Onde esta a Bíblia?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Não é onde está uma boa religião ou um bom pastor, ou um bom grupo de louvor, ou um bom músico.

Onde está a Bíblia?

Ela está em muitas religiões e até em muitos terreiros, mas não é praticada, as vezes é lida, estudada, mas pouco exercitada. Para muitos ela é apenas um meio de marketing para atrair pessoas, bons fluídos, boas companhias, boas coletas, bons depósitos, boa audiência para o camelódromo virtual de cds, livros com fórmulas milagrosas de bem viver.... O que vemos não é o que a Bíblia diz.

Observamos é uma exibicionice esvairada de poder para curar, desmantelar, tirar encostos, mandar embora diabo, pisá-lo.......

Onde está a Bíblia?

Os pisadores de sal grosso não apenas estupram a Palavra como também pisam-na. Muitos estão passando debaixo do portal da benção mas longe de estarem debaixo da autoridade da Palavra.

Onde está a Bíblia?

Para muitos ela é usada para manipular pessoas que são vistas apenas como números pagantes de um show, manipulados como marionetes, pessoas essas que são enganadas por manipuladores da Bíblia apenas para intimidá-los com maldições hereditárias e invencionices de maldições, pessoas essas que são manipuladas sob autoridades inventadas, autoridades delegadas por um título falsificado, imposto, um título conferido por carteirinha, um título que nunca vem de Deus e sim de homens inescrupulosos que deveriam usar a Bíblia como a Palavra de Deus, como único meio de se conhecer a Deus por meio de Jesus Cristo sob a pregação do genuíno Evangelho, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

Onde está a Bíblia?

Empoeirada nas igrejas, nos púlpitos que outrora foram feitos para que a Palavra estivesse acima de tudo, esses mesmos púlpitos foram assaltados pelos palcos onde a estrela é um títere de satanás, inimigo mor da Palavra.

Onde está a Bíblia?

Em um mundo onde as pessoas dizem amar a Deus, mas aborrecem sua Palavra; em um mundo onde quem deveria ser conhecedor dela, a desconhece; um mundo onde se espera que pelo menos aqueles que se denominam pastores(as), bispos(as), apóstolos(as) a conheçam, praticando-a e ensinando-a.

Onde está a Bíblia?

Em um mundo onde os pregadores fazem de conta que pregam e o povo faz de conta que é edificado. E pregadores e povo saem enganados.

Onde está a Bíblia?

Vemos a cada dia um crescimento numérico de “gospels” analfabetos de Bíblia. Sabem de tudo: sabem como cantar, como dançar, como pular, como sair do chão e levantar as mãos como se fossem para brisas de carro. Sabem de tudo, até como fazer células e ainda dizem:

“Plantamos igrejas por meio de células”, mas o que vemos é que estão:

“Plantando células através de igrejas”.

Aliás, nunca vi alguém começar a tal de célula sozinho, é sempre usando uma igreja já estabelecida para limentá-las e depois ainda dizem que a igreja denominacional é que não funciona.
O fato é que esse número vem crescendo a cada dia sob várias fórmulas, MENOS A BÍBLICA:

ARREPENDEI-VOS E CONVERTEI-VOS. Pergunto novamente:

ONDE ESTÁ A BÍBLIA?

Procure saber onde está a Bíblia em tua vida, em tua casa, em tua igreja?
No lugar em que voce congrega pergunte, quem a ministra tem vida?
Tem autoridade do céu?
Ou está debaixo de uma autoridade conferida por uma carteirinha da net?
Ou por uma autoridade conferida a um maluco por um grupo de descontentes que dentre eles fazem um 'mestre'?

Querem dominar tudo, mas infelizmente, não dominam nem a si próprios e menos ainda a Palavra de Deus. Onde está a Bíblia? Para honra e glória do Nome de Jesus ela ainda está em muitas vidas de homens e mulheres que sinceramente sofrem pela Palavra, se afadigam por ela. Ela ainda está em muitos lugares de estudos, de pessoas ávidas pelo conhecimento, onde ainda acontecem reuniões de estudos bíblicos e de orações, e o crescimento espiritual dessas vidas se faz notório.

Onde está tua Bíblia?

Onde está a Bíblia em tua denominação?
Que lugar ela ocupa?
Quanto tempo ocupa? Se em tua denominação ela não tem a primazia, não é a regra de fé e prática, aconselho-te:

“saia daí antes que te levem no curso cego desse mundo mesquinho onde a moda é brincar de igreja brincar de dominar, de determinar, de fazer apenas coreografias malabarísticas para prenderem a atenção de crianças espirituais enquanto a cada dia se distanciam de Deus”.

"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" - Salmos 119:97

2 Timóteo 4:3 “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;”

1 Timóteo 4:1 “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,”

Judas 4 “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”

"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" - Salmos 119:97
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As opções de minha alma

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não pretendo fazer teologia com verdades “puras”, abstraídas da Bíblia a partir do pressuposto de que uma correta dissecação do texto garante a verdade. Preocupo-me com problemas éticos e práticos da pastoral. Lido com pessoas reais, que vivem problemas reais, que fazem perguntas reais.

