. Tem solução para mim?
Por alguma razão, temos a idéia de que no momento da conversão a nossa luta acaba e que a partir desse momento, não pecaremos mais; seremos perfeitos, no sentido de ser exemplo de vida para outros. Mas por que é que a partir do momento que nos entregamos a Cristo a nossa luta se torna maior e o conflito aumenta?
Precisamos entender o que acontece no momento da conversão. Muitos têm a idéia de que na hora da conversão Deus tira de nós a natureza pecaminosa e a joga fora para sempre, colocando em substituição a nova natureza que gosta de obedecer e amar.
Seria maravilhoso se fosse assim, já que nunca mais teríamos vontade de pecar. A fonte da "concupiscência e das paixões deste mundo" não existiria mais. Infelizmente não é assim que sucedem as coisas.
Ao converter-nos, Deus coloca dentro de nós uma nova natureza, a natureza de Cristo. Mas o que acontece com a velha natureza pecaminosa? Ela não sai como muitos imaginam, fica ali, agonizante. Aquela parte que existe dentro de nós que gosta de pecar, foi esmagada e mortalmente ferida.
Depois da conversão passamos a ser pessoas com duas naturezas: a natureza de Cristo, nova, recém-implantada e a velha natureza pecaminosa, "esmagada e mortalmente ferida" que continua dentro de nós.
O ideal seria que a velha natureza permanecesse sempre "mortalmente ferida". Mas essa situação não é definitiva; é circunstancial. Na primeira oportunidade que receber alimento, ela ressuscitará; e se continuar sendo alimentada, ela recuperará completamente as forças e lutará para expulsar de nossa vida a nova natureza.
É por isso que depois da conversão a luta aumenta. O homem sem Cristo tem uma só natureza, a natureza com que nasceu e essa natureza faz as coisas erradas na hora que deseja. Não existe ninguém para se opor. Não existe luta, não há conflito. Mas a partir do momento que você entregou sua vida a Cristo, você experimentou o milagre da conversão, tem agora uma nova natureza e ela se opõe à velha.
Por isso, a vida da pessoa não convertida, pode parecer mais leve. Ele só tem uma natureza e ela assume o controle da vida, não tem oposição. Mas logo depois da conversão, quando o homem pensa que a velha natureza foi embora, descobre que ela continua dentro e o conflito começa. São duas naturezas e as duas estão lutando.
Paulo conseguiu entender este conflito quando escreveu: Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito... Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Rm 8:5-9).
As duas naturezas estão em luta, uma delas vencerá, uma delas assumirá o controle completo de sua vida, uma delas sobreviverá e a outra morrerá. Qual delas será a vitoriosa? Isso vai depender de sua decisão. Só uma das naturezas poderá assumir por completo o domínio de sua vida, e sem dúvida será aquela que for melhor alimentada.
Ocorre que os indivíduos, geralmente, alimentam mais a natureza pecaminosa e esta é a causa de nosso fracasso constante, mesmo depois de nossa conversão. Deus realizou em nós o milagre da conversão, implantou em nosso coração a nova natureza, mas não cuidamos dela, não a alimentamos e em conseqüência a velha natureza está sempre tomando o controle de nossa vida.
A nossa vitória e em conseqüência, a nossa felicidade na vida cristã, depende de como alimentamos a natureza de Cristo e matamos de fome a outra. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências(Gl 5:24).
Temos que manter nossa velha natureza pregada na cruz. Enquanto estivermos neste mundo, não há modo de nos livrarmos da natureza velha completamente. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fl 4:8).
Ele está falando do alimento da nova natureza. Ele tinha descoberto finalmente o segredo da vida vitoriosa. Ele não alimentava mais a velha natureza. A natureza de Cristo tinha assumido agora o controle de sua vida. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus.(Gl 2:20).
Cristo garantiu a sua vitória na cruz. Nos momentos em que você acha que todo mundo o abandonou, que você nunca conseguirá, que você é um fracasso completo, lembre-se de que Ele está aí, amando-o, perdoando-o, sustentando-o.
Leia mais...

Voce conhece seu dono?

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Escutem as palavras de Isaías:
"O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.(Isaias 1:3)Por que vocês acham que Isaías escolheu o boi e o jumento? A resposta óbvia é: De todos os animais, eles são os mais estúpidos. De entre todas as criaturas do universo eles são os mais obstinados e difíceis de se tratar.
Por isso Isaías tomou o boi e o jumento para estabelecer este ponto. Até o boi e o jumento conhecem seu dono e a manjedoura de seu dono. Apesar de obtusos e estúpidos, como eles são, eles têm um instinto que faz com que reconheçam seu dono. E muito difícil conduzir um boi; um jumento por vezes parece ser irremovível. Vocês podem puxar, empurrar e bater num jumento e ele não se move, mas, quando está com fome e vê seu dono chegar com uma vasilha, ele se apressa imediatamente ao seu encontro! O boi e o jumento obedecem a seu instinto: eles querem a comida, e observam a pessoa que traz a mesma. Eles parecem ser tão obtusos, estúpidos e desatentos, incapazes de reagir a qualquer tipo de persuasão, porém quando se trata de comida e sustento, eles imediatamente obedecem à lei de seu ser e se apressam a consegui-lo. Mas homens e mulheres não fazem assim! Eles são mais tolos que um boi ou um jumento!
Prosseguindo, não é meramente loucura, é verdadeiramente uma questão de perversão; homens e mulheres são anormais. O boi e o jumento são perfeitamente normais. Pode ser que tenham uma natureza estúpida, mas o instinto de auto-preservação, o instinto de ter sua fome saciada, funciona e os põem assim no lugar certo. Eles se lembram, eles sabem, eles observam e agem. Todavia, os seres humanos não fazem isso. Eles, que foram feitos senhores da criação, se comportam de forma pervertida e antinatural, pervertida: eles negam a lei de seu próprio ser.
Como é isso? Bem, todos os homens e as mulheres que já viveram sempre tiveram dentro de si uma senso de Deus e da eternidade. Arqueologistas, que podem até mesmo não ser cristãos, foram capazes de mostrar de forma conclusiva que mesmo as raças mais primitivas têm uma crença num Deus supremo e completo. Achados arqueológicos sustentam esta verdade que a Bíblia sempre ensinou. Naturalmente, sei que muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas tentando provar que não existe Deus. Esse é o meio pelo qual tentam silenciar essa percepção, esse sentimento, esse instinto, de que há alguém, algo mais alto e maior do que eles. Os gregos antigos possuíam esse sentimento. Eles construíram seus templos para Zeus, Artemis e Apoio, e entre eles havia um altar "AO DEUS DESCONHECIDO" (Atos 17:23). Eles não podiam lhe dar um nome, mas sabiam que existia - um deus, um poder.
Todo ser humano sente instintivamente que não fomos feitos para este mundo. As palavras de Longfellow "Tu és pó, ao pó tomaras" não se referiam à alma. Deus colocou a eternidade em nossas almas e em nossos corações. Não podemos nos imaginar chegando a um fim.
Você pode dizer: "Ora, não acredito que continuamos após a morte".
Mas eu não estou perguntando o que você crê. Estou perguntando qual é o seu instinto, e seu instinto lhe diz que você irá prosseguir. E um instinto vindo do ser de Deus, e do fato de que esta não é a única vida. Você tem um instinto de eternidade.
Contudo, homens e mulheres, em vez de obedecer a este instinto, como o boi e o jumento obedecem ao seu instinto, deliberadamente lutam contra o mesmo. Eles tentam livrar-se dele, desmenti-lo, e se acham espertos ao fazê-lo. Eles argumentam e raciocinam contra o mesmo. No entanto, o instinto está lá e não conseguem sufocá-lo, e assim eles se encontram num conflito perpétuo. Esse é o motivo pelo qual eles são mais idiotas do que os animais, mais estúpidos do que o boi e o jumento.
Mais do que isso, e ainda mais vergonhoso, homens e mulheres se deliciam e se gloriam no que é oposto a este instinto. Todas as pessoas possuem a compreensão do certo e do errado, mas homens e mulheres modernos se aprazem em sufocar a percepção do certo, e se gloriam no erro e no mal. Não preciso lhes dar evidência disso pois, infelizmente, é dolorido e óbvio, e está constantemente diante de todos nós.
Parece-me, lendo a análise da maioria dos críticos de filme e drama do tempo presente, que se alguma coisa é limpa deve ser rejeitada como primitiva e infantil. Nada é de qualquer interesse exceto o que é corrompido, pervertido e repulsivo. Isso é realismo; isso é que é arte! E se gloriam nisto - "...O deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos" (Filipenses 3:19). Eles são piores que o boi e o jumento. Animais não fazem tais coisas, só os humanos fazem tais coisas. Eles mesmos se fazem de loucos.
Eles se pervertem a si mesmos e mostram esta perversão. Eles violentam a lei de seu próprio ser.
E, finalmente, homens e mulheres rejeitam todo ensino e toda luz que lhes são oferecidos para resgatá-los. O boi e o jumento, mesmo obtusos e estúpidos, vêem o dono chegando com a vasilha e o alimento e correm para ele. Mas, o que fazem os homens e as mulheres quando a luz lhes é oferecida na sua escuridão? O que fazem quando a salvação lhes é oferecida no seu estado de perdição? Eles reagem contra a oferta; eles a rejeitam; eles a contradizem. E se acham espertos ao fazer assim. Nosso Senhor disse: "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Tudo o que eles precisavam estava na frente deles, porém argumentaram, resistiram, lutaram, jogaram pedras e O crucificaram. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." O pecado perverte os seres humanos e os torna néscios.
Fonte: [ Martyn L. Jones ].
Leia mais...

PALAVRAS DE VIDA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

“Eipen afrôn en kardia autou ouk esti Theos”"Diz o néscio em seu coração: Não há Deus" - Sl. 53 (Septuaginta)
Entre as elucubrações filosóficas acerca da verdade, se absoluta ou relativa, coloca-se uma terceira que é a Verdade Indiscutível. Existe uma verdade indiscutível, porque espiritual. Não a verdade meramente racional, questionável, humana; mas a Verdade que transcende dada à sua origem, o seu berço, a sua dimensão. Na concepção teística a Trindade é onipotente, onipresente e onisciente. Sobre tal premissa repousa a doutrina do Deus cuja morada é altíssima, não entre os homens. Qualquer declaração que esta Trindade fizesse, seria – admitamos – verdadeira. Seria a Verdade Indiscutível, porque sobre-humana, sobrenatural, espiritual e divina. - Jesus é esta Verdade.Os raciocínios humanos são falhos, por melhor elaborados que sejam, porque sujeitos à imperfeição da criatura desfigurada pela transgressão pecaminosa. Filósofos tatearam em busca da definição do que seria a verdade. A sabedoria humana, entretanto - dizem-nos as Sagradas Escrituras – é loucura para Deus. Assim como, em correspondência, a sabedoria divina é loucura para o homem natural e psíquico.Apropriar-se da verdade não significa a aquisição de verdades. Aquela, a Verdade, é o tronco; as demais são apenas galhos. Pôncio Pilatos, procurador romano, não teve sabedoria suficiente para esperar a resposta de sua indagação a Jesus do que seria a verdade. “Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz – dissera o Mestre. - “Perguntou-lhe Pilatos: O que é a Verdade?”. No corredor dos séculos a pergunta ainda persiste: O que é a Verdade? Envolveria ela os segredos do universo, da criação do mundo? Da criação do homem?A sociedade moderna pouco cogita destas indagações. O correr de uma para outra parte, a inquietação com o aqui e o agora afasta o ser humano das principais finalidades de sua existência: conhecer a Deus e conhecer a si mesmo. O conhecimento de Deus - cantou o sábio Salomão - é o princípio da sabedoria. Pregar o Evangelho é pregar a sabedoria de Deus. É pregar a verdade do Deus que disse: “ Eu sou o caminho, a Verdade e a vida”. – Jo. 14.6.Há alguns que são da verdade. Alcançaram a graça da revelação. Ouviram o chamamento do Pai na voz do Seu amado Filho, Jesus, e estão sendo conduzidos na energia do Seu Espírito Santo. Dissera o Senhor: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a sua porta, entrarei em sua casa, com ele cearei e ele ceará comigo”.As pseudas verdades serão sempre atrativas aos homens. Entre o trigo haverá sempre o joio. Mas a Verdade de Deus ressuscitou dentre os mortos, vive e viverá para sempre, no céu e na vida de Seus aprendizes, proclamadores da Sua glória.Só Jesus.
***Serafim Isidoro.
Leia mais...

Fabrica de Loucos

quinta-feira, 8 de abril de 2010



Esta semana tomei conhecimento de um dado estatístico assustador: 70% dos pacientes internados em manicômios do Brasil são de origem evangélica. Sinceramente, perdi o chão. Que a religião pode ser um fator que contribui para o desequilíbrio psíquico, ao mesmo tempo que pode constituir um espaço confortável para desequilibrados mentais, eu já sabia, o que não sabia era que a contribuição evangélica para este desastre fosse tão acentuada.
A razão para esse trágico dado passa pela teologia, pela liturgia, e principalmente pelo compromisso do resgate de um Cristianismo mais bíblico, emoldurado pela Verdade escrita e não pela “verdade” sensitiva. Já não é de agora que denominações inteiras cultivam e estimulam um emocionalismo barato, sem o menor temor de rotular suas práticas ao “mover do Espírito Santo”. Com isso, transformam suas reuniões e grandes encontros num autêntico espetáculo do circo dos horrores, com gente caindo pra todo lado, tremendo, correndo, saltando e expressando sua insanidade em gargalhadas descontroladas, tudo isso sob a bandeira de um suposto “avivamento espiritual”. O mais preocupante em todo esse processo é a falta de alguém lúcido e psicologicamente são, que seja capaz de sugerir um exame criterioso das Escrituras.
A espiritualidade cristã jamais será moldada por qualquer geração doente. A chancela do que é saudável e do que é doentio é dada pelo próprio Cristo, por Seu ensino e exemplo. A tentativa de desenvolver uma espiritualidade vinculada à cultura ou às tendência de qualquer desequilibrado que aparece, contando uma visão ou uma revelação, só contribui para aumentar o número dos que dão entrada em clínicas psiquiátricas em meio a verdadeiros surtos psicóticos. O pior de tudo isto é que ninguém fala absolutamente nada.
É bem provável que a causa deste silêncio seja o despreparo teológico da maioria e a construção de certos paradigmas podres. Um deles é relacionar o estudo teológico à falta de unção. Com todo respeito, não há estupidez maior do que esta. Na verdade, é a resistência ao texto que colocou o movimento evangélico no Brasil e no mundo sob suspeita.
Uma rápida leitura dos Evangelhos, deixará em qualquer leitor minimamente atento, a real impressão de que o ministério de Jesus foi reflexivo. Ele nunca tencionou provocar transes e catarses. Suas mensagens e ensinamentos tinham o objetivo de fazer sua audiência pensar. Logo, embarcando na boléia de Jesus, Sua espiritualidade tinha um caráter mais cognitivo do que sensitivo, por isso Ele foi chamado de Mestre.
Já estou antevendo os comentários que chegarão: “O intelectualismo é morte”; “a letra mata”; “a teologia não presta pra nada”… Mas, vou correr o risco e fazer uma colocação final.
Todo cristão precisa estar comprometido com Cristo e o seu ensino. Nenhuma manifestação que escape ao escrutínio bíblico e não faça parte das práticas pessoais de Cristo e dos apóstolos, merece ser considerada, sequer analisada como possivelmente legítima, sob o risco de se abraçar a loucura ao invés da fé. Pense nisto!
Sola Escriptura!
Pr. WeberFonte
Leia mais...