Não pretendo fazer teologia a partir de afirmações teóricas descoladas das questões “duras” que intrigam a minha alma. Quero ser realista. Entendo por realismo, o esforço de aproximar coração e mente da existência. Acredito que o Logos, o Verbo, se fez carne e habitou entre nós; vimos, tocamos e cheiramos a verdade. O conhecimento do Logos não se restringe à racionalidade, mas transborda para o compromisso, para a comunhão, para a solidariedade e para a busca da justiça. A obediência da fé tem mais possibilidade de compreender os mistérios de Deus que o estéril exercício da racionalidade.

Não pretendo fazer teologia a partir da letra do texto, que mata. Entendo que certas verdades só são captadas pelo espírito. É preciso nascer, nadar, voar, absorver-se, divagar no Espírito para fragilmente intuir o Mistério. As cataratas espirituais caem dos olhos; as vestes puídas são despidas; os vícios categoriais, abandonados, mas só molhamos o calcanhar no rio eterno.

Não pretendo fazer teologia a partir do sucesso. Entendo que o carreirismo eclesiástico deságua em perversidade. Sacerdotes mataram o Nazareno. Teólogos acenderam fogueiras na Idade Média. Presbíteros sustentaram o aparthaid sul-africano. A verdade não se reduz à mecânica, ao ato de funcionar. Prefiro ostracismo ao aplauso dos pelegos da fé; exílio, aos holofotes do espetáculo religioso; abandono, ao adesismo interesseiro.

Não pretendo fazer teologia a partir das lógicas ensimesmadas. Reconheço que apesar de pequenos percalços, levo uma vida bem confortável. Procuro não permitir que vantagens, amparos, privilégios, me roubem da compaixão. Admito que é muito fácil abstrair sobre o sofrimento universal de dentro de zonas de segurança. Entendo o grande projeto de Deus para a humanidade: trocar corações de pedra por corações de carne. Assim, preciso molhar meus textos com lágrimas, impregnar meus discursos com misericórdia, calcar minha história com ternura.

Caminho ao sabor do vento. Navego, impreciso. Trabalho constrangido pelo amor. Vivo pela graça. Espero joeirar da fragilidade a bem-aventurança da mansidão. E com ela herdar a terra.

Soli Deo Gloria.
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Elogio à beleza

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O belo se esconde no evidente. Imiscui-se por toda a parte. Tinge a textura do cotidiano. Muitas vezes camuflado no óbvio, pega o coração de surpresa. Olhos displicentes podem não captar a formosura, que permeia a vida. Alma abatida não reconhece o inefável, que está por aí. Basta um instante, um hiato, um risco no céu e lá se foi o encantador, perdido para sempre. Alguma lindeza esquecida espera ser descoberta no fundo do pântano, na escarpa da rocha, no rosto crispado da viúva, no riso frouxo do adolescente.
As alvoradas despertam sede de beleza. O orvalho aguça o desejo de alimentar a alma com os muitos matizes do verde das matas. De repente, sempre de repente, desabrocha o anelo pela nuança semântica que tranfigura o texto em recado divino. A música calma deixa o coração estranhamente sorumbático. Mas, na mesma hora, uma excitação sobrenatural converte o lamento em vontade de pular de alegria. A beleza torna a vida irresistível.
O belo tem poder. Fascinante, inspira o poeta. Trasforma o leigo em criador fecundo. Incorpora contentamento no triste. Sensibiliza o bruto. Muda o apático em trovador. Incentiva o tosco a bailar no ritmo de melodias imponderáveis. Dá sensibilidade ao cético para perceber a eternidade na realidade crua.

O belo é divino.

Soli Deo Gloria
Site Ricardo Gondim
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A vida

A vida é emoção. Apaixonados, lutamos contra os dias que escorrem como água entre os dedos. Imprecisa, não-evidente, enviesada, carente de construção, a vida espera ser talhada por artesãos. No caldo da angústia universal, confia que alquimistas transformarão atrevimento em circunspeção. Quer converter Valquírias em Marias, bárbaros em samaritanos.

A vida é mistério. De onde vem o sentimento de beleza? Por que entesouramos os instantes delicados do passado? Por que a morte desfigura e esfumaça os olhos? Para onde se expande a margem extrema do universo? Que mecanismo impede a mente de ressentir dores? Por que nos vemos como outra pessoa nos sonhos, mas sempre sendo nós?Infelizmente começamos com afirmações e esquecemos as perguntas. Não transformamos os pontos de interrogação em lupas. Presunçosos, não carregamos o pente fino da dúvida no bolso do colete. Cegos, temos medo das aporias. Desistimos dos porquês infantis e ficamos com as certezas que nos entorpecem.

A vida é triste. Agonizamos com a lama burocrática que encobre o vilarejo pobre. Impotentes, tentamos resistir o mal sistêmico que prescinde das pessoas. Não entendemos como as elites conseguiram inventara o motor-contínuo para energizar a máquina da injustiça. Perdidos, procuramos fazer com que bondade e misericórdia não desapareçam do vocabulário religioso. Abatidos, vemos a sordidez sentar na cadeira da polidez. A implacabilidade ganhar da bondade. A ambigüidade moral amordaçar a solidariedade.

A vida é bela - e sempre desejável, dizia o poeta. O dilúvio não descolore a aquarela que se refrata na neblina. Homens e mulheres continuam a esperar por um novo céu e uma nova terra, onde crianças brincam com serpentes. Percebemos o divino no bailar da folha enamorada do vento. Celebramos a formosura de viver no ancião que planta uma árvore, na mãe que ensina a filha surda a falar com as mãos, no menino que, na capoeira, faz da luta uma dança.