Como passar o dia com Deus

terça-feira, 23 de março de 2010

“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
Os escritos, a pregação e a vida de Baxter produziram um inegável reavivamento espiritual na cidade de Kdderminster, onde realizou o seu ministério. Quando ele chegou na cidade, eram poucos os crentes e duvidosas as suas conversões. Algum tempo depois, entretanto, o templo de sua igreja teve que ser aumentado - ainda assim, não comportava mais as pessoas, que escalavam as janelas para ouvir suas pregações. A seguir, algumas instruções práticas deixadas pelo autor para vida diária, visando a santificação do crente.
Sono- Controle o tempo do seu sono apropriadamente, de modo que você não desperdice as preciosas horas da manhã preguiçosamente em sua cama. O tempo do seu sono deve ser determinado pela sua saúde e labor, e não pelo prazer da preguiça.
Primeiros Pensamentos- Dirijam a Deus os seus primeiros pensamentos ao acordar, elevem a Ele o coração com reverência e gratidão pelo descanso desfrutado durante a noite e confiem-se a Ele no dia que inicia. Familiarizem-se tão consistentemente com isto, até que a consciência de vocês venha a acusá-los quando pensamentos ordinários queiram se insurgir em primeiro lugar. Pensem na misericórdia de Deus mesmo naquelas noites que estiverem mal acomodados, padecendo dores e enfermidades, cansados do corpo e da vida. Pensem em quantas almas foram separadas dos seus corpos nesta noite, aterrorizadas por terem de se apresentar diante de Deus, e em quão rapidamente os dias e noites estão passando! Quão rapidamente a última noite e dia de vocês virão! Considerem no que está faltando no preparo da alma de vocês para tal momento e busquem isso sem demora.
Oração- Acostumem-se a orar sozinhos (ou com o cônjuge) antes da oração coletiva em família. Se possível, que isto seja feito antes de qualquer outra ocupação.
Culto Familiar- Realizem o culto familiar consistentemente e em uma hora em que é mais provável que a família não sofra interrupções.
Propósito Básico- Lembrem-se do propósito básico da vida de vocês, e quando estiverem se preparando para trabalhar ou realizar atividade neste mundo, que a inscrição santos para o Senhor esteja gravada no coração de vocês em tudo o que fizerem. Não realizem nenhuma atividade que não possam considerar agradável a Deus, e que não possam verdadeiramente afirmar que Deus a aprova. Não façam nada neste mundo com nenhum outro propósito que não agradar a Deus, glorificá-lo e gozá-lo. O que quer que fizerdes, fazei tudo para a glória de Deus (1 Co.10:31).
Diligência na Vocação- Realizem as tarefas concernentes à ocupação de vocês cuidadosa e diligentemente. Assim fazendo:
1. Vocês demonstrarão que não são preguiçosos e escravos da carne (como aqueles que não pode negar o comodismo); e estarão mortificando todas as paixões e desejos que são alimentados pelo comodismo e preguiça.
2. Vocês estarão mantendo fora da mente os pensamentos indignos que fervilham nas mentes de pessoas desocupadas.
3. Vocês não estarão desperdiçando tempo precioso, algo do qual pessoas desocupadas tornam-se diariamente culpadas.
4. Vocês estarão num caminho de obediência a Deus, enquanto que os preguiçosos estão em constante pecado de omissão.
5. Vocês poderão dispor de mais tempo para empregar em deveres santos se realizarem suas tarefas com diligência. Pessoas desocupadas não têm tempo para os deveres espirituais, porque desperdiçam tempo demorando-se em seus trabalhos.
6. Vocês poderão esperar bênçãos da parte de Deus e provisões confortáveis para vocês e para as suas famílias.
7- Isto também pode exercitar o corpo de vocês, o que poderá habilitá-los mais para o serviço da alma.
Tentações e coisas que Corrompem- Estejam perfeitamente familiarizados com as tentações e coisas que tendem a corromper vocês, e sejam vigilantes o dia todo contra isso. Vocês devem estar alerta especialmente para as tentações que têm se mostrado mais perigosas e cuja presença ou emprego sejam inevitáveis. Estejam alertas contra os pecados mestres da incredulidade: a hipocrisia, a auto-suficiência, o orgulho, o agradar a carne e o prazer excessivo nas coisas terrenas. Tenham cuidado para não se deixarem atrair para uma mente mundana, e para os cuidados excessivos, ou desejos cobiçosos pela abastança, sob a pretensão de serem diligentes no trabalho de vocês. Se tiverem que negociar com outras pessoas, tenham cuidado contra o egoísmo ou qualquer coisa que se assemelhe à injustiça ou falta de caridade. Ao lidar com as pessoas, estejam alertas para não usarem de palavras vãs e desocupadas. Sejam vigilantes também com relação às pessoas que tentam vocês à ira (ou a qualquer tipo de pecado). Mantenham a modéstia e a clareza no falar, que as leis da pureza requerem. Se tiverem de conviver com bajuladores, sejam vigilantes para não se deixarem inchar de orgulho. Se tiverem de conviver com pessoas que desprezam ou injuriem vocês, resistam contra a impaciência e o orgulho vingativo. No início estas coisas serão muito difíceis, enquanto o pecado for forte em vocês. Mas tão logo tiverem adquirido profunda compreensão do perigoso veneno de qualquer destes pecados, o coração de vocês irá pronta e facilmente evitá-los.
Meditação- Quando estiverem sozinhos nas ocupações de vocês, aprendam a remir o tempo em meditações práticas e benéficas. Meditem na infinita bondade e perfeição de Deus, em Cristo e na obra da redenção, nos céus e em quão indignos são de irem para lá e em como vocês merecem a miséria eterna do inferno.
Remindo o Tempo- Valorizem o tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em não desperdiçá-lo do que o são em não desperdiçar dinheiro. Não permitam que recreações inúteis, conversas vãs e companhias não proveitosas, ou o sono, roubem o preciosos tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em escapar das pessoas, ações ou situações da vida que tendem a roubar o tempo de vocês do que o seriam em escapar de ladrões ou salteadores. Certifiquem-se não apenas de não estarem sendo desocupados, mas de estarem usando o tempo de vocês da maneira mais proveitosa possível. Não prefiram um caminho menos proveitoso a um outro de maior proveito. Comer e Beber- Comam e bebam com moderação e gratidão, para serem saudáveis e não por prazer inútil. Jamais satisfaçam o apetite pela comida ou bebida quando isto tender a fazer mal à saúde de vocês. Lembrem-se do pecado de Sodoma: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade, teve ela e suas filhas...” (Ez.16:49). O Apóstolo Paulo chorou quando mencionou aqueles “cujo destino é a destruição, cujo deus é o ventre, e cuja glória está na infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp.3:19). Estes são chamados de inimigos da cruz de Cristo (v.18). “Porque se viverdes segundo a carne caminhais para a morte; mas se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm.8:13).
Pecados prevalecentes (queda em pecado)- Se qualquer tentação prevalecer, e vocês vierem a cair em qualquer pecado adicional às deficiências habituais de vocês, lamentem imediatamente e confessem isto a Deus. Arrependam-se rapidamente, custe o que custar. Certamente custará mais ainda continuar no pecado e sem arrependimento. Não façam pouco caso das falhas habituais de vocês, mas confessem-nas e esforcem-se diariamente contra elas, tendo cuidado para não agravá-las pela falta de arrependimento e pelo descaso. Relacionamentos- Atentem diariamente para os deveres especiais relativos aos vários relacionamentos de vocês, seja na condição de maridos, esposas, filhos, patrões, empregados, pastores cidadãos ou autoridades. Lembrem-se de que cada relação tem seus deveres especiais e seus proveitos da realização de algum bem. Deus requer de vocês fidelidade nestes relacionamentos, bem como em quaisquer outros deveres. Ao Final do Dia- Antes de dormir, é sábio e necessário relembrar as nossas atitudes e misericórdias recebidas durante o dia que termina, de maneira que sejamos agradecidos por todas as misericórdias recebidas e humilhados por todos os pecados cometidos. Isto é necessário a fim de que vocês possam renovar o arrependimento bem como ser mais resolutos na obediência, e a fim de que examinem a si mesmos, para ver se a alma de vocês progrediu ou piorou, para ver se o pecado foi diminuído e a graça aumentada; e para avaliar se vocês estão mais preparados para o sofrimento, para a morte e para a eternidade.
Conclusão- Que estas instruções sejam gravadas na mente de vocês e se tornem práticas diárias nas suas vidas. Se vocês observarem sinceramente estas instruções, elas vos conduzirão à santidade, à frutificação, à tranqüilidade na vida, e ainda acrescentarão a vocês uma morte confortável e em paz.
*Nota sobre o Autor: O Rev. Richard Baxter foi um conhecido pastor reformado.Viveu na Inglaterra durante o século XVII (1615 - 1691). Era um não-conformista, que tentou reformar a Igreja da Inglaterra, sendo muitas vezes preso por isso. Dentre os seus livros mais importantes estão: O Pastor Reformado (PES), O Descanso Eterno dos Santos, A Vida Divina, Um Tratado sobre a Conversão, Um Apelo ao não Convertido, Agora ou Nunca, Convite para Viver (PES) e muitos outros clássicos evangélicos.
Leia mais...

Raposinhas

terça-feira, 9 de março de 2010

“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos”... (Ct. 2.15).
Não tropeçamos em montanhas, mas em pequenas pedras. As montanhas conseguimos enxergar, elas são grandes e ao longe podemos avistá-las. Porém, o mesmo não acontece com as pedrinhas. Muitas delas estão à beira do caminho prontas para nos fazer tropeçar.
A característica de muitas pessoas é a fraqueza de caráter, o que resulta fatalmente na prática de pecados considerados sem importância. Pequenas mentiras, maledicências, ligeiras fraudes, expressões de mau humor e muitas outras reações que, ao se repetirem, tiram de nós a sensibilidade da consciência.São essas centenas de coisinhas corriqueiras que, acabam impedindo nossa comunhão com Deus.
O que o poeta bíblico quis dizer com "raposinhas"? Parece que elas gostavam de cavar ao redor das videiras cobertas de flores. Elas são as pequenas coisas a que não damos muita importância, mas que, infelizmente, teimam em estar presentes em nossa vida - é aquela palavra a mais, ao final da discussão, que não precisava ser dita, e você insiste sempre em dizer, é o gesto desprovido de mansidão, é a dureza de julgamento, são os ciúmes que a esposa não consegue esconder ou o perfeccionismo do marido que insiste em que tudo seja feito do jeito que ele gosta.
Engana-se quem imagina que são os grandes problemas que destroem um casamento, uma família ou uma grande amizade. Pelo contrário, quando uma grave tormenta se abate sobre o lar, tal como um acidente de um dos familiares ou uma doença grave e repentina, a tendência dos membros da família é se unirem e estreitarem seu relacionamento para lutar com todas as forças contra aquele "inimigo" indesejável.
Agora, difícil mesmo é lutar contra as "pequenas raposinhas" que aparecem sob o vinhedo, e pouco a pouco vão destruindo sua formosura, até que ele seque completamente. Muitos erros que cometemos, consideramo-os pequenos, sem importância, mas por sua freqüência e sua quantidade, devastam nossas vidas: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (1 Co 5:6).
Não nos desculpemos alegando que todos cometem tais erros. É exatamente no cotidiano das nossas vidas que nós, ao nos intitularmos "cristãos", portanto seguidores de Cristo, temos a oportunidade de agir diferente de "todo o mundo". Na realidade, essas pequenas negligências a que nos permitimos farão com que "o ramo" não tenha fruto. (Jo 15:12).
A vinha estava em flor, prometia muito, e agora estava devastada. Não há fruto! Nossa comunhão com Deus está prejudicada. A leitura da Bíblia não tem mais o mesmo sabor, ou nunca fez parte de nossas vidas. Não achamos mais prazer na oração, e também não paramos mais para conversar com Deus. As reuniões de oração, os cultos de domingo, eram para nós um verdadeiro "oásis" refrescante, mas hoje não nos atraem mais ou nelas não mais encontramos o conforto.Na vida da igreja, as "raposinhas" são aqueles pequenos acontecimentos desagradáveis, à princípio sem maior importância, mas se não damos cabo deles, logo começam a perturbar o relacionamento dos irmãos e pequenas intrigas surgem aqui e acolá, e quando menos se espera, todo o vinhedo construído com tanto amor foi destruído - não pela ação maléfica do mundo nem tão pouco por uma investida insidiosa de Satanás.
Tudo isso são como imperceptíveis "raposinhas", que às vezes nem nos damos conta de sua existência em nossas vidas. Mas uma coisa é certa: o resultado é sempre devastador! Não há jejum e oração que mantenha o vinhedo bonito se, por outro lado, ele estiver sendo devastado pelas pequenas raposas.
Sansão derrotou inimigos fortíssimos, mas depois foi vencido porque permitiu a ação destruidora de uma delas em sua vida. Gideão, grande herói da Bíblia que venceu batalhas com poucos homens, mas, ao final de sua vida permitiu que uma pequena vaidade levasse Israel de volta à idolatria. Crentes amarram Satanás todos os dias nas grandes concentrações, mas não apanham as raposinhas que estão destruindo sua vida familiar.
E o que é mais grave, há cristãos hoje, preocupados com a besta do Apocalipse, com maldição hereditária, com demônios territoriais, com a temperatura do inferno, com cura interior e não fazem a menor idéia que aquilo que eles devem temer e se preocupar de verdade é com aquele olhar furtivo que lançam sutilmente ao sexo oposto.
Tem de se preocupar é com aquele sentimento de auto-suficiência que, devagarzinho, devagarzinho, os tem afastado do Deus vivo. Só há uma maneira de manter a videira bonita, a família saudável e a igreja abençoada: "apanhando" tudo aquilo que destrói uma relação de amor. Sim, apanhe tudo isso e dê um fim em nome de Jesus. Talvez o que o cristão mais precise hoje é reconhecer a existência dessas "raposinhas" em sua vida. Não é bom sinal se não estamos conseguindo dar cabo delas. É sinal de que alguma coisa vai mal lá dentro de nós, é sinal que há um "sabotador" em nosso interior que está destruindo aquilo que levou anos para crescer. É sinal de que não estamos bem conosco nem com Deus. Se tais sinais estão aparecendo em sua vida, preste bem atenção: já é hora de você afugentar essas raposinhas!
Que a partir de hoje, você comece a enxergar aqueles detalhes que estão prejudicando o seu relacionamento com Deus. Aquelas “pedrinhas” que, muitas vezes, são deixadas de lado, mas que com o tempo se tornam grandes obstáculos. As vinhas estão em flor; não deixe que elas sejam destruídas por pequenas coisas.
*Pastor
* Araripe Gurgel
Leia mais...