A vida é trágica. Subimos no palco sem roteiro. Não passamos de atores sem texto para decorar. Personagens que atuam sem noção do instante que as cortinas descerão. Contracenamos com gente que acabamos de encontrar. Vez por outra escutamos apupos e procuramos as máscaras sorridentes, que disfarçam os constrangimentos. Sem coxia, não temos para onde correr. Assumimos diferentes papeis mesmo sabendo que a tragédia é inevitável. Sofremos. Quando nos acostumamos com os holofotes, o diretor grita: acabou o espetáculo.
Soli Deo Gloria
Site Ricardo Gondim
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Batismo do dia 030509

terça-feira, 9 de junho de 2009

Indo para no onibus para o Batismo

Pastor Rubiel

Dirigentes Anderson e Marcia

Irmão Nilton
Chegada ao Local

Batizandos do dia

Cerimonial

Deslocamento as Aguas

Em reverência














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Fotos Igreja Comunidade Shalom - POA

Frente Igreja Porto Alegre
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Fotos Igreja Comunidade Shalom - Canoas

Frente Igreja Canoas Culto do dia 17/05/09
Louvor
Renato, Rubiel e Robson

Introdutória
Pregação

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A Vida

A vida é emoção. Apaixonados, lutamos contra os dias que escorrem como água entre os dedos. Imprecisa, não-evidente, enviesada, carente de construção, a vida espera ser talhada por artesãos. No caldo da angústia universal, confia que alquimistas transformarão atrevimento em circunspeção. Quer converter Valquírias em Marias, bárbaros em samaritanos.

A vida é mistério. De onde vem o sentimento de beleza? Por que entesouramos os instantes delicados do passado? Por que a morte desfigura e esfumaça os olhos? Para onde se expande a margem extrema do universo? Que mecanismo impede a mente de ressentir dores? Por que nos vemos como outra pessoa nos sonhos, mas sempre sendo nós?

Infelizmente começamos com afirmações e esquecemos as perguntas. Não transformamos os pontos de interrogação em lupas. Presunçosos, não carregamos o pente fino da dúvida no bolso do colete. Cegos, temos medo das aporias. Desistimos dos porquês infantis e ficamos com as certezas que nos entorpecem.

A vida é triste. Agonizamos com a lama burocrática que encobre o vilarejo pobre. Impotentes, tentamos resistir o mal sistêmico que prescinde das pessoas. Não entendemos como as elites conseguiram inventara o motor-contínuo para energizar a máquina da injustiça. Perdidos, procuramos fazer com que bondade e misericórdia não desapareçam do vocabulário religioso. Abatidos, vemos a sordidez sentar na cadeira da polidez. A implacabilidade ganhar da bondade. A ambigüidade moral amordaçar a solidariedade.

A vida é bela - e sempre desejável, dizia o poeta. O dilúvio não descolore a aquarela que se refrata na neblina. Homens e mulheres continuam a esperar por um novo céu e uma nova terra, onde crianças brincam com serpentes. Percebemos o divino no bailar da folha enamorada do vento. Celebramos a formosura de viver no ancião que planta uma árvore, na mãe que ensina a filha surda a falar com as mãos, no menino que, na capoeira, faz da luta uma dança.

A vida é trágica. Subimos no palco sem roteiro. Não passamos de atores sem texto para decorar. Personagens que atuam sem noção do instante que as cortinas descerão. Contracenamos com gente que acabamos de encontrar. Vez por outra escutamos apupos e procuramos as máscaras sorridentes, que disfarçam os constrangimentos. Sem coxia, não temos para onde correr. Assumimos diferentes papeis mesmo sabendo que a tragédia é inevitável. Sofremos. Quando nos acostumamos com os holofotes, o diretor grita: acabou o espetáculo
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Penitencia

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sinto-me companheiro de personagens bem desgostosos da Bíblia. Pensei em mencionar os pessimistas não religiosos, mas isso daria mais celeuma para cima de mim. Como estou mal com um monte de coisa ao meu redor, isso não seria bom. Ficarei apenas com os atormentados bíblicos.

Sou irmão de Asafe, aquele bardo que quase se desviou quando mirou a prosperidade dos ímpios (Sl 73). Mas, ao contrário dele, não os invejo, fico só com uma pulga atrás da orelha. Por que a sorte premia gente infame? Os íntegros se desgastam para ganhar milímetros na prática do bem. Revolto-me com os escroques que alcançam notoriedade enrolando os incautos com lorota vulgar. Meu cansaço já virou fastio e meu incômodo, letargia.

Vejo-me parceiro de lamentações com Jeremias. Semelhante a ele, tenho vontade de perguntar: “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração. Por que motivo, então, te esquecerias de nós? Por que haverias de desamparar-nos por tanto tempo”? (Lm 5.19.20).

Amanheço atraído por Oséias. Divido sua indignação contra os sacerdotes que mercadejam esperança. Da medula dos ossos vem a minha indignação. Não partilho da euforia dos evangélicos quando celebram vertiginoso crescimento numérico. Vale a pena? Esse crescimento contribui pouco com o arrefecimento do inferno existencial, e produz mais neurose religiosa que vida que valha à pena. “Quanto mais aumentaram os sacerdotes, mais eles pecaram contra mim; trocaram a Glória deles por algo vergonhoso. Eles se alimentam dos pecados do meu povo...” (4.7- 8).