Deus não erra!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS. Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas.
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.
Ele nunca erra! Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Toda a manhã ofereça seu dia a Deus.
Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos. E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!
Sabe por que você recebeu essa mensagem? Eu não sei, mas Deus sabe, pois Ele nunca erra.......
O caminho de Deus é perfeito e a sua palavra sem impureza. Ele é o caminho de todos que nele confiam, como diz em 2º Samuel - 22 - 31.
Leia mais...

O Haiti, a mão de Deus e algo que não encaixa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Não demora muito a de se pronunciar no meio protestante conservador alguma voz arbitrando às avessas em favor de Deus o mando, ou pelo menos a supervisão divina na catástrofe que se abateu sobre o povo haitiano. Sacando de qualquer manual de teologia sistemática uma pilha de versículos que legitime expressões como ira, cólera, vingança, juízo, relacionados a Deus no exercício da sua implacável justiça, devem em breve chuviscar em alguns púlpitos. Para estes, endossar qualquer dessas expressões é tão fácil quanto colocar a cabeça no travesseiro e dormir sossegadamente, crente que os fragmentos com que monta sua teologia - sempre em tese -, bastam por si mesmos.
Fragmentos que servem de argumento, que podem até silenciar para si os gritos das vítimas durante seu anestésico e proposital sono do esquecimento, mas não lá no mundo real, pelas ruas, debaixo dos escombros, cobertos com farrapos ensaguentados, com membros gangrenados, morrendo de sede, fome e medo. Lá os gritos não silenciam. Lá não há o sono do esquecimento.
Não é preciso discorrer os argumentos sobre os quais descansam estes que ao invés de silenciar e chorar, o que seria mais digno e humano, preferem lançar sobre Deus todo o ônus da tragédia. Não é preciso, pois, basta vasculhar o imaginário mítico arcaico e medieval para perceber que os acovardados sempre usaram do mesmo expediente para camuflar uma indiferença patológica em relação à vida, com uma pretensa reverência a Deus.
Neste caso o que importa é que seus argumentos são o que basta para seu modo de vida evasivo, denunciado pela incoerência entre o belo arranjo teológico em contraste com a dor humana, onde qualquer teoria que não tem liga com a vida se dissolve. Constroem um suntuoso castelo, mas eles mesmos, não moram sequer na pocilga nos fundos do quintal (Kierkegaard).
Também não é necessário discorrer sobre como coadunam a ideia de justiça divina com o fato das tragédias. Basta lembrar que (para estes) em última análise Deus tem algo a ver com isso, e que, de alguma maneira que nós vermes ignorantes, que só usamos 10% da nossa cabeça animal, estamos distantes de compreender. Seja, Deus tem um propósito maior em causar dano às pessoas, não sabemos qual, mas tem.
Promovem com isso um fatalismo no qual tudo já está por ordenação divina pré-determinado, inclusive e principalmente tragédias como a do Haiti. Algo como uma imensa rede armada pelo próprio Deus, onde por Sua vontade fixou o que os homens devem fazer, sendo a liberdade uma ilusão, pois, habitamos prosaicamente um mundo de antemão programado (José María Mardones).
Se a Razão não tivesse encarnado seria tão mais fácil resignar e aceitar passivamente o fatalismo, calcado sobre a imagem de um Deus ambíguo, atacado e furioso com a raça humana, despejando diariamente raiva e disciplina na forma de assombrosas tragédias.
Encarnar não quer dizer simplesmente encher temporariamente um corpo com alma. Encarnar significa se fazer corpo nos embates da vida que produzem cicatrizes que a ressurreição não apagam, pois, são as consequencias de se fazer um de nós.
Encarnar é criar uma identidade. Criar identidade não significa se auto afirmar como ser-em-si, opaco, maciço, incólume. Antes, criar identidade é reconhecer-se um ser coletivo, pelo envolvimento com outros da mesma espécie, tornando um ser-para-os-outros, para todo o sempre.
O envolvimento do Cristo foi proféticamente antecipado pelo profeta que disse que ele tomou para si as dores que nos afligem, fazendo seu o nosso drama (Is 53.4).
Se ele toma para si nossas dores, como pode então ser Deus à causá-las? A não ser que estejamos numa brincadeira cósmica em que o papel que cada um interpreta seja fictício e toda dor e lágrima é como prêmio para o Grande Jogador. Embora a quem se sinta confortável nas mãos de um Deus que joga com os destinos das pessoas, viver debaixo dessa lógica nada mais que é que um mecanismo de fuga.
Como então alinhar a concepção de justiça divina ligada à imagem de um Deus belicista e vingativo, em comparação com a justiça do Reino a ser buscada anunciada por Jesus?
Se por um lado o conservadorismo de extrema direita diz que Deus é soberano e ponto final, por isso mata, aleija, faz mendigar o pão a quem Ele bem entende, por outro lado, Jesus desfaz essa lógica insana pela prática da compaixão e do envolvimento com os outros. É que para Jesus justiça tem a ver com cuidado, preservação e restauração da vida, libertação das amarras sociais e das estruturas malignas de coerção que desumanizam o humano.
Como harmonizar a ideia de um Deus que mata pessoas de fome, enquanto Jesus se compadece de uma multidão faminta, reproduzindo pães e peixes para lhes aliviar o vazio na barriga?
Como pensar que Deus tira arbitrariamente a vida, se Jesus, condoído, a devolve?
Como acreditar que Deus se utiliza de doenças e tira proveito da dor humana para atingir Seus fins, se Jesus sara a dor, curando quem se põe em seu caminho?
Como viver debaixo da supervisão de um Deus encolerizado com a raça humana enquanto Jesus caminha na contramão, pregando e vivendo a justiça em outras categorias, cuja ética é seu mais legítimo dever?
Se o homem que é mau sabe dar boas dádivas, quem dirá Deus (Mt 7.11). No caso do Haiti a ajuda humanitária que chega de todas as partes do globo fica na conta de quem, do Deus que é bom ou do homem que é mau? Parece que os papeis se invertem caso seja Deus o causador, ou o supervisor dessa tragédia em Porto Príncipe. Enquanto Deus esmaga e condena à danação, gente que já vivia num inferno existencial infindável, o homem cuida e tenta amenizar a dor de quem na vida só recebeu males. Se realmente é assim, o homem então está numa qualificação superior a Deus, já que mesmo sendo mau consegue sentir compaixão pelo semelhante, mesmo que tardiamente.
Faço minhas as palavras de Paulo Roberto Gomes em O Deus Im-Potente, quando diz que o Deus que Jesus nos apresenta não é um poder frio e distante que podemos acusar quando somos atingidos pela dor e pelo mal, mas alguém que, em Cristo, se tornou Deus humano, gritando conosco, intercedendo por nós quando silenciamos na angústia, quando protestamos contra o destino através do nosso grito, porque amamos e confirmamos a vida.
Alex Carrari, agora é melhor o silêncio.
Leia mais...

Será que defender a fé é o mesmo que julgar?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Muitas pessoas têm se perguntado sobre a essência de se defender a fé. Se ao fazê-lo não se estaria julgado a pessoa que traz um ensino não condizente com a Sagrada Escritura.
Em geral, fora da igreja evangélica, ao se lançar questionamentos na área religiosa cria-se uma polêmica acompanhada de debates acirrados, pois têm-se ensinado que devemos respeitar a religiosidade dos povos, e por isso não se deve questionar o estilo e opção religiosa de ninguém, para que assim consiga-se caminhar rumo a um ecumenismo mundial, alicerçado na tolerância e aceitação da pluralidade de religiões.
Em geral, no seio da Igreja Cristã Evangélica, ao se falar sobre os conflitos doutrinários do Russelismo, Mormonismo, Espiritismo, Islamismo, Catolicismo e outras seitas e religiões em comparação com a Bíblia Sagrada, cria-se um debate esclarecedor e geralmente proveitoso na elucidação de dúvidas e no ensino prático da doutrina bíblica.
O fato é que nos últimos tempos muitos denominados integrantes da igreja evangélica têm aderido a filosofia secular, em se tratando do debate religioso, e na defesa de seus pontos de vista particulares têm-se utilizado até a própria Escritura na tentativa de fazer cessar esse abordagem.
Por diversas vezes afirma-se que aqueles que adentram na apologética (arte de defender a fé) tornam-se guerreiros insuportáveis na convivência, exagerados no ensino, extremistas em seus dogmas e exacerbados em seu discurso.
Por diversas vezes afirma-se que “apontar” os erros das demais religiões e “denunciar” aqueles que têm distorcido a Bíblia Sagrada é o mesmo que julgar, e para isso se fazem utilizar de textos bíblicos como “Não julgueis, para que não sejais julgados”. (Mt 7:1)
Entendemos que, talvez, isso se dê pelo fato de colocar-se em uma posição de cuidado para não sofrer o julgamento de Deus. Entretanto, tal atitude também pode ser identificada como omissão, e ainda como conivência.
Ao fazer tal afirmação, “Não julgueis, para que não sejais julgados” Jesus nos traz esclarecimentos valiosos, que são bem convenientes para esse assunto. Vejamos o texto completo:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. (Mt 7:1-5)
Em primeiro lugar, se julgar – nesse sentido – é errado, então aqueles que reprovam os que combatem heresias também estão julgando. Estão julgando os apologistas.
Em segundo lugar, o julgamento condenado por Jesus no texto bíblico é o julgamento hipócrita, ou seja, condenar-se a prática errada dos outros sem que antes se corrija a própria vida, pois muitas vezes condena-se os outros sem que se observe a própria prática de coisas piores.
Em terceiro lugar, Jesus não reprova o julgamento em si, propriamente dito, pois Ele mesmo diz, no mesmo texto que se deve tirar “primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Observe bem que Jesus diz que após corrigir-se o próprio erro pode-se então auxiliar o outro na correção. O problema é que muitos não desejam a correção, mas anseiam por continuar em suas práticas erradas.
Em quarto lugar, o próprio Jesus nos orienta no correto julgamento, livre da hipocrisia, pois dos versículos 15 a 20 Ele mesmo nos dá orientações sobre como proceder em um julgamento reto e justo, observando os frutos e discernindo falsos profetas vestidos de ovelhas.
O profeta Jeremias nos apresenta um problema, ao afirmar que coisa horrenda estava acontecendo porque o povo estava gostando. Todavia, ele inquire o povo perguntando-lhe o que seria feito a respeito. O povo de Deus deveria fazer algo! Ora, para se tomar uma atitude é necessário se observar com atenção e responsabilidade, e depois se proceder a um julgamento, no qual as medidas cabíveis devem ser tomadas por amor ao Senhor e compromisso com Sua Palavra.
“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” (Jr 5:30-31)
O apóstolo João nos diz que não é pecado julgar, desde que se faça sem partidarismo, interesse próprio nem preconceito, mas que se proceda o julgamento através da reta justiça, e nada melhor para guiar tal julgamento do que a Palavra de Deus, que é reta e justa.
“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (Jo 7:24)
O apóstolo Paulo nos diz que não é pecado julgar, já que um dia haveremos de julgar até mesmo o próprio mundo. Todavia, este julgamento deve ser feito segundo os princípios de Deus, segundo a Sua Sagrada Palavra.
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?” (1 Co 6:2-5)
O mesmo apóstolo Paulo, falando aos gálatas, disse que enfrentou o apóstolo Pedro cara a cara, porque este tornou-se repreensível. Ainda, Paulo fez tal repreensão publicamente, porém, de acordo com o que está escrito no Evangelho.
“E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gl 2:11-14)Por diversas vezes encontramos a orientação bíblica sobre o julgamento, principalmente no que se refere a preservação da boa doutrina bíblica.
Primeiro, a BÍBLIA nos diz que devemos averiguar aquilo que é ensinado: "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". (1Jo 4:1) .Segundo, a BÍBLIA nos diz que devemos notar, ou seja, destacar publicamente aqueles que têm trazido ensinos errados: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu... Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe". (2 Ts 3:6,14)Terceiro, a Bíblia nos exorta para que busquemos uma doutrina bíblica sadia: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". (2 Tm 4:1-5)Quarto, o fato de ocorrerem conversões através das pregações de hereges não significa que está se pregando uma palavra genuinamente bíblica: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade". O fato é que Jesus Cristo disse que essas pessoas (Mt 7:22-23) NUNCA foram ovelhas de Seu rebanho, e mais, disse que o que estavam fazendo era iniqüidade (pecado) pois Ele disse "vós que praticais a iniqüidade".
Com isso, devemos analisar com muita integridade bíblica a qualidade e conteúdo das pregações e ensinos que são passadas para o povo de Deus, observando se estão de acordo com a Escritura Sagrada.
Essa prática é louvada pela própria Bíblia (At 17:11), e deve ser exercida não só pelos denominados apologistas, pastores e professores, mas por todo aquele que deseja ter uma vida de fidelidade e comunhão com o Senhor, segundo os princípios bíblicos.
O apóstolo Paulo disse que poderíamos julgar aquilo que ouvimos, segundo a Escritura Sagrada, e disse mais, que até os seus próprios ensinos poderiam e deveriam ser confrontados com a Escritura Sagrada. "Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo". (1Co 10:15) "...mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema". (Gl 1:7-9)
Com certeza, se fosse nos dias atuais talvez algumas pessoas escrevessem para Paulo dizendo que ele não podia chamar ninguém de maldito. Não é mesmo? Afinal de contas, ele não poderia julgar ninguém.
Ora, o próprio Paulo se coloca a disposição para ser confrontado com Escritura Sagrada e diz mais, se até ele ensinasse algo que fosse além do que está na Escritura Sagrada poderia ser chamado de maldito.
Como estudantes da Bíblia podemos analisar os ensinos e mostrar os erros, a luz da Escritura. Entretanto, nos deparamos com aqueles que afirmam que apresentar a verdadeira face dos hereges e de suas heresias é errado. É julgar o próximo. Com isso, entendemos que tais pessoas têm optado por posicionar-se ao lado daqueles que tais coisas praticam e ensinam, porque o próprio Jesus disse que “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6:24). Caso contrário, têm optado por outro pecado, o pecado da omissão. A omissão de ver alguém no erro, e permanecer calado, imparcial e neutro. Tudo em nome de uma distorcida adoração. A isso eu denomino de pecado de Pilatos, pois por não desejar se envolver resolve lavar as mãos.
O ato de mostrar o erro e lutar por uma doutrina bíblica e saudável é bíblica e isso em nenhum momento é visto como um julgamento distorcido e sem apoio Escriturístico. Se faz necessário entender que a Igreja de Cristo é a coluna da VERDADE! "Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1Tm 3:15) O crente é exortado a apresentar-se a Deus aprovado, tendo um bom testemunho ("não tem de que se envergonhar") e conhecendo e ensinando bem a Sagrada Escritura ("maneja bem a palavra da verdade"). "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2:15) Deus continue te abençoando.
Autor: Robson T. Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]
Leia mais...