Com Miquéias, sou dramático. Talvez no desespero de exorcizar o meu torpor com a mediocridade que reina, tenho vontade de escrever: “...chorarei e lamentarei; andarei descalço e nu. Uivarei como chacal e gemerei como um filhote de coruja. Pois a ferida de Samaria (do Brasil?) é incurável e chegou a Judá (a igreja?)” (1:8-9).

Não estranho quando Jesus mostrou-se contundente. Identifico-me com sua exasperação. Também quero dizer, depois de ensinar e constatar que não fui ouvido por mera antipatia: “Ó tardos e néscios de coração para crer...” (Lc 24.25). Quando perceber o encurtamento das pessoas, vou dar-me a liberdade de afirmar: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês”? (Mt 17.17). Não me culpo por denunciar que as mesas dos cambistas são esquerosas. Meu Senhor achou insuportável ver a casa de Deus apequenada e transformada em covil de ladrões – “O zelo da tua casa me devorará” (Jo 2.17).

Quando estico um dedo na direção dos outros, reconheço que alguns apontam para mim. Ando azedo comigo mesmo. “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará deste corpo de morte?” – (Rm 7.24). Constrangido pelo amor de Deus, abracei o ministério da Palavra. Admito, não alcancei a perfeição. Eu sou o principal pecador (1Tm 1.15); e cônscio de que serei julgado com maior rigor (Tg 3.1).

De espírito quebrantado e contrito, resta-me repetir a oração do rito bizantino: Kyrie eleison; Christe eleison; Kyrie eleison - "Senhor, tende piedade (de nós); Cristo, tende piedade (de nós); Senhor, tende piedade (de nós).

Soli Deo Gloria
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Determinação

terça-feira, 26 de maio de 2009

Há momentos em que nada faz sentido. Os acessos ficam comprometidos, as frestas entupidas, as janelas cerradas. Decepção substitui confiança, tristeza apaga o ímpeto e abatimento contamina a gesta heróica. O calor da peleja traiçoeiramente solapa a energia fundamental de viver. As pedras de arranque cedem sob os pés e se esgota o entusiasmo. As balizas do sentido caem. Os diques das emoções se rompem.

Há momentos em que o silêncio absoluto e impenetrável da covardia abafa a coragem. O império da culpa confisca a confiança. O pavor do inesperado transforma a alma em masmorra e os sonhos definham em um imobilismo soturno. A poesia versifica o tédio e procura rima para fatiga. O espírito entra no compasso do soluço.

Há momentos em que determinação vira sinônimo de teimosia. As escolhas acontecem, empurradas, forçadas. A vida é tangida sem ânimo. Opta-se por constrangimento. Vai-se adiante, simplesmente. O horário cumprido, a tarefa realizada, e só. No tabuleiro, o peão aceita as regras; no palco, a marionete dança com os dedos do títere; na vida, as pessoas decoram roteiros.

Há momentos em que não se pode retroceder. O próximo, o próximo, o próximo, dita a voz soturna que ordena a fila que desce a vertiginosa ladeira existencial. Assim, resilientes e determinados, os humanos caminham. De dever em dever, chegarão ao último e inusitado compromisso, a morte.

Soli Deo Gloria
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Vício Religioso

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Não importa a Palavra minhas experiências espirituais falam mais alto"."Xô Bíblia, suas argumentaçõs nada podem contra minhas experiências espirituais".