Você ama a Deus?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Você me perguntou se eu O amava. Sim. Não hesito: amo a Deus com o que me resta de força, intuição e siso. Confesso não compreender o significado real desse verbo. Como soletrar amor? Como posso amar quem nunca vi? O que conheço de Deus para dizer tal coisa? Para piorar, nada sei sobre o amor.

Mas meu amor por Deus, por algum motivo, se alastra em minha alma. Saí das formulações categóricas a seu respeito. Desdenho das descrições metafísicas de uma filosofia medieval, do rigor dos catecismos beligerantes, das lógicas fundamentalistas. Empolgo-me com Deus porque já não o percebo com objeto de estudo. Ele não está lá, em algum recôndito espiritual, transcendental, paradisíaco, nirvânico, esperando ser adulado, pesquisado, definido. Percebo Deus na vida, com tudo o que ela tem de beleza e de horror. Vejo Deus nos verdes matizados da floresta, no vigor dos mares, na poeira que a bruma espalha, nas mudanças bruscas do tempo. Eu o intuo também nos rostos sofridos, nas festas alegres, nas derrotas desesperadas e nos triunfos espetaculares.

Meu amor por Deus, não sei explicar, enraíza-se em minha alma. Quebrei as réguas legalistas da religião, elas sobrecarregavam meus ombros; eram jugos que me azucrinavam. Eu vivia com paranóia. Não o tenho como o Grande Olho, que tudo vigia e tudo cobra. Despedi o Deus intolerante com as inadequações, iracundo com os tropeços de homens e mulheres que, apesar de tudo, lutam pela vida. Diante de olhos paternos, tabus e interditos abrandaram, culpas infundadas e autocomiseração manipulada enfraqueceram. A religiosidade da sofreguidão empoeirou-se em minha alma. Rasguei as cortinas que só vazavam a luz mortiça de um mundo espiritual cruel. Adornei o tabernáculo da minha espiritualidade com vitrais coloridos. Convidei músicos. Recitei poesia. Quero transformar meu culto em festa.

Meu amor por Deus, com segurança, se intensifica. Aprendi que ele não é um títere. Tardei, mas aceitei que a história não está escrita e selada. Resignifiquei a liberdade como desafio para a responsabilidade. Voltei as costas para a Divindade que atropela, misteriosa, que esconde desígnios, que manipula fatos e que usa as pessoas para satisfazer projetos gloriosos. A linguagem hermética da teleologia, os paradoxos da teodicéia, o anacronismo da doutrina da predestinação sumiram da minha rede de sentidos. Sinto-me livre para relacionar-me com o Dançarino. Ele me convida para ser seu par na valsa do grande baile universal.

Meu amor por Deus, agora sei, tornou-se mais inspirado. Distancio-me de chavões, reluto contra os clichês que já usei para me convencer de convicções que nunca possuí. Ciente de meus sentimentos irregulares, eu me escondia na linguagem piedosa. Ah, como tentava ostentar o que não era. Assumi a fragilidade de minhas certezas. Engatinho na leveza dessa relação com o Amigo mais chegado que um irmão. Reconheço que em determinados momentos meu amor não passa de puro sentimentalismo - que também se mistura com militância e racionalidade. Sou assim, mas eu me sinto sinto liberto e feliz de saber que aprendo a amá-lo do meu jeito, sem despersonalizar-me.

Soli Deo Gloria
Ricardo Gondim
Leia mais...

Crise de Integridade!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. (Romanos 12.2).Vivemos num mundo de comprometimentos, em uma sociedade que abandonou os padrões morais e os princípios cristãos em troca de oportunismo ou pragmatismo. Esse pragmatismo tem em sua essência a conquista de objetivos por quaisquer meios e sua perspectiva é centrada no indivíduo. “Se funciona para você, vá em frente”. As pessoas aprendem a mentir, enganar, roubar e mascarar a verdade, enfim; fazer qualquer coisa para conseguir o que desejam, não importam os meios. Essa filosofia e a prática do comprometimento já invadiram até mesmo a Igreja. Muitas igrejas estão buscando maneiras de apresentar um “evangelho” isento de qualquer ofensa, mesmo conscientes de que a própria natureza do evangelho é ofensiva por confrontar o pecador com o pecado. Estão oferecendo uma versão debilitada do evangelho, incapaz de transformar vidas e operar mudanças nos indivíduos.
O mundo é sedutor. Procura atrair nossa atenção e devoção. Permanece bem próximo e ao nosso alcance, bem visível e atraente, que ofusca nossa visão do céu. Aquilo que vemos luta para conseguir nossa atenção. Atrai nossos olhos, se não estivermos olhando para uma pátria superior, cujo arquiteto e construtor é Deus. O mundo nos agrada – na maior parte do tempo – e, assim, freqüentemente, vivemos para agradá-lo. E é aqui que ocorrem os conflitos, pois agradar o mundo raramente se harmoniza com agradar a Deus. A vocação divina que recebemos é esta: “não vos conformei com este mundo”, (Rm. 12.2). O mundo, porém, nos quer como seus sócios. Somos instados a participar de sua plenitude. Ele nos pressiona como a última técnica de pressão dos nossos pares. (Wheaton, IL: Tyndale House, 1988, 59).
A igreja de hoje tem falta de homens que adotem padrões que não possam ser comprometidos. Muitos dos chamados cristãos orgulham-se dos seus padrões morais e gloriam-se do seu caráter justo, mas abandonam suas convicções quando comprometer-se é mais fácil e mais lucrativo. Talvez você reconheça um ou mais dos seguintes exemplos: pessoas dizem crer na Bíblia, mas freqüentam igreja em que a Bíblia não é ensinada. Pessoas concordam em que o pecado tem que ser punido, porém, não se esses pecados forem cometidos por crianças. Pessoas opõem-se à desonestidade e à corrupção até que sejam confrontados por seus chefes e corram o risco de perder o emprego. Pessoas sustentam altos valores morais até que sua luxúria seja estimulada por uma relação antibíblica.
Pessoas são honestas até que uma pequena desonestidade lhes renda algum dinheiro. Pessoas manteem uma convicção até serem desafiadas por alguém a quem admiram ou temam. O verdadeiro ponto do comprometimento, é a rejeição da palavra de Deus, que desenvolve uma rebelião contra o Criador e promove o eu como autoridade final.Igrejas há que um dia já foram evangélicas, em que a Bíblia era o padrão divino de fé e prática, mas hoje a palavra de Deus está comprometida. Em muitas dessas igrejas, males que Deus repetidamente condena, não somente são promovidos, como são aceitáveis. O compromisso com a verdade bíblica é desprezado. Onde está o problema? Sem dúvida, a falta reside, primariamente, na liderança, naqueles que teem a responsabilidade de ensinar, guiar e proteger o povo de Deus. Muita vezes, porém, a culpa é também do povo, pois incorrem no erro de seguir cegamente qualquer liderança. Aqueles que são edificados e fortalecidos na palavra de Deus, são aptos para discernir a verdade do erro e, assim, teem o direito de estar certos de que seus líderes preencham os padrões das Escrituras. Cada igreja tem a responsabilidade de guardar firmemente a verdade da palavra de Deus. A igreja não inventa a verdade, e não a pode alterar, sob pena de juízo. Deus confiou à igreja a guarda da escritura, e seu dever é manter e salvaguardar a palavra como o mais precioso bem na terra. As igrejas que lidam impropriamente com a palavra, abandonaram a verdade bíblica e experimentarão o juízo de Deus. A construção de uma vida íntegra e sem comprometimentos pode ser somente conquistada por aqueles que se apegam à Palavra de Deus como única fonte de autoridade e conduta
Araripe Gurgel
Leia mais...