Um vício enraizado nos corações dos sincretistas pragmatistas
Quando as experiências espirituais se tornam um vício e é preciso buscar de tudo para alimentá-lo, a heresia se torna inevitável e a desgraça certa.“Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,” Cl 2:18Dr. Robert Thomas, professor do conceituado Seminário Master (EUA) disse:
“As pessoas não se tornam heréticas de uma vez; isso acontece gradualmente. Elas não fazem isso intencionalmente, na maioria das vezes. Deslizam para a heresia através do relaxamento no manusear a palavra da verdade...Tudo o que é necessário para tomar o caminho da heresia é uma ansiedade por algo novo diferente, uma idéia nova, juntamente com uma certa preguiça, descuido ou falta de exatidão no manusear a verdade de Deus” – (Precision as God’s Will for My Life” Panorama City, CA, The Master’s Seminary, 1989).A imprecisão doutrinária a “preguicite mental” quanto ao estudo das Sagradas Escrituras colocam as pessoas como vitimas em potencial destas seitas, heresias e das ‘novas experiências’.Estamos vendo a cada dia uma ansiedade por novidades, as pessoas querem um tal de “algo mais”:Mais unção, mais poder, mais vida, mais profecia, mais revelação, mais unção, mais novidade, mais unção (rsrs, a repetição é proposital), mais choro, mais gritos, mais unção, mais danças, mais shows, tudo para saciar o vício desenfreado que adquiriram, assim, sempre mais.
A Bíblia já não é suficiente, estamos contemplando um “Evangelho Segundo escreveu os Santos Evangélicos”. Um “Quinto Evangelho”, só que esse realmente está sendo escrito por “homens”.
Existe um fascínio por novidades e conversões que levam ao delírio e muitos estão fascinados por conversões dramáticas, ou de homens ou mulheres ‘importantes’ como se o amor de Deus para com do ‘Zé Fulano’ fosse menos importante que o amor por alguma ‘celebridade’.Esse evangelho de experiências tem perna curta e leva as pessoas ao desacreditarem de que existe uma verdade absoluta, a Palavra de Deus. Ela é a Verdade, exclusivista, inegociável e absoluta.
Todas as conversões realizadas pela exposição da Palavra levam ao arrependimento, ao abandono da velha vida e a santidade prática, são duradouras porque traz à razão e ao entendimento (Rm 12.2).
Quando as experiências se tornam um vício as pessoas sempre veem uma porta escancarada para novas descobertas, daí os OVNs, as visões, as induções ao suicídio.... Estão sempre em busca de algo novo, algum orador eloqüente e inteligente, um profeta, uma bruxa, um astrólogo, um cantor emocionante, lugares onde há especulações proféticas, testemunhos que fortemente mexem com suas emoções; agem semelhantemente ao toxicômano que tem necessidade de aumentar o consumo da droga (aumentar a dose) para prolongar seu estado de euforia. As visitas aos ‘montes’ ou aos lugares idolatrados...
Começamos a ver e ouvir sobre rosa ungida, caixões de defuntos para sepultar pecados, sal grosso, arca da aliança, corredor dos 318, fogueira santa, óleo de Israel, água do rio Jordão (é impressionante, todos que vão ali se rebatizam, seria algo místico????), sabonete com extrato de arruda, carta com pedido de oração para ser queimado em Israel, (até Marcos Feliz-se-dando está nessa onda ‘lucrativa’), terapia do amor.....
São verdadeiras “mandingas” para saciar o vício dessa plebe que rejeita a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, se esquecem que “a exposição das tuas Palavras dá luz e entendimento aos símplices”, Sl 119.
O que é? A Bíblia não basta?
Entraremos às heresias?
Entraremos nesse fascínio em busca do oculto, do místico, do outro mundo?
Aceitaremos tudo isso para não sermos tropeço ao mundo?Sou Bereiano (pra quem já sabe o significado da palavra), não aceito e não posso aceitar esse abandono e essa afronta contra a Palavra de Deus.Não sou viciado e nem fico a “cata” de experiências para satisfazer vício.
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Video Batismo do dia 030509

sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Fogo estranho

sexta-feira, 1 de maio de 2009

“Nadabe e Abiu, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e pusseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor”. (Levítico 10.1-2)
Nadabe e Abiu eram os dois filhos mais velhos de Arão. Como sacerdotes, sabiam a lei de Deus e como o culto devia ser prestado. Ora, o fogo precisava ser tirado do altar de Deus ( Lv 6.12), mas estes dois homens resolveram inovar o culto e acabaram desagradando o Senhor.
Alguns comentaristas nos sugerem algumas interpretações sobre o fato ocorrido, e dizem: poderia haver rivalidade entre os dois filhos de Arão, pois, eles simultaneamente ofereceram incenso. O sumo sacerdote ou um sacerdote poderia oferecer, mas parece que não era permitido que dois oficiassem juntos (Lc 1.9). Outros sugerem, que talvez tenham realizado, em hora não prevista na ordem do culto, ou ainda, que estavam embriagados. Essa última parece ser a mais provável, devido a proibição que encontramos um pouco mais a frente relacionada a bebida (Lv 10.8-10). Doravante, por mais que não possamos saber exatamente o que significava o fogo estranho apresentado, de uma coisa podemos ter certeza, que tanto Nadabe como Abiú foram irreverentes e profanos, devido ao fato de serem sacerdotes e conhecedores das ordens do Senhor, e o não obedecer culminou na morte de ambos. O que podemos inferir para melhor compreender sobre a reação divina diante de tal procedimento é que, Nadabe e Abiu, aproximaram-se de maneira leviana e imprópria diante de Deus. Tentaram prestar culto a sua maneira, por seus méritos e meios sem atentar para as ordens já estabelecidas pelo Senhor, o que lhes levou a serem consumidos, pois, de nada valia um culto prestado com desobediência e profanação. Escrevendo à igreja de Coríntios, o apóstolo Paulo fala de um episódio do passado que ficou registrado para exemplo no presente (1Co 10.11). Da mesma forma podemos aplicar que, o nefasto episódio, ocorrido na vida de Nadabe e Abiú, querem sem dúvida, nos ensinar algo para os dias de hoje. Há muito do procedimento de Nadabe e Abiu em nosso meio. São inovações que não param de chegar no meio do arraial evangélico, acompanhados de doutrinas das mais esdrúxulas e estranhas, que confundem e inflamam a mente e a simplicidade da legítima adoração de que Cristo nos ensinou. O líder cristão, que não acompanhar os novos ditames, as novas visões, é logo tachado de retrógrado e senil. Correrá o risco de perder algumas das suas ovelhas para os dentes ferozes dos lobos insaciáveis. Amargará nas profundezas do isolamento, cuja a única consolação é aquela que ainda o permite anunciar como atalaia o iminente perigo que os cerca. Fala-se muito em inovar para atrair novas vidas para o rebanho de Cristo, mas não se dão conta que podem estar a trair o Cristo do rebanho. Talvez, haja boas intenções naqueles que desejam inovações para contextualização do presente, como quem sabe, houve na vida de Nadabe e Abiu, todavia, seja qual for a inovação, ela precisa estar totalmente pautada nos parâmetros das sagradas Escrituras. Será que não percebemos, por exemplo, que nossos cultos tem se transformado em verdadeiros Shows? Será que não nos damos conta que viramos a igreja dos EX? Não precisa se procurar muito para achar em alguns seguimentos evangélicos convites do tipo; “Hoje estará pregando o ex-bruxo”; “grande campanha da ex-feiticeira”; “Testemunho do ex-Gay ou do ex-quadrilheiro”. Viramos um reduto de falidos da audiofonografia secular: “Grande cantora gospel estará “ministrando” o louvor! Nova dupla sertaneja que quando canta cai demônios (nada contra o estilo sertanejo)! Só falta colocarem na parte abaixo do convite uma observação do tipo: Há! Jesus também estará presente! O mais triste, é perceber em certos líderes, predominantemente da mídia, se jactarem do número de pessoas que estavam na grande concentração, no grande encontro de louvor. Será que, se interpelássemos os da multidão, extrairíamos o mínimo de conhecimento dos fundamentos bíblicos? Creio que não. É triste ver o povo de Deus ser induzido a caminhar para os currais como manada de rebanho. Alguém me interpelou dizendo em uma ocasião, quer dizer então que toda aquela multidão estava sendo manipulada? Ora, para ser manipulado não precisa necessariamente estar em uma multidão, mas pensar que uma multidão o torna isento de uma manipulação é um equívoco. Pensar que uma grande multidão esta cheia de unção porque determinado “homem de Deus” assim “determinou”, não passam de palavras doces aos diabéticos espirituais que as ouvem mas que não podem comer. Pensamos um pouco em Ezequiel, mais especificamente no capítulo 37, naquele relato do vale de ossos secos. Era uma grande multidão, todavia, não havia espírito, vida, eram apenas ossos secos, nada mais que ossos secos. O que fez aqueles ossos secos terem vida, não foi o fato de serem uma multidão, mas sim, a palavra de Deus pronunciada pelo profeta. Queridos a palavra de Deus é que gera vida. Não quero generalizar, mas será que é a palavra de Deus que tem sido pregada nas grandes multidões? Ou será que, só temos ouvido por muitos marabalistas da fé, palavras imediatistas, mensagens de auto-ajuda e não a verdadeira ajuda do alto? Palavras de posse do tipo, “eu determino”, “eu declaro”, “tomo posse da benção”. Mas a grande verdade que ao voltar para casa nada mudou, porque fogo estranho gera morte e não vida. Quero em nome do Senhor Jesus Cristo, me atrever a sugerir dois aspectos de um seguimento religioso, ou melhor, de um culto cristão, que podem nos ajudar a identificar que tipo de fogo se está apresentando. Apresenta-se fogo estranho quando:
● Primeiro - Quando o culto é antropocêntrico e não cristocêntrico. Ou seja, a ênfase repousa não na pessoa de Cristo mas sim no homem. O pregador recebe a glória, o cantor é enaltecido, o que nos moveu a ir a este lugar, não foi o nome do Senhor Jesus Cristo mas sim o nome da “estrela” que foi convidada. O clima do ambiente é de show e não de adoração ao Senhor. Fuja sem medo, pois o fogo estranho já foi aceso.
● Segundo - Não há espaço e nem primazia da palavra. Com certeza este fogo é muito estranho e não provem do altar de Deus. O apóstolo Paulo nos diz: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação” (1Co 14.26). Como vimos no culto cristão neotestamentário, não há espaço para entretenimento e nem para político falar em épocas de campanha. Não obstante, não negamos o espaço que há para eventos como jograis, teatro e etc. Porém, o culto cristão deve dar toda a primazia para a palavra de Deus. É lamentável o preletor perceber o desprezo em um culto dito cristão, onde os adoradores ficam impacientes com aquilo que realmente gera vida e edificação, a palavra de Deus.
Finalizando, gostaria de lembrar que o Senhor continua sendo um fogo consumidor, como diz o escritor aos Hebreus em 12.28-29. Infelizmente existem muitas vidas consumidas e vazias diante de um Deus tão grande e cheio de vida para dar. Creio que vale a pena uma reflexão. Será que não estamos apresentando como Nadabe e Abiu fogo estranho ao Senhor? Será que não estamos equivocados em buscar novidades e maneiras certas para adorar ao Senhor? Ora, a Bíblia diz que o Senhor conhece os seus, e que Ele é que busca verdadeiros adoradores (Jo 4.23). Neste período de grande dificuldade e confusão no meio do povo de Deus, minha oração é que, não estejamos como a Igreja de Sardes que tinha nome de que vivia mas estava morta. Mas que Cristo possa levantar um povo compromissado com os valores do reino, onde Ele possa dizer como disse à Igreja de Filadélfia, que mesmo com pouca força guardou a sua palavra e não negou o seu nome. Fujamos do fogo estranho! Aliás, se souberem onde existe um culto de simplicidade, devoção e adoração, não deixem de me avisar! Charis!