Jesus de Jumento e o mundo gospel atolado no arrogante cinismo

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Há algum tempo atrás tivemos a oportunidade de entrar em contato com determinada agência de promoções e eventos para sabermos as condições necessárias para se realizar um evento com certa “cantora” gospel e sua banda.
É necessário obtermos essas informações para que possamos estar a par da real e atual situação no denominado “mundo gospel”, que encontra-se recheado de estrelismos e fanatismos, abusos e concessões, descaracterização do evangelho genuinamente bíblico e aceitação de modismos.
A comentada “cantora” apresenta entre as muitas exigências para se “louvar a Deus” em um evento evangélico, um carro novo com ar condicionado exclusivo para ela e seu marido, com motorista particular. Exige, ainda, passagem aérea para 14 pessoas unicamente pela empresa TAM. Exige, ainda, duas vans: uma com 16 lugares para o transporte de sua equipe e outra para os equipamentos. Exige, ainda, que a hospedagem seja realizada em um hotel com categoria máxima, e um quarto diferenciado para a “cantora” e seu marido. Exige, ainda, que não fará refeições no hotel, mas em um restaurante que disponibilize o seu café da manhã, almoço, jantar e lanche da tarde. Exige, ainda, que sejam utilizados o equipamento de show e mapa de palco de acordo com o que a “cantora” estipular.Como se todas essas exigências não bastassem, a cantora cobra pela “apresentação” o valor de R$ 25.000,00. Isso mesmo, vinte e cinco mil reais por cerca de uma hora a uma hora e meia de “show”. E mais, exige que nenhuma gravação em áudio, vídeo ou qualquer outro meio seja realizado, seja parcial ou integral do seu “show”.
Agora, eu me pego a pensar: onde está Jesus nessa história toda?
Jesus nos dá a salvação como um presente, mas uma cantora cobra R$ 25.000,00 para dar uma hora de música.
Jesus nos dá a salvação como um presente por toda a eternidade, mas uma cantora quer dar apenas uma hora de música por R$ 25.000,00.
Jesus andava de jumento e a pé, mas uma cantora só quer andar de carro novo com ar condicionado e motorista particular.
Jesus não tinha onde reclinar a cabeça, mas uma cantora só quer reclinar a cabeça em um colchão de molas super confortável no melhor hotel que a cidade pode oferecer e na melhor suíte desse hotel.
Jesus sentava à mesa junto com seus discípulos e apóstolos e nas casas dos pobres, mas a cantora só quer comer nos melhores restaurantes, e separada de seus músicos.
Jesus andava pelas ruas no meio da multidão, mas a cantora só quer andar de carro e separada do povo.
Jesus escreveu o ‘nosso nome’, com o Seu próprio sangue, em um livro que Ele mesmo fez para toda a eternidade, mas a cantora escreve o ‘seu próprio nome’ em um papel com uma tinta qualquer.
Jesus é o nosso exemplo, mas tem muita gente que imita a cantora. Afinal de contas, nessa pregação moderna vinda lá do cafundó é preciso saber que Cristo é vencer ou vencer!
Ora, por R$ 25.000,00 e tantas exigências fica até difícil não vencer.
Bem, diante de tudo isso você não foi ungido pra perder, não é?
Vivemos os dias em que as vozes gospel estão ecoando a todo vapor, mas é só esperar uma simples gripe que já não haverá voz.
Vivemos dias em que ser crente é luxo, mas é só esperar o tempo para ver o resultado final.
Vivemos dias em que as estrelas gospel estão brilhando, mas é só esperar o dia do Senhor que essas “estrelas” serão apagadas!
Onde está Jesus nessas vidas?
Ora, a proposta dessas pessoas não era levar o Evangelho até outras pessoas? Mas por R$ 25.000,00 e tantas exigências se torna caro demais para se levar o Evangelho. Na verdade, por R$ 25.000,00 e tais exigências não existe mais nada do Evangelho.
Todavia, olhando por outro lado, o fato de se exigir tantas coisas e se cobrar R$ 25.000,00 é até barato, já que tem muita gente sem o mínimo de caráter cristão e sem compromisso genuíno com o Senhor para cumprir essas exigências. Estou com vontade de escrever para tal cantora sugerindo que ela aumente para R$ 50.000,00. Com certeza tem gente que é capaz de pagar até mais por uma hora de barulho, sapateado, reteté, profetadas, promessas de conversão do Brasil em massa e disseminação da teologia da prosperidade, colocando o homem na posição de um deus.
Bons tempos os de Noé, que tinha que pregar apenas para os descrentes, e de graça, e não precisava de cantores e bandas dentro da Arca pra animar a bicharada. Afinal, como foi nos dias de Noé será nos dias da Vinda do Filho do homem.
Como podemos suportar esse tipo de atitude?
A Bíblia nos diz que devemos imitar o Senhor e não os modismos e astros que surgem na atualidade.
Será que a Igreja evangélica brasileira não vai despertar do sono que vivencia?
Será que apesar desse suposto crescimento que o Brasil experimenta não haverá um aprofundamento no Evangelho?
Isso tudo, porém, tem acontecido para que se cumpram as Escrituras, pois fomos alertados de que nos últimos tempos os dias seriam trabalhosos, e quanto trabalho o povo de Deus tem dado.
A Igreja precisa aprender a viver pela fé, mas a fé em Deus e não no dinheiro ou na boa vida que um suposto ministério pode proporcionar.
Não devemos nos amoldar a este século, ou seja, não podemos começar a agir no seio da igreja da mesma forma que o mundo age, porque não somos desse mundo.
Espero que o Senhor fale poderosamente ao coração da Igreja, convencendo o Seu próprio povo do pecado, da justiça e do juízo, pois quem se diz crente deve ouvir atentamente o Senhor, arrependendo-se dos mal feitos. Por isso, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito tem falado à Igreja através de Sua Palavra.
Autor.: Robson T. Fernandes
Comentário Shalom:
Até quando durará esse momento infeliz da igreja em nossa geração???
Por enquanto, só nos resta alertar mesmo que sejam poucos os que ainda param para ouvir! São poucos os que ainda tem na Biblia e não em grandes "pregadores ou cantores", a real Pavavra, louvor, conforto e a verdadeira vontade de Deus.
A esses poucos..... Shalom!!
Leia mais...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comunidade Evangelica Shalom RS

Tempo!!