Rubiel Cardoso
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CULTO TRANSFORMADO

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O culto a Deus está se transformando em um momento de entretenimento, está proporcionando as ovelhas de Jesus, não a palavra de Deus, mais diversão, muita diversão.As igrejas estão ficando cada vez mais cheias de espectadores, o mundo está invadindo a igreja e o pior está gostando daquilo que estão lhe oferecendoE ai segue as opções de entretenimento:
1 - Louvorzão
2 – Sorvetada
3 - Bazar
4 - Grupos de Gestos
5 - Testemunhos de pessoas famosas
6 - Teatros
7 - Feirinha de novos e usados
8 – Grupos de danças
9 – Luzes e muito som alto para levar os incautos ao delírio.
10 - Aproveitar o templo (templo mesmo) vago para esportes.
11 - Show de poderio usando demônios como coadjuvantes.
12 - E grito, muito grito, afinal empurram tudo isso na base do grito.
É lamentável que estejam engavetando a palavra de Deus, estão retirando dos púlpitos o evangelho de poder. O resultado presenciado é funesto. Precisamos urgente de um grande avivamento nesse País,como o do tempo de Esdras e Neemias 8.
As poucas pessoas que estão indo a igreja hoje, mas não estão sendo atraídas pela Palavra de Deus, mas sim por objetos que segundo os supostos pregadores dizem operar milagres.São as rosas ungidas, caixão de defunto para enterrar os problemas, sal grosso, fitinha da sorte, galho de arruda, moeda abençoada, lenço ungido, óleo ungido e santo de Israel, sabonete do descarrego. É uma geração má e perversa que pede sempre um sinal.
Outros estão atrás de falsas profecias, falsas revelações, falso fogo, falsos adoradores, línguas (realmente) estranhas. Nesses lugares não se faz nem mesmo necessário levar a bíblia, como você vai adorar segurando uma Bíblia? A Bíblia já está há muito tempo em desuso.
Pedro na sua segunda epistola disse: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles será infamado o caminho da verdade; Também movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias;” 2Pe 2:3-4. Hoje em dia estão fazendo comércio com a fé do povo, induzem o povo a crer em práticas libertinas, esses homens estão infamando o caminho da verdade, movidos por avareza, amor ao dinheiro, faz comércio com a palavra do Senhor, o dinheiro é sua força motriz.
Mas eu creio que Deus já está levantando homens, pastores ungidos pelo Espírito Santo.As igrejas não estão precisando de manipuladores do povo e muito menos de homens com sabedoria terrena. Mas de homens que manejam bem A PALAVRA DA VERDADE, homens segundo o coração de Deus, que cuide do rebanho do Senhor, que se afadigam na Palavra, que alimentem as ovelhas com alimento sólido, uma boa palavra, homens comprometidos com Deus e Sua Palavra. Infelizmente, mestres da Palavra é uma espécie em extinção, o que vale mesmo é um bonitão ou bonitona cantando com voz aveludada, ou no mínimo um bom forrozeiro, aí que a “coisa pega fogo”, fogo? Xiiiii, "filhinhos, essas coisas vos escrevo para que não pequeis.."
Em que mesmo o culto está se transformando??????? Imaginação dos transformadores é que não falta.
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Igreja Evangélica - Mais propensa a sentir do que pensar!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Pergunta: O crescimento dos evangélicos no Brasil, principalmente dos neopentecostais, está sendo acompanhado por uma formação teológica eficaz? A Igreja Evangélica pode provocar mudanças na Igreja Católica Romana?
Resposta: Não! O crescimento da presença evangélica no Brasil não está sendo acompanhado por uma formação teológica adequada! Uma das coisas que tem contribuído para esta resposta negativa é a proliferação de escolas e institutos bíblicos despreparados, por toda a parte, sem bibliotecas. Assim, continuaremos tendo uma igreja muito mais propensa a sentir do que a pensar ou refletir, tudo isso reforçado por um antiintelectualismo que permeia, atualmente, grande parte dos evangélicos. Acho que a teologia evangélica não pode influenciar a igreja católica. Roma tem posições definidas e vem mantendo com sucesso, ao longo do tempo, seus dogmas e posições. Basta verificar o comportamento dos últimos papas, João Paulo II e Bento XVI. Aonde quer que João Paulo II tenha ido, ele jamais cedeu às pressões mudar as posições do catolicismo em relação à ordenação de mulheres, às questões do aborto, homossexualidade e do controle de natalidade. É verdade, no entanto, que a igreja evangélica, principalmente o seu segmento pentecostal, tem influenciado a teologia e a liturgia da renovação carismática católica. O uso intenso de símbolos, os mesmos cânticos e gestos — a aeróbica do Senhor — têm sido transportados, com sucesso, do ambiente neopentecostal para as missas do padre Marcelo Rossi e de outros. Às vezes, alguns modismos ou desvios doutrinários influenciam um ou outro líder católico, mas de forma isolada. É o caso do padre Alberto Gambarini, que usa os mesmos métodos de arrecadar fundos de alguns televangelistas: vende medalhas, apresenta ensinos questionáveis tais como quebra de maldições hereditárias e outros na área de batalha espiritual. Dá a impressão de que ele é um pastor tentando agradar católicos ou um padre tentando agradar evangélicos. Creio que a postura do catolicismo, de não negociar suas posições, deveria servir de exemplo para evangélicos que não hesitam em incorporar novos modismos teológicos e práticas heterodoxas, baixando o padrão de suas pregações para conseguir mais adeptos e inchar suas igrejas.
CRISE ÉTICA
Pergunta: Que influência os políticos evangélicos têm tido sobre o quadro político brasileiro?
Resposta: A chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não tem feito diferença na ética política do país, pois o universo político evangélico não constitui, pelo menos por enquanto, uma referência ética para a sociedade. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios. A própria CPI do Orçamento revelou o triste fato de deputados e organizações evangélicas roubando o tesouro público. Vários políticos evangélicos sucumbiram aos subornos, mentiram, venderam votos e tor naram-se assuntos de piada por parte dos incrédulos. A CPI do Mensalão é mais uma prova disso. Recentemente, um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus renunciou ao seu mandato para não ser cassado. Creio que a crise da ética vivida por grande parte da igreja atualmente exige de seus líderes respostas e ações urgentes. Muitos jovens evangélicos colam nas escolas e acham que não há nenhum problema em fazê-lo. Conheço pastores que, quando alguém liga para sua casa, instruem os filhos a dizer no telefone que o pai não está, já ensinando-os a mentir. Basta ir às livrarias evangélicas para constatar o grande número de cheques sem fundos emitidos por crentes. Como vamos ensinar aos políticos brasileiros algo que não praticamos? Sei que há, pelo Brasil afora, líderes evangélicos e cristãos sinceros, mas não são a maioria e nem têm visibilidade midiática. Infelizmente, os que aparecem não representam a melhor parte do mundo evangélico. A igreja precisa, com urgência, colocar o ensino e a prática da ética bíblica na sua agenda de prioridades. Ensinar e viver a ética cristã é o caminho a ser percorrido por nós, se quisermos, de fato, ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13–16). Lamentavelmente, a atual ética política evangélica representa um retrato negativo, oposto ao que devemos ser enquanto cidadãos e cristãos evangélicos.
Dr. Paulo Romeiro
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NOVO NACIMENTO

terça-feira, 7 de abril de 2009

Culpa é um dos ingredientes mais nocivos da religião. Aliás, muita falação eclesiástica se esgota quando se desmascara a instrumentalização da culpa. Os auditórios religiosos lotam porque as pessoas são imperfeitas, carregadas de mazelas, incapazes de lidar com as sequelas da adolescência. É preciso ser corrigido, aperfeiçoado, purgado. Mas, inadequados diante de uma divindade absolutamente correta e exigente, todos se sentem devedores e ninguém tem o direito de esboçar qualquer defesa. Recordo-me que nas brigas com o Renato Jorge, meu irmão um ano mais novo, eu usava uma arma infalível para vencê-lo: “Vou contar para o papai”, dizia. Para depois acrescentar: “Você pensa que eu não sei de tudo?”. Na verdade, não sabia de nada. Mas meu pobre irmão sempre tinha culpa no cartório. Rapidamente se rendia diante das minhas ameaças. O senso comum dos religiosos é que todos estão degradados porque são inerentemente maus, promíscuos e ímpios. Daí o apelo recorrente dos púlpitos de que precisamos ser salvos de nós mesmos. Por toda a vida, aceitei esta lógica e acabei tornando-me o meu maior inimigo. Detestei-me por achar-me uma fonte perene de ruindade. Eu me fustigava esperando não apanhar de Deus. Acreditava que antecipando-me às penas, conseguiria sensibilizá-lo. Imaginava que o Todo-Misericordioso contemplaria a minha autoflagelação e me trataria com leniência diante dos vergões.
Hoje já não acredito que precise ser salvo de mim mesmo. Pelo contrário, minha salvação acontece quando aprendo a conviver com o meu interior. Quando faço as pazes com meu ser. Quando me aproximo de quem está mais próximo de mim: eu.
Minhas pulsões de vida e de morte estão para além do bem e do mal. Não as considero pecado ou virtude, apenas forças poderosíssimas que compõem a minha humanidade. Dentro de mim habitam sombras e luzes. Não preciso exorcizar as sombras, demonizando-as, agora reconheço-as como partes de minha constituição.
Meus tropeções foram necessários – pecados, no linguajar religioso – na construção de minha história. Todo o processo pedagógico precisa deixar espaço para que se desafine, pise na bola, dê trombada, erre. Sem odiar, não se aprende o valor da doçura; sem invejar, não se aprende o valor da reverência; sem cobiçar, não se aprende o valor do contentamento. Ódio, inveja e cobiça, portanto, também me moldaram.
Não me detesto e não suspeito do meu corpo. Não me sinto podre. Contudo, não sou ingênuo. Reconheço que de dentro do meu coração brotam águas amargas. Minhas uvas são azedas. Sei que tenho um potencial destrutivo de mil bombas atômicas. Carrego ressentimentos. Meu espírito se encanta com o que não presta.
Lido com essas idiossincrasias, dando outro sentido para responsabilidade. Responsabilidade passou a ser definida como iniciativa e capacidade de responder às demandas éticas da vida. Pretendo tornar-me responsável não por culpa ou medo, mas por reverência à vida, ao meu próximo e à mim. Para ser íntegro, não preciso amputar narcos do coração e vilipendiar-me como um bandido ordinário. Para crescer, posso me valer, inclusive, de meu passado suspeitosíssimo.
Depois de noites insones, depois de me angústiar com tantas falhas, afirmo: as minhas maiores decepções e mais profundos fracassos me empurraram para frente. Com eles, ganhei coragem de encarar-me.
Todo novo degrau de maturidade é uma travessia. Toda mudança, morte e ressurreição. Nasci de novo desde que alcei bandeira branca na guerra que travava comigo mesmo. Hoje aceito que se Deus quis tabernacular em mim, não tenho o direito de implodir-me.

Ricardo Gondim
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Comunidade Evangelica Shalom RS

Tempo!!